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quarta-feira, 15 de março de 2017

TOMO II - CAPÍTULO IV Conhecendo e interpretando quadros sindrômicos específicos. Sub Capítulo IV - Deficiência múltipla.









NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA
Síndromes com repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico.
TOMO II - CAPÍTULO IV
Conhecendo e interpretando quadros sindrômicos específicos.
Sub Capítulo IV - Deficiência múltipla.

Filmes para Refletir sobre a Educação Especial.
1.   A primeira vista;
2.   As chaves de casa;
3.   Desafio m limites;
4.   Do luto a luta;
5.   Mentes que brilham;
6.   Meu nome é rádio;
7.   Meu pé esquerdo;
8.   Mr. Holland- Adorável professor;
9.   O milagre de Ann sullivan;
10.O pequeno milagre;
11.O poder da esperança;
12.Oitavo dia;
13.Patch Adams;
14.Primeiro da Classe;
15.Quando só o coração vê;
16.Simples como amar;
17.Tela em branco;
18.Um certo olhar;
19.Uma lição de amor;
20.Uma mente brilhante;
21.Uma missão especial;
22.Uma viagem inesperada;
23.Óleo de Lorenzo.
A deficiência múltipla é a ocorrência de duas ou mais deficiências simultaneamente – sejam deficiências intelectuais, físicas ou ambas combinadas. Não existem estudos que comprovem quais são as mais recorrentes.  As causas podem ser pré-natais, por má-formação congênita e por infecções virais como rubéola ou doenças sexualmente transmissíveis, que também podem causar deficiência múltipla em indivíduos adultos,  se não tratadas. Segundo a Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdo-Cegos e dos Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapacem), o modo como cada deficiência afetará o aprendizado de tarefas simples e o desenvolvimento da comunicação do indivíduo varia de acordo com o grau de comprometimento propiciado pelas deficiências, associado aos estímulos que essa pessoa vai receber ao longo da vida. A Ciência deve estar a disposição da sociedade colocando seus achados a serviço do bem comum. Assim, a Neurociência ou qualquer outro seguimento científico com interligação na educação deve se posicionar no questionamento: Como lidar com a deficiência múltipla na escola? 
Sem retirar méritos de outras culturas ou indicações cientificas, vejo no campo da psicopedagogia uma referência no sentido em que  a orientação aos educadores deve ser feita caso a caso, dependendo dos tipos e do grau de comprometimento do aluno. É bom ressaltar que mais do que a somatória de deficiências, é preciso levar em conta que há conseqüências nos diversos aspectos do desenvolvimento da criança, que influenciam diretamente a sua maneira de conhecer o mundo externo e desenvolver habilidades adaptativas. Ao educador ou gestor de políticas inclusivas e especiais é preciso ficar atento às competências do aluno com deficiência múltipla, usando estimulação sensorial e buscando formas variadas de comunicação, para identificar a maneira mais favorável de interagir com o aluno.
A EDUCAÇÃO CONTINUADA nesse seguimento deve ser precedida de uma interligação em Rede Social.  Aproveito para convidar os pesquisadores que conheça a AHIMSA, uma Rede Social criada por um grupo de profissionais com uma expressiva experiência na inclusão social de pessoas surdas cegas e deficientes múltiplos em diversos municípios do Brasil. Sua visão: “Ser um centro de recursos nacional nas áreas do surdo-cegueira e deficiência múltipla sensorial.” A instituição focou-se no primeiro momento visando expandir e implementar esse trabalho nos municípios de São Paulo. A instituição, que foi fundada em 04 de março de 1991, iniciou o seu atendimento apenas com trabalho domiciliar e, mais tarde, complementou com atendimento educacional na escola. Mais detalhe acesse:
http://www.ahimsa.org.br/historico.html. A meta social da inclusão deve “Favorecer e qualificar o desenvolvimento das pessoas com surdo-cegueira e com deficiência múltipla sensorial, promovendo a inclusão social.”
A Educação Inclusiva e a Educação Especial devem ter postulados, entre diversos acompanhamos a visão social da Rede AHIMSA:
·   Ética - Dar exemplos de integridade, moral, honestidade e ter o mais elevado princípios e padrões éticos.
·   Responsabilidade Social - Exercer a cidadania contribuindo através da educação e a reabilitação, para o desenvolvimento da Sociedade.
·   Ser Humano - Valorizar o trabalho de equipe, promovendo a participação de todos no contexto educacional (profissionais, alunos, familiares e voluntários), estimulando um ambiente de aprendizagem, desenvolvimento respeito, colaboração e auto-estima.
·   Qualidade - Promover espaços e ações criativas, de forma planejada e integrada, visando a qualidade de vida para as pessoas com surdo-cegueira e pessoas com deficiência múltipla sensorial e seus familiares.
·   Respeito - Ver cada pessoa como única, respeitando suas necessidades e suas habilidades.
Surdo-cegueira, é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão. A combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca. Múltipla deficiência sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua auto-suficiência.
Podemos exemplificar como Múltipla deficiência sensorial:
• Surdez com deficiência mental leve ou severa;
• Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais;
• Surdez com deficiência física (leve ou severa);
• Baixa visão com deficiência mental leve ou severa;
• Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta;
• Baixa visão com deficiência física (leve ou severa);
• Cegueira com deficiência física (leve ou severa);
• Cegueira com deficiência.
É correto afirmar que o termo deficiência múltipla tem sido utilizado, também para caracterizar o conjunto de deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social, autismo e síndrome de Down; uma intelectual com outra física; uma intelectual e uma visual ou auditiva, por exemplos anteriormente relatados. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas. Segundo a posição de Shirley Rodrigues Maia, diretora de programas educacionais da Associação Educacional para Múltipla Deficiência (Ahimsa): “Não há estudos que indiquem qual associação de deficiência é a mais comum”, afirma. Porém ressalte-se que uma das mais comuns nas salas de aula é a surdo-cegueira. O desempenho e as competências dos portadores de síndromes múltiplas são heterogêneos e variáveis.  Os discentes, com níveis funcionais básicos e possibilidades de adaptação ao meio podem e devem ser educados em classe comum (EDUCAÇÃO INCLUSIVA), mediante a necessária adaptação e suplementação curricular. Outros, entretanto, com mais dificuldades, poderão necessitar de processos especiais de ensino (ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL), apoios intensos, contínuos e currículo alternativo que correspondam às suas necessidades na classe comum. As crianças com qualquer deficiência, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou emocionais são crianças que têm necessidade e possibilidade de conviver, interagir, trocar, aprender, brincar e serem felizes, embora, algumas vezes, por caminhos ou formas diferentes. É necessária essa integração Biopsicossocial.  Essa forma diferente de ser e agir é que as torna ser único, singular. Devem ser olhadas não como defeito, incompletude ou incapacidade, mas como pessoas com possibilidades e dificuldades que podem ser superadas ou minimizadas. Trabalhar com crianças que apresentam dificuldades acentuadas no processo de desenvolvimento e aprendizagem é uma missão que requer primeiro, amor. Segundo, competência de conhecimentos formais, instrutivos. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos. Talvez os Telecentros raramente (ou nunca) recebam pessoas com múltipla deficiência, mas consideramos importante trazer informações sobre esta possibilidade. Segundo dados estimados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para países em desenvolvimento em tempos de paz, 10 % da população é formada por pessoas portadoras de deficiência sendo que, dessas, 50% é portador de Deficiência Mental, 20% de Deficiência Física, 15% de Deficiência Auditiva, 10% de Deficiência Múltipla e 5% de Deficiência Visual. Tradicionalmente, os profissionais especializados e os familiares de pessoas com múltipla deficiência focalizavam sua atenção no que estas pessoas não podiam fazer, em suas desvantagens e dificuldades. Atualmente temos uma postura diferente: preocupamo-nos em descobrir quais são as possibilidades que a criança apresenta e quais são as suas necessidades, em vez de destacar suas dificuldades. Devemos trabalhar suas potencialidades multifuncionais.
Deficiências Múltiplas - Paralisia cerebral.
Os pacientes com PC devem ser tratados por uma equipe multidisciplinar, Terapeuta ocupacional, Fisioterapeuta, Psicólogo, Ortopedistas, Dentista, Psicopedagogos, Pediatra, Educador Especial entre outros. Sempre se levara em consideração a demanda de cada sujeito para a inserção dos diversos tratamentos terapêuticos, sendo que alguns serão contínuos e outros funcionaram como complemento potencializador. Cada tratamento a ser apresentado é de suma importância e podem apresentar variações de acordo com a necessidade de cada individuo. Podemos dizer que existem alguns tratamentos, que funcionaram de base para os demais devido à necessidade do paciente com paralisia cerebral. Vejamos algumas:
• Terapia Ocupacional: previne a incapacidade, através de estratégias adequadas com vista a proporcionar ao indivíduo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções pessoais, sociais e profissionais  e, se necessário, faz o estudo e treino das respectivas ajudas técnicas, de forma a contribuir para uma melhoria da qualidade de vida do indivíduo.(T.O).
• Hidroterapia: Levando em consideração os efeitos terapêuticos dos exercícios em piscina são principalmente: relaxamento muscular, redução da sensibilidade à dor, redução de espasmos musculares e espasticidade, facilitação da movimentação articular, melhora da musculatura respiratória, aumento da circulação periférica e melhora da moral e confiança do paciente, e acreditando nos princípios físicos da água como auxiliares no processo de tratamento e movimento com auxílio da flutuabilidade sem aumentar o tônus. (Fisioterapeuta).
• Hipoterapia: Técnica de tratamento aplicada em reabilitação, que explora os inputs motores e sensoriais que o cavalo transmite ao indivíduo, estimulando padrões motores normalizados e promovendo uma melhor integração sensorial. As sessões são individuais, orientadas por especialistas.
Conclusões/Resumo.
Analisando-se a história da Educação Especial, pode-se observar que tanto a fase inicial, caracterizada por comportamentos sociais de negligência ou maus tratos, quanto aquela caracterizada por comportamentos de proteção e de filantropia para com os deficientes estão sendo, na última década, progressivamente superadas. Hodiernamente, prevalecem as idéias de respeito às diferenças individuais e do direito à igualdade de oportunidades que todos devem ter, sem discriminações ou privilégios. A abordagem clínica, tradicional, que se centrava na deficiência e não nas potencialidades dos indivíduos deficientes, vai cedendo espaço para outras formas de compreensão da problemática que eles enfrentam. O comportamento "anormal", indevidamente correlacionado com essas pessoas, inclui, usualmente, um dos seguintes enfoques ou combinação deles: o estatístico, o cultural e o referente ao fracasso no ajustamento pessoal. Qualquer deles é vulnerável a uma análise mais rigorosa. Isto porque tendem a considerar as pessoas deficientes como "anormais", seja por preconceitos, seja pela natureza da organização social em que vivem. A sociedade estigmatiza e marginaliza os que fogem aos padrões comportamentais usuais, considerando-os como incapazes produtivamente, e, portanto, desviantes.     Em anos recentes, a abordagem médica deu lugar ao que Kirk e Gallagher (1991, p.9) chamam de enfoque ecológico, que "vê a criança excepcional em interações complexas com as forças ambientais". Essa nova perspectiva desloca o locus da deficiência da pessoa, para todo o contexto sócio-político-econômico educativo e cultural em que está inserida, no qual será valorizada ou não a diferença de que é portadora. Sob o aspecto educacional, esta mudança de enfoque tem importante significado: o objetivo de intervir pedagogicamente no aluno, compensando suas limitações, evolui para objetivos mais amplos de repensar o processo de ensino-aprendizagem que lhe é proporcionado e a qualidade dos vínculos que estabelece. Sob o aspecto social propriamente dito, a nova abordagem acarretou, também, revisão da terminologia: em vez de deficientes, de excepcionais, passou-se a chamá-los de pessoas portadoras de deficiências, de condutas típicas ou de altas habilidades, quando superdotadas. Prevalecem as pessoas e não as características que as diferenciam, acentuadamente, das demais. Outra conseqüência favorável do enfoque ecológico são os movimentos em prol da integração. A inserção de portadores de deficiências no ensino regular é uma temática que tem ocupado foros internacionais sobre educação. Nestes, a integração tem sido discutida enquanto princípio (filosofia portanto), enquanto processo (implicando em dinamismo e flexibilidade em sua implementação), quanto aos níveis de sua operacionalização (integração temporal, física, social, instrucional). Estes movimentos têm gerado, também, reflexões a respeito dos efeitos secundários na família, na própria escola e, particularmente, nas reações dos ditos "normais", em relação àqueles que apresentam deficiências ou necessidades de um atendimento especial.

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