COMO
os alemães descrevem o autismo?
Autismus (v. gr. αὐτός
„selbst“) wird von der Weltgesundheitsorganisation zu den tiefgreifenden
Entwicklungsstörungen gerechnet. Er wird von Ärzten, Forschern, Angehörigen und
Autisten selbst als eine angeborene, unheilbare Wahrnehmungs- und
Informationsverarbeitungsstörung des Gehirns beschrieben, die sich schon im
frühen Kindesalter bemerkbar macht. Andere Forscher[1] und Autisten beschreiben
Autismus als angeborenen abweichenden Informationsverarbeitungsmodus, der sich
durch Schwächen in sozialer Interaktion und Kommunikation sowie durch
stereotype Verhaltensweisen und Stärken bei Wahrnehmung, Aufmerksamkeit,
Gedächtnis und Intelligenz zeigt.[2][3]
In den aktuellen Diagnosekriterien wird zwischen frühkindlichem Autismus
(Kanner-Syndrom) und dem Asperger-Syndrom unterschieden, das sich oftmals erst
nach dem dritten Lebensjahr bemerkbar macht. Zur Unterscheidung der
verschiedenen Ausprägungen und Symptome von Autismus, der verschiedene
Schweregrade kennt, dient das Autismusspektrum (Autismusspektrums-Störung).
Hier ist jedoch die genaue Abgrenzung schwierig, da die Verläufe eher fließend
sind.
TRADUÇÃO
DIRETA – SEM ADEQUAÇÃO AO PORTUGUÊ – OBJETIVO: FACILITAR AS CONCLUSÕES DE JUÍZO
DE VALORES DO LEITOR.
Autismo (do Gr. αὐτός "eu") é
calculado pela Organização Mundial de
Saúde para os transtornos
invasivos do desenvolvimento. Ele é de médicos, pesquisadores e membros do autista de auto-descrito como uma percepção herdada, incurável e distúrbio de processamento de informação
do cérebro, que se faz sentir até mesmo na infância. Outros
pesquisadores [1] e autista
descrever o autismo como congênitas diferentes modos de processamento de informação, que se manifesta por
fraqueza na interação social e de
comunicação, e pelo comportamento estereotipado e pontos fortes na percepção, atenção, memória e inteligência.
[2] [3] Nos critérios atuais de diagnóstico distinguem entre autismo (transtorno autista) e síndrome de
Asperger, que muitas vezes só se
torna aparente após a idade de três
anos. Para distinguir entre as
diferentes formas e sintomas de autismo,
que reconhece diferentes graus de
gravidade, é o espectro do autismo (transtorno do espectro do autismo).
Aqui, no entanto, a definição exacta é
difícil, porque os cursos são
mais fluentes.
Para Frith,
Kanner, pediatra e psiquiatra americano, ao descrever o
quadro que denominou distúrbios autísticos inatos do contato afetivo, teve o
mérito não só de identificar indivíduos com comportamento muito peculiares
entre indivíduos com retardo mental e distúrbios do comportamento, como também
separá-los do grupo dos esquizofrênicos. Sua descrição do autismo é tão precisa
que ainda hoje é utilizada. Como reconhecimento ao seu trabalho, durante algum
tempo o autismo foi chamado de síndrome de Kanner. Ainda se utiliza tal denominação, porém não é
parte de nossa cultura conceitual moderna.
O autismo, é claro, não é um fenômeno moderno, embora tenha sido
identificado neste século. Talvez o primeiro caso de autismo a ser registrado,
de acordo com Frith (1989), tenha sido descrito pelo farmacêutico
do hospital Bethlem, um asilo para doentes mentais em Londres. Um menino de
cinco anos de idade que deu entrada em 1799 e que nunca brincou com as outras
crianças, sempre sozinho, isolado com seus soldadinhos de brinquedo. Há ainda o
relato de um médico francês, também no final do século dezoito, que descreveu
detalhadamente o comportamento de Victor, um menino de doze anos, que foi
encontrado vagando nos bosques de Ayeron.
Muitos psiquiatras, no final do século dezenove e início do século
vinte, descreveram crianças com comportamentos que fugiam ao padrão de
normalidade, referidas como psicóticas. Frith (1989) sugere que de acordo com
os termos de Kanner, provavelmente eram autistas. Quase simultaneamente a
Kanner, em 1944, Hans Asperger, pediatra e psiquiatra austríaco, descreveu um
grupo de adolescentes com falta de empatia com os demais, comunicação
não-verbal pobre, atividades repetitivas, excelente memória mecânica,
extravagante em seus relacionamentos sociais, reagentes a mudanças na rotina,
com pobre compreensão de idéias abstratas.
Apresentavam ainda movimentos corporais exóticos, desajeitados e pouco
coordenados. Este autor enfatizava a inteligência preservada. Para Asperger,
este grupo caracterizava-se por psicopatia autística. Kanner e Asperger
publicaram descrições de casos e ofereceram teorias para explicar os
comportamentos encontrados. Coincidentemente os dois pioneiros usaram o termo
autistic para caracterizar a natureza do distúrbio. Na verdade, mais do que uma
coincidência, este termo havia sido apresentado pelo psiquiatra Ernst Bleuler
em 1911 e referia-se originalmente ao isolamento social encontrado
em adultos esquizofrênicos. Infelizmente, devido à Segunda Grande Guerra, o
trabalho de Asperger não se tornou conhecido até 1979, quando Wing e Gould
publicaram um estudo sobre ele.
Segundo Gauderer (1993), a partir, portanto, da descrição e definição de Kanner, nas décadas seguintes estas crianças foram descritas de maneira diferentes por autores diversos que se baseavam nas suas visões teórico-profissionais. Em 1947, Bender usou o termo esquizofrenia infantil; Mahler, em 1952, utilizou o termo psicose simbiótica; Renk, em 1949, falou de um desenvolvimento atípico do ego; Bender, em 1956, referiu-se a pseudo-retardo ou deficiência; em 1963 Ruther introduziu o termo psicose infantil ou psicose da criança ou psicose de início precoce.
Segundo Gauderer (1993), a partir, portanto, da descrição e definição de Kanner, nas décadas seguintes estas crianças foram descritas de maneira diferentes por autores diversos que se baseavam nas suas visões teórico-profissionais. Em 1947, Bender usou o termo esquizofrenia infantil; Mahler, em 1952, utilizou o termo psicose simbiótica; Renk, em 1949, falou de um desenvolvimento atípico do ego; Bender, em 1956, referiu-se a pseudo-retardo ou deficiência; em 1963 Ruther introduziu o termo psicose infantil ou psicose da criança ou psicose de início precoce.
Como
se pode entender a caracterização nos dias atuais.
O diagnóstico do
autismo foi incluído por Leo Kanner na literatura psiquiátrica há mais de
cinqüenta anos. Desde então, milhares
de estudos e pesquisas complementaram-se, compondo uma vasta literatura sobre o
assunto. Entretanto, apenas recentemente os especialistas e pesquisadores de
todo o mundo chegaram a um consenso no que se refere à natureza e ao critério
de diagnóstico do autismo. Em 1979, Wing e Gould, citados por Happé e Frith
(1996), a partir do trabalho de Asperger, demonstraram através de um estudo
epidemiológico que o autismo se tratava verdadeiramente de uma síndrome,
caracterizada por uma tríade de sintomas, a tríade autista. Este estudo
destacou que déficits na interação social, na comunicação e na imaginação
estavam sempre presentes, não só nas crianças diagnosticadas com o autismo de
Kanner, mas abrangiam também um maior número de crianças. Este amplo espectro
autista incluía, além das crianças mais gravemente afetadas (autismo de
Kanner), aquelas que são socialmente mais ativas, apesar de bizarras (as
descritas por Asperger). Wing, citada em Bishop e Mogford (1993), afirmam que a
criança portadora da tríade é considerada estranha pelas demais pessoas porque,
qualquer que seja seu nível de linguagem e de habilidades práticas, ela não
responde de acordo com o padrão esperado.
A descrição da tríade
lançou base para o diagnóstico estabelecido no Manual de Diagnóstico e
Estatística da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-III-R 1987), e trouxe a
questão de que o prejuízo social no autismo poderia variar com a idade e
diferentes habilidades. Atualmente, considera-se que a perturbação social é um
distúrbio do desenvolvimento e que suas diferentes manifestações fazem parte de
um espectro de distúrbios relacionados, referidos como contínuo autístico. Seu
alcance varia dos casos mais severos até aqueles pouco afetados, de difíceis (e
mais tardios) diagnósticos. O distúrbio de Asperger passou a ser considerado
como uma forma atenuada do autismo, embora alguns autores acreditem tratar-se
de outra síndrome.
“O Autismo é uma síndrome definida
por alterações presentes desde idades muito precoces e que se caracteriza,
sempre, pela presença de desvios nas relações interpessoais, linguagem,
comunicação, jogos e comportamento.” (Schwartzman, 1994)
A última edição do
Manual de Diagnóstico DSM-IV (1994) inclui o distúrbio autista na categoria dos
Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID), cujas características são
prejuízo qualitativa na interação social, na comunicação verbal e não verbal,
nas atividades imaginativas e repertório extremamente restrito de atividades e
interesses. São outras características a falta de flexibilidade do pensamento,
aussência de empatia, rigidez, perseveração e ansiedade aumentada. A
inteligência está afetada em muitos, mas não em todos os indivíduos e por isto
o quociente de inteligência (QI) não é aspecto determinante do autismo. De
acordo com Rapin (1999), neurologista especializada em autismo, trata-se de um
distúrbio neurológico e o critério para o diagnóstico é totalmente
comportamental.
Identificando a Tríade Autista:
Prejuízos
qualitativos na Interação Social
- contato visual; expressões faciais; relação com os pares; compartilhamento de satisfações; reciprocidade emocional.
Prejuízos qualitativos na Comunicação
- aquisição da linguagem; iniciação e manutenção de conversas; linguagem repetitiva e estereotipada; jogos sociais (faz-de-conta).
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades - preocupação insistente em interesses restritos; resistência a mudanças na rotina;
estereotipia motora repetitiva; preocupação excessiva com partes de objetos.
- contato visual; expressões faciais; relação com os pares; compartilhamento de satisfações; reciprocidade emocional.
Prejuízos qualitativos na Comunicação
- aquisição da linguagem; iniciação e manutenção de conversas; linguagem repetitiva e estereotipada; jogos sociais (faz-de-conta).
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades - preocupação insistente em interesses restritos; resistência a mudanças na rotina;
estereotipia motora repetitiva; preocupação excessiva com partes de objetos.
EM RESUMO:
O AUTISMO é um
transtorno neurológico. Ainda não se conhecem suas causas. O diagnóstico médico
e psicopedagógico pode se basear no comportamento e não em exames.
A criança deve
apresentar três aspectos essenciais, a “tríade autista”:
1° aspecto - Social – A
criança pode ser desde passiva e isolada até “ativa, mas excêntrica”. Tem
dificuldade em estabelecer relações, interagir e para compreender as regras
sociais.
§ NÃO DÁ TCHAU;
§ NÃO OLHA NOS OLHOS;
§ NÃO OLHA O QUE VOCÊ OLHA;
§ “AVANÇA” PARA OS OBJETOS ( OU COMIDA ) DAS OUTRAS PESSOAS ;
§ ABRAÇA E BEIJA PESSOAS ESTRANHAS;
§ NÃO ATENDE QUANDO É CHAMADA;
§ BUSCA INTERESSES SÓ DELA;
§ NÃO BRINCA COM OUTRA CRIANÇA;
§ SÓ FALA QUANDO É DE SEU INTERESSE;
§ SÓ FALA SOBRE OS ASSUNTOS QUE PREFERE;
§ REPETE ESTE ASSUNTO SEM PARAR;
§ NÃO PERGUNTA SOBRE A OUTRA PESSOA;
§ SUA FALA TEM UMA ENTONAÇÃO DIFERENTE, MONÓTONA;
§ NÃO SABE O QUE DEVE FAZER NUMA SITUAÇÃO NOVA, TEM “CRISES
NERVOSAS”;
§ NÃO SABE O QUE VOCÊ PENSA;
§ NÃO PERCEBE SE VOCÊ ESTÁ TRISTE, ZANGADO OU FELIZ;
§ NÃO DEMONSTRAM AS EMOÇÕES COMO AS OUTRAS PESSOAS;
§ NÃO PERCEBE IRONIA NA VOZ OU NO ROSTO DAS PESSOAS.
2° aspecto –
Comunicação e Linguagem – dificuldade ou impropriedade na comunicação. A
criança pode não olhar nos olhos, não se comunicar nem mesmo por gestos e
expressões faciais ou ainda apresentar postura corporal “estranha”. Algumas não
têm nenhuma linguagem enquanto outras são muito falantes, mas não sabem manter
um diálogo verdadeiro.
§ NÃO SABE PEDIR O QUE
QUER;
§ NÃO APONTA;
§ TEM SEMPRE A MESMA
EXPRESSÃO FACIAL;
§ USA A MÃO DA OUTRAS
PESSOAS COMO UM INSTRUMENTO;
§ EMPURRA A OUTRA PESSOA
E OLHA O QUE QUER;
§ NÃO SABE COMO ABORDAR
OUTRA CRIANÇA;
§ GRITA MUITO;
§ CHORA SEM RAZÃO
APARENTE;
§ NÃO ATENDE QUANDO É
CHAMADA;
§ NÃO ENTENDE O QUE VOCÊ
DIZ;
§ PARECE NÃO ESCUTAR;
§ NÃO SABE FAZER
PERGUNTAS;
§ NÃO RESPONDE;
§ NÃO COMPREENDE O “NÃO”;
§ QUANDO FAZ PERGUNTAS,
NÃO ENTENDE A RESPOSTA E REPETE A PERGUNTA MUITAS VEZES;
§ NÃO ENTENDE QUANDO VOCÊ
BRIGA COM ELA, NÃO ENTENDE AS PALAVRAS, NEM OS GESTOS, NEM A EXPRESSÃO DO SEU
ROSTO;
§ TEM “CRISES DE BIRRA”;
§ COMEÇA UM ASSUNTO PELO
MEIO;
§ SÓ FALA SOBRE O ASSUNTO
QUE INTERESSA A ELA.
3° aspecto – Imaginação
– interesses restritos, resistência à mudança, dificuldade em brincar (“de
faz-de-conta”) porque não percebem o objeto inteiro, mas só uma parte, um
detalhe e não entendem para que sirva o brinquedo. Apegam-se a objetos
estranhos (linhas, canudos etc). A criança pode ainda ter rotinas rígidas,
rituais.
·
NÃO SABE PARA QUE SIRVAM OS BRINQUEDOS, QUEBRA OU ATIRA LONGE;
·
PREFERE OBJETOS QUE GIREM, TENHAM LUZES OU FAÇAM BARULHO;
·
FIXA-SE EM DETALHES DOS OBJETOS OU BRINQUEDOS;
·
NÃO BRINCA COM AS OUTRAS CRIANÇAS;
·
PREFERE BRINCADEIRAS QUE ENVOLVAM O PRÓPRIO CORPO: CÓCEGAS,
ESCONDER, “PEGAR”;
·
PREFERE FAZER SEMPRE AS MESMAS COISAS, DA MESMA FORMA, IR PELO
MESMO CAMINHO, SENTAR NO MESMO LUGAR.
Obs. A criança não
precisa apresentar todas as dificuldades citadas acima para ser autista. Foram
citados alguns exemplos das dificuldades encontradas. O grau da dificuldade também
varia muito.
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