Etiologia da surdez.
As causas da surdez podem ser dividias em: pré-natais, peri-natais e pós
natais. As causas pré-natais são:
Hereditárias (A deficiência auditiva pode ser transmitida geneticamente
de geração em geração, particularmente quando existem casos de surdez na família);
Doenças adquiridas pela mãe durante a gravidez, tais como: Rubéola; Sífilis; Toxoplasmose; Citomegalovirus; Herpes; Intoxicações intra-uterinas; Agentes Físicos (como, por exemplo, os raio-X); Alterações Endócrinas (Diabetes ou Tiróide); Carências Alimentares. As causas peri-natais podem ser: Traumatismos
Obstétricos; Anóxia. As causas pós-natais podem ser: Doenças infecciosas; Bacterianas (ex.: meningites, otites, inflamações agudas ou crónicas das fossas nasais e da naso-faringe);
Virais; Intoxicações; Trauma Acústico.
Diseases Database é um website gratuito que fornece informações sobre as relações entre
doenças, sintomas e medicamentos. http://www.diseasesdatabase.com/
Deficiência auditiva.
Classificação e recursos externos
Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10 ª Revisão (CID-10) Versão para 2010
CAPÍTULO VIII. DOENÇAS DO OUVIDO E PROCESSO MASTÓIDE
(H60-H95)
OUTROS TRANSTORNOS DO OUVIDO
(H90-H95)
H90PERDA AUDITIVA CONDUTIVA E NEUROSSENSORIAL
INCL.:
SURDEZ CONGÊNITA.
EXCL.:
PERDA DE AUDIÇÃO:
H90.0PERDA AUDITIVA CONDUTIVA, BILATERAL.
H90.1PERDA AUDITIVA CONDUTIVA, COM AUDIÇÃO UNILATERAL SEM RESTRIÇÕES NO LADO CONTRALATERAL.
H90.2PERDA AUDITIVA CONDUTIVA, NÃO ESPECIFICADA.
CONDUTORES NOS SURDEZ.
H90.3PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL, BILATERAL.
H90.4PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL UNILATERAL, COM AUDIÇÃO SEM RESTRIÇÕES NO LADO CONTRALATERAL.
H90.5PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL, NÃO ESPECIFICADA.
CONGÊNITAS NOS SURDEZ.
|
·
A PERDA DE AUDIÇÃO:
·
CENTRAL.
·
NEURAL.
·
PERCEPTIVO.
·
SENSORIAL.
|
·
NOS
|
NEUROSSENSORIAL NOS SURDEZ.
H90.6PERDA AUDITIVA CONDUTIVA E MISTA NEUROSSENSORIAL, BILATERAL.
H90.7PERDA AUDITIVA CONDUTIVA E NEUROSSENSORIAL MISTA, COM AUDIÇÃO UNILATERAL SEM RESTRIÇÕES NO LADO CONTRALATERAL.
H90.8CONDUTOR MISTO E PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL, NÃO ESPECIFICADA.
H91PERDA AUDITIVA OUTROS.
EXCL.:
PERDA AUDITIVA COMO
CLASSIFICADA EM H90. -
H91.0PERDA AUDITIVA OTOTÓXICA.
USAR CÓDIGO ADICIONAL DE CAUSA EXTERNA (CAPÍTULO XX), SE
NECESSÁRIO, PARA IDENTIFICAR O AGENTE TÓXICO.
H91.1PRESBIACUSIA.
PRESBIACUSIA.
H91.2SURDEZ SÚBITA IDIOPÁTICA.
NOS PERDA REPENTINA DE
AUDIÇÃO.
H91.3SURDO MUTISMO NÃO CLASSIFICADAS EM OUTRA PARTE.
H91.8PERDA AUDITIVA OUTRA ESPECIFICADA.
H91.9PERDA DE AUDIÇÃO, NÃO ESPECIFICADA.
SURDEZ:
·
NOS.
·
ALTA FREQÜÊNCIA.
·
BAIXA FREQÜÊNCIA.
H92OTALGIA E DERRAME DE OUVIDO.
H92.0OTALGIA.
H92.1OTORRÉIA.
EXCL.:
H92.2OTORRAGIA.
EXCL.:
OTORRAGIA TRAUMÁTICA -
CÓDIGO POR TIPO DE LESÃO.
H93OUTROS TRANSTORNOS DO OUVIDO NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE.
H93.0DESORDENS DEGENERATIVAS VASCULARES E DA ORELHA.
SURDEZ ISQUÊMICO
TRANSITÓRIO.
EXCL.:
H93.1TINNITUS.
H93.2OUTRAS PERCEPÇÕES AUDITIVAS ANORMAIS.
RECRUTAMENTO AUDITIVO.
DIPLACUSIA.
HIPERACUSIA.
MUDANÇA TEMPORÁRIA DO LIMIAR
AUDITIVO.
EXCL.:
H93.3TRANSTORNOS DO NERVO ACÚSTICO.
TRANSTORNO DE NERVO CRANIANO
8.
H93.8OUTROS TRANSTORNOS ESPECIFICADOS DO OUVIDO.
H93.9TRANSTORNO DE OUVIDO, NÃO ESPECIFICADA.
H94 *OUTROS TRANSTORNOS DO OUVIDO EM DOENÇAS CLASSIFICADAS EM OUTRA PARTE.
H94.0 *NEURITE ACÚSTICA EM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS CLASSIFICADAS EM OUTRA PARTE.
H94.8 *OUTROS TRANSTORNOS ESPECIFICADOS DO OUVIDO EM DOENÇAS CLASSIFICADAS EM OUTRA PARTE.
H95DISTÚRBIOS PÓS-PROCEDIMENTO DO PROCESSO DE OUVIDO E MASTÓIDE NÃO CLASSIFICADAS EM OUTRA PARTE.
H95.0COLESTEATOMA RECORRENTE DA CAVIDADE POSTMASTOIDECTOMY.
H95.1OUTROS TRANSTORNOS SEGUINDO MASTOIDECTOMIA.
|
·
A INFLAMAÇÃO CRÔNICA.
·
GRANULAÇÃO.
·
CISTO DA MUCOSA.
|
·
DA CAVIDADE
POSTMASTOIDECTOMY.
|
H95.8OUTROS TRANSTORNOS PÓS-PROCEDIMENTO DO PROCESSO DE OUVIDO E MASTÓIDE.
H95.9TRANSTORNO PÓS-PROCEDIMENTO DO PROCESSO DE OUVIDO E MASTÓIDE, NÃO ESPECIFICADA.
|
|
Ouvido.

Ilustração do
interior de um implante coclear.
Especificamente podemos conceituar como Implante Coclear (IC) a
introdução de um dispositivo eletrônico, parcialmente implantado, que visa
proporcionar aos seus usuários sensação auditiva próxima ao fisiológico. O IC é
visto como uma boa opção aos portadores de surdez neurossensorial de severa a
profunda que não têm condições de escutar e compreender a fala, ou mesmo que
escutando alguns sons, essa sensação não é suficiente para o uso social ou
profissional. Outro fator relevante à avaliação da possibilidade de realizar o
IC é o uso prévio, sem resultados satisfatórios, de aparelhos auditivos
clássicos. O IC possui uma parte externa e outra interna. A parte externa é
constituída por um microfone, um microprocessador de fala e um transmissor. A
parte interna possui um receptor e estimulador, um eletrodo de referência e um
conjunto de eletrodos que são inseridos dentro da cóclea. Esse dispositivo eletrônico tem por objetivo estimular,
através desses eletrodos implantados dentro da cóclea, o nervo auditivo que, por sua vez leva os sinais para o
encéfalo onde serão decodificados e interpretados como sons. O mau
funcionamento ou a inexistência das células ciliadas internas é a principal causa da perda auditiva neurossensorial.
Isso pode ocorrer por várias motivos, dentre eles estão: doenças genéticas ou
infecciosas (como rubéola e meningite); exposição exagerada a sons muito intensos; a
utilização de drogas ototóxicas (como canamicina, estreptomicina e cisplatina); processo natural do envelhecimento. É possível que em
alguns indivíduos o nervo auditivo esteja danificado ou ausente. É isso que
acontece em alguns casos de surdez congênita, em alguns tipos de fraturas
especificamente localizadas na região do crânio onde o nervo auditivo está
abrigado ou ainda devido a remoção de tumores. Em alguns desses casos ainda é
possível utilizar o IC através da estimulação direta ao núcleo coclear dorsal(Kuchta J. 2002-06). Entre as décadas de 80 e 90 ocorreu grande
revolução na área dos ICs, devido a maior investimento em pesquisas. Até 1988
cerca de 3 mil pacientes haviam recebido o IC; em 1995 este número subiu para
12 mil; até o ano de 2008 este número já ultrapassa 120 mil. Segundo Gilford et
al (2008) muitos pacientes conseguem atingir uma pontuação entre 90 e 100% de
acerto nos testes padrões de inteligibilidade de sentenças em ambiente
silencioso. Um grande desafio para os futuros ICs é melhorar o desempenho em
ambientes ruidosos. A cirurgia do
Implante coclear é realizada com o objetivo de se inserir os dispositivos
internos do implante (receptor e eletrodos). A técnica cirúrgica pode variar de
acordo com o tipo de aparelho a ser implantado, pois existem diferenças de
tamanho e espessura para os receptores internos e externos. Em todo paciente é
realizado uma tomografia pré-operatória de osso temporal ou ressonância
magnética para verificar a permeabilidade da cóclea. O procedimento cirúrgico é
realizado sob anestesia geral durando em média 2 horas. É realizada tricotomia
retro auricular ampliada e o paciente é operado em decúbito dorsal com rotação
da cabeça expondo a área a ser explorada. A incisão é realizada na região
retroauricular (3-4 cm) com um amplo retalho de pele, tecido subcutâneo e
músculo. O retalho músculo-cutâneo pode ser realizado em forma de "C"
ou "S" evitando-se lesar a irrigação arterial da região (veja
figura).
Incisão em "C" com local e posição
de fixação do implante.
Didaticamente
podemos dividir o procedimento em seis etapas:
- Mastoidectomia, com identificação do canal semicircular lateral, processo curto da bigorna (Figura ao lado, parte A).
- Timpanostomia posterior com exposição da janela redonda e cóclea (Figura ao lado, parte B).
- Fresagem do osso temporal para fixar o implante. No local da fresagem para fixação do implante retira-se toda camada muscular tentando diminuir assim, a distância entre os receptores externos e internos (Figura ao lado, parte B).
- Realização de uma cocleostomia. A escala timpânica é melhor encontrada se a cocleostomia é realizada anterior e superiormente à janela redonda e tem por objetivo criar uma via permeável onde será introduzido o conjunto de eletrodos (Figura ao lado, parte D).
- Colocação e fixação do receptor (Figura ao lado, parte C).
- Fechamento da incisão.

A) Mastoidectomia e uso de um modelo para
marcar a área a ser fresada para colocação do implante. B) Timpanostomia
posterior e fresagem do leito do implante. C) Fixação do implante no osso
temporal. D) Introdução dos eletrodos na cóclea.
Riscos de Complicações cirúrgicas na implantação.
Como todo procedimento cirúrgico, o implante coclear está sujeito a
complicações anestésicas e infecções no pós-operatório. Outras complicações
seriam:
lesão do nervo facial, o que justifica o monitoramento peroperatório do
nervo. Formação de fístulas liquóricas. Lesão do anel e membrana timpânica.
Lesão do seio sigmóide. Lesão da dura-máter.
As complicações cirúrgicas são pouco freqüentes quando envolvem uma equipe
cirúrgica bem treinada e com experiência na realização de tal procedimento. A
habilitação ou reabilitação auditiva, em portadores de Implante Coclear (IC),
têm como principais objetivos o treinamento auditivo para que possam ocorrer,
com o máximo resultado satisfatório, o desenvolvimento da linguagem e da
comunicação oral. Para que se possa alcançar o objetivo proposto, são
utilizadas abordagens terapêuticas específicas de acordo com a época de
aquisição da deficiência auditiva e a idade do paciente, para assim, maximizar
o desempenho das habilidades auditavas com o IC. A terapia fonoaudiológica pode
ser realizada em sessões individuais ou em grupo. As sessões realizadas
individualmente devem seguir, preferencialmente, a freqüência de duas a três
sessões por semana. As sessões realizadas em grupo podem seguir a freqüência de
uma sessão por semana. É importante ressaltar que o tais decisões somente
poderão ser tomas após o conhecimento das reais necessidades do indivíduo em
questão, ou seja, uma conduta nunca é igual a outra. A terapia individual deve
objetivar o desenvolvimento da linguagem oral e das habilidades auditivas, para
assim, possibilitar uma comunicação efetiva e um adequado desenvolvimento
global do individuo. Para que ocorra a terapia conjunta deve sempre respeitar
alguns aspectos individuais, para que o grupo se torne o mais homogêneo
possível. Tais aspectos são: tempo de utilização efetiva do IC, idade e nível
cognitivo do paciente. É necessário ressaltar que o sucesso de um tratamento
desse porte não pode ser atribuído a apenas um profissional. Toda uma equipe
está envolvida nesse trabalho constante. Desde do primeiro contato do possível
candidato ao IC com seu médico, uma série de profissionais estarão, de alguma
forma, envolvidos. São eles: Otorrinolaringologistas, Fonoaudiólogos,
Psicólogos e Assistentes Sociais.
Nota
do Autor.


"O
Implante Coclear
(ou popular "ouvido
biônico" ) é um equipamento eletrônico
computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas que tem surdez
total ou quase total. Assim o implante é que estimula diretamente o nervo
auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o
nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi
uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns
anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já estão usando."
Dr.
Ricardo Ferreira Bento.
É bom saber que esse serviço pode ser viabilizado para pessoas carentes,
pobres economicamente. O Grupo do Dr. Ricardo, grupo de
implante coclear realiza a avaliação e a cirurgia pelo SUS (sistema único de
saúde) e atende pacientes de todos os lugares do país. Você pode marcar uma
avaliação pelo SUS ou utilizando o seu convênio médico.
VEJA COMO MARCAR
UMA AVALIAÇÃO NO GRUPO:

AVALIAÇÃO PELO SUS.
2)Faça o seu cadastro,
obtenha a senha de acesso e preencha o questionário de avaliação;
3) Você receberá por email a resposta da avaliação com base nos dados fornecidos e a data da primeira consulta.
3) Você receberá por email a resposta da avaliação com base nos dados fornecidos e a data da primeira consulta.
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS.
Cadastramento de pacientes para Implante coclear.
O SIM do Implante
Coclear tem por objetivo agilizar o processo de entrevista e levantamento de
informações do paciente por múltiplos profissionais para verificação da
possibilidade de execução da cirurgia de Implante Coclear sem perda de
informações e de modo ágil. Se você quer saber se o seu caso se enquadra nos
nossos critérios técnicos para a realização do implante coclear cadastre-se e
preencha o formulário. Antes de iniciar o cadastro é necessário que você tenha
em mãos:
Relatório do médico otorrinolaringologista descrevendo a etiologia
(causa) da surdez, tipo e grau.
Exame de audiometria ou BERA.
Sugerimos que se tiver
dificuldade para preencher alguns dados, solicite ajuda a um médico
otorrinolaringologista de sua confiança.
Impressão do formulário de cadastramento para candidato ao
implante.
Caso deseje imprimir o
formulário para candidato ao implante coclear antes de preenchê-lo com o
objetivo de pedir orientação para um profissional otorrinolaringologista ou
fonoaudiólogo clique
aqui.
Instruções para o Login.
Caso não consiga
efetuar o login siga as instruções abaixo, escolhendo a que se adéqua ao
navegador utilizado pelo usuário:
Internet Explorer:
no menu Ferramentas, Opções da Internet, vá até a guia 'Privacidade' e então
deixe o nível de segurança em Médio, se preferir, incluir o endereço da o Implante
Coclear como site confiável, clique em Sites e inclua o endereço
http://www.implantecoclear.org.br/sim/ e clique em OK.
Mozilla Firefox:
no menu 'Ferramentas', vá até o link 'Opções', então no link da esquerda
'Privacidade' clique na seta de '+ Cookies' e selecione a opção 'Permitir o uso
de cookies dos sites', também é possível incluir somente o endereço da o
Implante Coclear como exceção, clique em OK para finalizar e estará pronto para
se logar no SIM.
Cadastro para candidato
ao o Implante Coclear.
CRIANÇAS MENORES DE 02
ANOS, NÃO PRECISAM FAZER O CADASTRO, ENTREM EM CONTATO NO TELEFONE (11)
2661-9491 (FALAR COM TAMMY).
A primeira parte do
formulário será composta de informações relevantes a localidade do paciente,
dados pessoais e informações para contato.
O cadastramento do
candidato é composto de diversos formulários e o usuário somente será avaliado
com tiver terminado de preencher todas as informações necessárias para a
realização da cirurgia. Quando tiver finalizado o preenchimento o usuário terá
uma mensagem na tela e receberá um email de confirmação da finalização do
preenchimento.
CONVÊNIOS
E PARTICULARES.
Não é preciso se
cadastrar. Ligue para os telefones abaixo e solicite uma consulta com o médico
otorrinolaringologista Dr. Robinson Koji Tsuji.
Fone: (11)30812012 -
Pacientes UNIMED: (11) 27724792. Veja abaixo lista de convênios atendidos no Hospital
das Clínicas:
a.
ABET - Associação Beneficente dos
Empregados em Telecomunicações.
b.
Associação Beneficente de
Assistência à Saúde - ABAS 15.
c.
Associação de Assistência Mútua à
Saúde SBC.
d.
AGF - Brasil Seguros S.A.
e.
Assistência Médica São Paulo S/A.
f.
AFRESP - Associação dos Agentes
Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo.
g.
ASSEFAZ - Fundação Assistencial dos
Servidores do Ministério da Fazenda.
h.
Banco Central do Brasil.
i.
Bardella S/A - Indústrias
Mecânicas.
j.
Bradesco Seguros S. A.
k.
CABESP - Caixa Benef. dos Func. do
Banco do Estado de São Paulo – Banespa.
l.
Care Plus Medicina Assistencial S/C
Ltda.
m.
CASSI - Caixa de Assistência dos
Funcionários do Banco do Brasil.
n.
FUNCEF - Caixa Econômica Federal.
o.
CETESB - Cia de Tecnologia e
Saneamento Ambiental.
p.
Comissão Nacional de Energia
Nuclear.
q.
Companhia de Engenharia de Tráfego
- C.E.T..
r.
Companhia Nacional de Abastecimento
– CONAB.
s.
Economus Instituto de Seguridade
Social.
t.
Elkis & Furlanetto - Centro de
Diagnósticos e Análises Clínicas Ltda
u.
EMBRAER - Empresa Brasileira de
Aeronáutica S/A.
v.
Emgepron - Empresa Gerencial de
Projetos Navais.
w.
Empresa Brasileira de
Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO.
x.
Empresa Brasileira de
Telecomunicações S/A – EMBRATEL.
y.
Fundação América do Sul de
Assistência e Seguridade Social.
z.
Fundação Antonio Prudente.
aa. Fundação
CESP.
bb. Fundação
Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto.
cc.
Fundação SABESP de Seguridade
Social – SABESPREV.
dd. Fundação
São Francisco Xavier – FSFX.
ee.
Furnas Centrais Elétricas S. A.
ff.
Gama Gestão em Saúde.
gg. GEAP
- Fundação de Seguridade Social.
hh. Instituto
de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.
ii.
Instituto de Previdência de Santo
André.
jj.
Instituto Municipal de Assistência
à Saúde do Funcionalismo.
kk. Irmandade
da Santa Casa de Misericórdia de São Roque.
ll.
Life System Assistência Médica S/C
Ltda.
mm.
Marítima Seguros S.A.
nn. Medial
Saúde S.A . MEDICAL LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS S/S LTDA.
oo. MEDISERVICE
- Administradora de Planos de Saúde Ltda.
pp. METRUS
- Instituto de Seguridade Social.
qq. Ministério
do Exército - Hospital Geral de São Paulo.
rr.
Ministério Público do Trabalho - 2ª
Região.
ss.
Notre Dame Seguradora S/A.
tt.
Petróleo Brasileiro S. A. –
Petrobrás.
uu. Petrobrás
Distribuidora S/A.
vv. Porto
Seguro Companhia de Seguros Gerais Prensas Schuler S/A.
ww.
PREVISAÚDE - Associação de
Assistênca Médica Privada.
xx. Procuradoria
da República no Estado de São Paulo.
yy. PRODESP
- Cia. de Processamento de Dados do Estado de São Paulo.
zz.
Santa Casa de Misericórdia de Juiz
de Fora.
aaa.
SERMA - Serviços Médicos
Assistenciais SERPRAM - Serviços de Prestação de Assistência Médico Hospitalar
Ltda.
bbb.
SIM - Serviço Ibirapuera de
Medicina S/ C Ltda.
ccc.
Sistema Paulista de Assistência.
ddd.
Sociedade Beneficente de Senhoras
do Hospital Sírio Libanês.
eee.
Sul América Serviços Médicos Ltda.
fff. Superior
Tribunal Militar.
ggg.
Tribunal Regional Federal da 1ª
Região.
hhh.
Unafisco Sindical Sindicato
Nacional dos Auditores Fiscais do Tesouro Nacional.
iii.
Unibanco AIG Saúde Seguradora S/A.
jjj.
UNIHOSP Saúde S/A.
Professores especialistas é interessante conhecer o trabalho da Ana
Cláudia e Paulo Matos, pais de Gabriel Martins Matos, encontraram uma maneira
criativa de demonstrar como seria a cirurgia e a evolução da cirurgia de
implante coclear que o garoto passaria. Com a ajuda do cartunista - e amigo -
Ronaldo Oliveira, os pais montaram uma história em quadrinhos com personagens
similares aos amigos, equipe e familiares do Gabriel relatando o passo a passo
da cirurgia e as mudanças pela qual o garoto passaria. Não temos licença para
transcrever aqui o integral texto. Assim visitem: HISTÓRIA EM QUADRINHOS, A EXPLICAÇÃO NA LINGUAGEM DO
GABRIEL PARA A BOA REALIZAÇÃO DA CIRURGIA DE IMPLANTE COCLEAR. http://www.implantecoclear.org.br/
Aparelho
Auditivo.
Um aparelho auditivo tem como finalidade ajudar as pessoas com uma perda
auditiva a perceber os
sons. Atualmente, graças ao desenvolvimento da tecnologia digital e a um design bastante avançado, é hoje possível encontrar
aparelhos auditivos tão pequenos que podem ser colocados no fundo do canal
auditivo – sem prejuízo da reprodução sonora, a qual é tão clara e cristalina,
como a dos melhores reprodutores sonoros modernos. Os aparelhos auditivos
melhoram a compreensão da fala em várias situações e dão suporte às muitas
funções do sistema auditivo humano como localização sonora, compreensão, etc.
Os ruídos de fundo sempre constituíram um dos maiores problemas dos utilizadores de
aparelho auditivo. Os aparelhos digitais avançados são capazes de reduzir os
ruídos e realçar os sons, que são importantes para compreender a fala. Este processo realiza-se automaticamente dentro do
aparelho auditivo sem que o utilizador se aperceba disso. Outros recursos
também estão disponíveis nas versões mais atuais como microfones direcionais
para a fala, banda estendida de freqüência, que faz com que um maior número de
sons seja amplificado e até mesmo a tecnologia Bluetooth. Esta, faz conexão
entre equipamentos de audio e os aparelhos auditivos. A tecnologia dos
aparelhos auditivos evoluiu muito na última década. Há aproximadamente 3 anos
(2007), foi lançada no Brasil, uma nova Era de aparelhos, com a tecnologia
Wireless (superior à Digital). A Telex Soluções Auditivas foi a primeira a trazer essa inovação

Imagem 1 - Aparelho auditivo Retroauricular
Imagem 2
O aparelho auditivo ajuda o ouvido a perceber os sons, amplificá-los e
transmiti-los através do ouvido. Existem modelos retroauriculares e
intracanais. Os retroauriculares podem ser do tipo BTE com molde ou com um
adaptador fino; ou do tipo RITE (receiver in the ear), com o receptor externo,
próximo á membrana timpânica. Esse último modelo tem sido o mais utilizado
devido ao seu alto desempenho em amplificar os sons da fala e em não ocasionar
o chamado "efeito de oclusão" que é tão comum em aparelhos
intracanais. Um aparelho auditivo convencional é constituído pelas seguintes
partes:
- 1. Um microfone que capta os sons e os transforma em sinais elétricos.
- 2. Um amplificador que aumenta o volume sonoro.
- 3. Um alto-falante (em aparelhos auditivos chamado um telefone), que volta a transformar os sinais elétricos em sons.
- 4. Um molde que assegura que o aparelho auditivo assente bem no canal auditivo, por onde os sons são transferidos para o tímpano (aparelhos do tipo retroauricular).
- 5. Um tubo de plástico que conduz o som do aparelho auditivo para o molde (aparelhos do tipo retroauricular).
Já os mais modernos possuem um circuito integrado com um chip de alta
velocidade de processamento de som onde, por meio de combinações binárias,
ajustes automáticos vão sendo experimentados pelo usuário.
Imagem 3
As imagens 1, 2 e 3 são autorizadas a sua referência nos nos
termos da licença Atribuição-Partilha nos Mesmos Termos 3.0 não Adaptada
(CC BY-SA 3.0)
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, desenvolveram o Manaus, um aparelho
auditivo bem mais barato e que tem uma configuração que prolonga o tempo de uso
da bateria. A expectativa é que o aparelho chegue ao mercado e reduza custos na
saúde pública. Esse aparelho é, apenas, um amplificador. Atende bem áqueles que
buscam uma solução para amplificar os sons porém não apresentam condições para
pagar por recursos que promovem conforto e melhor inteligibilidade da fala.
Hoje, existem empresas que montam o aparelho que o cliente deseja; com todos os
recursos necessários para sua adaptação. O importante é procurar por quem tem
um grande portfólio. Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um
aparelho auditivo bem mais barato que os que estão hoje no mercado. Isso deve
aumentar muito o número de brasileiros em condições de usar essa novidade. Se você já ouviu falar de remédio genérico, o
que dizer de equipamento genérico? O novo aparelho auditivo é um deles.
Parecido com todos os outros, mas até 57% mais barato. O equipamento foi desenvolvido pela Faculdade
de Medicina da USP, a partir de uma tecnologia conhecida, e de componentes
importados, mas com uma configuração que prolonga o tempo de uso da
bateria. “Ele pode ser considerado um
coringa porque é a mesma configuração eletrônica que você utiliza para projetar
os aparelhos para todos os tipos de perda, sempre com baixo consumo de energia
elétrica, uma mesma bateria dá uma autonomia bem ampla”, explicou o engenheiro
Silvio Penteado. O aparelho, batizado de Manaus, foi testado durante um ano e
meio por 20 pacientes. “Eles já eram usuários de aparelho e, no final da
pesquisa, optaram por manter o uso desse aparelho”, disse a fonoaudióloga
Isabela Jardim. Dona Eutália Lopes, que perdeu parte da audição nos dois
ouvidos, aprovou a tecnologia: “Falar com minhas filhas, falar com meu esposo.
Televisão que eu não escutava, agora eu escuto. Escuto bastante”, contou. Hoje
apenas 11 pessoas usam o aparelho, mas a expectativa dos pesquisadores é que,
dentro de um ano, ele comece a ser produzido em série, chegue ao mercado e
ajude a reduzir os gastos com saúde pública. Setenta por cento dos aparelhos
auditivos vendidos no Brasil hoje são comprados pelo governo e distribuídos
pelo SUS, uma despesa de R$ 146 milhões por ano. A maioria dos aparelhos custa
entre R$ 525,00 e R$ 700,00. O desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros
deve chegar ao mercado por cerca de R$ 300. “Com o novo aparelho, diminuindo
custos, nós vamos conseguir trazer para uma maior população a possibilidade de
acesso a eles”, explicou Sérgio Garbi, do HC-USP. Outra vantagem é que a
manutenção vai ficar mais barata. Hoje, quando o aparelho quebra, muita gente
não consegue pagar o conserto.
FONTE: REDE GLOBO DE TELEVISÃO. Jornal Nacional. 25/02/2010 –
Brasil.
As Hipoacústicas.
As ondas sonoras chegam até o aparelho auditivo, fazem o tímpano vibrar
que, por sua vez, faz os três ossos da orelha (martelo, bigorna e estribo)
vibrarem; as vibrações são passadas para a cóclea, onde viram impulsos nervosos que são transmitidos ao cérebro pelo nervo
auditivo. A cóclea
(ou caracol, devido à sua forma) é a porção do ouvido
interno dos mamíferos onde se encontra o órgão de
Corti, que contém os
terminais nervosos responsáveis pela audição. A cóclea esta relacionada com a audição e os canais semicirculares, com o
equilíbrio. É um tubo ósseo enrolado em espiral dividido longitudinalmente em três compartimentos cheios de líquido, por
meio de membranas. O compartimento central é onde se encontra o Órgão de
Corti com as células ciliadas responsáveis pela sensação da audição, através dos movimentos do líquido
circundante. O nervo vestíbulo-coclear (também conhecido como nervo
auditivo ou nervo acústico) constitui, com o homólogo contralateral,
o oitavo (VIII) par de nervos cranianos. É puramente sensitivo, penetra na ponte na porção
lateral do sulco bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o flóculo do
cerebelo, região denominada ângulo ponto-cerebelar. constituído de duas
porções: a porção coclear está relacionada a fenômenos da audição e a porção vestibular com o equilíbrio. Embora unidas em um tronco comum, tem origem, funções e
conexões centrais diferentes.
List of subjects in Gray's Anatomy:203 The Acoustic Nerve (Eighth Nerve) - The
acoustic nerve consists of two distinct sets of fibers which differ in their
peripheral endings, central connections, functions, and time of medullation. It
is soft in texture and devoid of neurilemma.
http://www.nlm.nih.gov/mesh/
- Medical Subject Headings (MeSH)
é um amplo vocabulário controlado para publicações de artigos e livros na
ciência. http://www.nlm.nih.gov/cgi/mesh/2007/MB_cgi?mode=&term=Vestibulocochlear+Nerve

Nervos cranianos.
Nervos
cranianos são os que fazem
conexão com o encefalo. Sua maioria liga-se ao tronco encefálico, exceto os
nervos olfatório e o óptico, que ligam-se respectivamente ao telencéfalo e ao
diencéfalo. As fibras dos nervo cranianos podem ser classificadas em aferentes
e eferentes. Os dois tipos de fibras (aferentes e eferentes) são divididas em
somáticas e viscerais que podem ser gerais ou específicas. Na biologia humana, os nervos cranianos agrupam-se em doze pares. Um nervo
é uma estrutura de forma semelhante a um cabo, constituido de axônios e dendritos. Os nervos fazem parte do sistema nervoso periférico. Nervos aferentes conduzem sinais sensoriais (da pele ou dos órgãos dos sentidos, por exemplo) para o sistema nervoso central, enquanto nervos eferentes conduzem sinais estimulatórios do sistema nervoso central para os órgãos efetores, como
músculos e glândulas. Estes sinais, às vezes chamados de impulsos nervosos,
também são conhecidos como potenciais de ação: impulsos elétricos de condução rápida, que começam
geralmente no corpo celular do neurônio e se propagam rapidamente através do
axônio até a sua ponta ou "terminal". Os sinais se propagam do
terminal ao neurônio adjacente através de um espaço chamado sinapse.

Danos aos nervos podem ser causados por lesões físicas, inchaço (por exemplo a Síndrome do túnel
carpal), doenças auto-imunes (como a Síndrome de Guillain-Barré), diabetes ou
falha dos vasos sanguíneos que irrigam o nervo. Nervos pinçados ocorrem quando
pressão é aplicada ao nervo, usualmente por edemas causados por lesões ou
gravidez. Dano nervoso ou nervos pinçados são usualmente acompanhados de dor,
dormência, fraqueza ou paralisia. Os pacientes podem sentir estes sintomas em
locais distantes do local realmente danificado, um fenômeno chamado de dor
referida. Isto ocorre porque quando o nervo está danificado, a sinalização fica
prejudicada em toda a área de que o nervo recebe impulsos e não apenas do local
do dano. Os pares de nervos cranianos I e II (nervo
olfatório/olfactivo e nervo óptico, respectivamente), embora classificados como
nervos cranianos, não são tecnicamente considerados nervos, mas sim
prolongamentos do sistema nervoso central. Os
pares de nervos cranianos são numerados em algarismos romanos, de acordo com a ordem de sua origem
aparente, da seguinte maneira:
|
Nº
|
NERVO
|
FUNÇÃO
|
COMPONENTES
|
NÚCLEO(S)
|
|
I
|
OLFATO
|
SENSITIVO
|
NÚCLEO OLFATÓRIO ANTERIOR
|
|
|
II
|
VISÃO
|
SENSITIVO
|
NÚCLEO GENICULADO LATERAL
|
|
|
III
|
MOTRICIDADE DOS MÚSCULOS CILIAR, ESFÍNCTER DA PUPILA, TODOS OS
MÚSCULOS EXTRÍNSECOS DO BULBO DO OLHO, EXCETO OS LISTADOS PARA OS NERVOS
CRANIANOS IV E VI
|
MOTOR
|
OCULOMOTOR NUCLEUS, EDINGER-WESTPHAL
NUCLEUS
|
|
|
IV
|
MOTRICIDADE DO MÚSCULO OBLÍQUO SUPERIOR DO BULBO DO OLHO
|
MOTOR
|
NÚCLEO TROCLEAR
|
|
|
V
|
CONTROLE DOS MOVIMENTOS DA MASTIGAÇÃO (RAMO MOTOR);
PERCEPÇÕES SENSORIAIS DA FACE, SEIOS DA FACE E DENTES (RAMO SENSORIAL). |
SENSITIVO E MOTOR
|
PRINCIPAL SENSORY TRIGEMINAL NUCLEUS, SPINAL TRIGEMINAL NUCLEUS,
MESENCEPHALIC TRIGEMINAL NUCLEUS, TRIGEMINAL MOTOR NUCLEUS
|
|
|
VI
|
MOTRICIDADE DO MÚSCULO RETO LATERAL DO BULBO DO OLHO
|
MOTOR
|
NÚCLEO ABDUCENTE
|
|
|
VII
|
CONTROLE DOS MÚSCULOS FACIAIS – MÍMICA FACIAL (RAMO MOTOR);
PERCEPÇÃO GUSTATIVA NO TERÇO ANTERIOR DA LÍNGUA (RAMO SENSORIAL). |
SENSITIVO E MOTOR
|
NÚCLEO FACIAL, NÚCLEO SOLITÁRIO, NÚCLEO SALIVATÓRIO SUPERIOR
|
|
|
VIII
|
VESTIBULAR: ORIENTAÇÃO E MOVIMENTO. COCLEAR: AUDIÇÃO
|
SENSITIVO
|
NÚCLEO VESTIBULAR, NÚCLEO COCLEAR
|
|
|
IX
|
PERCEPÇÃO GUSTATIVA NO TERÇO POSTERIOR DA LÍNGUA, PERCEPÇÕES
SENSORIAIS DA FARINGE, LARINGE E PALATO.
|
SENSITIVO E MOTOR
|
NÚCLEO AMBÍGUO, NÚCLEO SALIVATÓRIO INFERIOR, NÚCLEO SOLITÁRIO
|
|
|
X
|
PERCEPÇÕES SENSORIAIS DA ORELHA, FARINGE, LARINGE, TÓRAX E
VÍSCERAS. INERVAÇÃO DAS VÍSCERAS TORÁCICAS E ABDOMINAIS.
|
SENSITIVO E MOTOR
|
NÚCLEO AMBÍGUO, NÚCLEO VAGAL MOTOR DORSAL, NÚCLEO SOLITÁRIO
|
|
|
XI
|
CONTROLE MOTOR DA FARINGE, LARINGE, PALATO, DOS MÚSCULOS
ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEU E TRAPÉZIO.
|
MOTOR
|
NÚCLEO AMBÍGUO, NÚCLEO ACESSÓRIO ESPINHAL
|
|
|
XII
|
MOTOR
|
NÚCLEO HIPOGLOSSO
|
As problemáticas orgânicas na audição podem comprometer o Equilíbrio
postural, que é a manutenção da posição
de equilíbrio (estático ou mecânico) do corpo de um animal. Nos vertebrados, o
equilíbrio postural é controlado por vários receptores sensoriais. No homem,
atuam no equilíbrio os olhos, o sistema vestibular do ouvido interno e os
proprioceptores localizados nas articulações e nos músculos. Daqui resulta que
afecções em qualquer um desses orgãos podem levar a transtornos no equilíbrio(Kirkwood, Renata "Treinamento do Equilíbrio"
slides no site do Grupo de Estudos da Marcha da Universidade Federal de Minas
Gerais –Brasil. Acessado a 2 de setembro de
2012.)
Receptor sensorial.
Num sistema sensorial, um receptor sensorial é a estrutura que
reconhece um estímulo no ambiente interno ou externo de um organismo. Os receptores sensoriais localizam-se nos órgãos dos sentidos e são terminais nervosos com a capacidade de receber um determinado estímulo e transformá-lo em impulso
nervoso. Esses
receptores são classificados de acordo com a natureza do estímulo para os quais
são sensíveis:
1.
Quimioceptores, sensíveis à presença ou concentração de determinadas substâncias, como os
responsáveis pelo paladar e olfato;
Numa classificação mais geral, podem considerar-se três tipos principais de
receptores sensoriais:
1. Exteroceptores, que recebem estímulos do
exterior do animal;
3.
proprioceptores, localizados principalmente nas articulações, músculos e tendões, dão ao sistema nervoso central informações sobre a posição do corpo ou
sobre a força que é necessário aplicar.
No corpo humano existem vários tipos especializados de receptores
sensoriais, entre os quais:
2.
Discos De Merkel;
3.
Receptores Dos Folículos Pilosos;
4.
Corpúsculos De Pacini;
6.
Corpúsculos De Krause E Rufinni;
Mecanorreceptor.

Corpúsculo de Pacini.
Um mecanorreceptor ou mecanoceptor é um receptor sensorial que responde a pressão ou outro estímulo mecânico. Incluem-se neste grupo os sensores que nos ouvidos são capazes de captar as ondas
sonoras, os sensores
tato|táteis e os que são responsáveis pelo equilíbrio postural, ou propriocepção[. No
homem, os mecanoceptores incluem, entre outros:
Perdas Auditivas.
A audição é o sentido que mais nos coloca dentro do mundo e
a comunicação humana é um bem de valor inestimável. Costuma-se não perceber a
importância da audição em nossas vidas a não ser quando começa a faltar a nós
próprios. A surdez, por ser um defeito invisível, não recebe da sociedade a
mesma atenção que é dada aos portadores de outras deficiências. O deficiente
auditivo tende a se separar de outras pessoas, trazendo para si as
conseqüências do isolamento. A dificuldade maior ou menor que ele tem para ouvir
e se comunicar depende do grau de surdez, que pode ser leve, moderada,
severa e profunda.
Graus
de surdez.
Nas perdas auditivas de grau leve os pacientes
costumam dizer que ouvem bem, mas, às vezes, não entendem o que certas pessoas
falam. Para haver uma boa comunicação temos que ouvir e entender. Não basta
somente ouvir. Um teste de audição (audiometria) vai revelar se há, de fato,
alguma deficiência auditiva. Nas perdas auditivas de grau moderado para
severo, os sons podem ficar distorcidos, e na conversação as palavras se
tornam abafadas e mais difíceis para entender, principalmente quando as pessoas
estão conversando em locais com ruído ambiental ou salas onde existe eco. O som
da campainha e do telefone torna-se difíceis de serem ouvidos; o deficiente
auditivo pede a todo o momento que falem mais alto ou que repitam as
palavras. Nas perdas auditivas
profundas existe apenas um resíduo de audição. O deficiente ouve apenas
sons intensos ou percebe somente vibrações. Crianças com problemas de audição
terão dificuldades no desenvolvimento da linguagem. Se a criança estiver
ouvindo mal, o aprendizado na escola será mais
difícil. Como o ouvido é dividido
1.
- Ouvido externo: pavilhão auricular,
conduto auditivo e tímpano.
2.
- Ouvido médio: os 3 ossinhos (martelo,
bigorna , estribo), abertura da tuba auditiva. A função da tuba auditiva é
manter o arejamento da cavidade do ouvido médio.
3.
- Ouvido interno ou labirinto, é formado
pela cóclea (audição) e aparelho vestibular (equilíbrio).

Como já descrito detalhadamente em outros subtítulos, o
ouvido é dividido em três partes: externo, médio e interno. Para entender a
condução e percepção do som não se deve esquecer que o ouvido externo é formado
pelo pavilhão auricular e canal auditivo com a membrana timpânica no fundo do
canal. No ouvido médio estão os três ossículos (martelo, bigorna, estribo) e a
abertura da tuba auditiva. O ouvido interno também chamado de labirinto é
formado pelo aparelho vestibular (equilíbrio) e cóclea (audição). O som chega
ao cérebro através do nervo coclear.
Tipos de surdez
1.
Condução;
2.
Percepção;
3.
Mista.
A perda auditiva pode ser de condução quando existe
um bloqueio no mecanismo que conduz o som desde o canal auditivo até o estribo.
Algumas causas importantes de surdez de condução:
1.
Acúmulo de cera no
canal do ouvido;
2.
Perfuração no tímpano;
3.
Infecção no ouvido
médio;
4.
Lesão ou fixação dos
pequenos ossinhos (martelo, bigorna, estribo).
A surdez de percepção ou sensorioneural (lesão de
células sensoriais e nervosas) é aquela provocada por problema no mecanismo de percepção
do som desde o ouvido interno (cóclea) até o cérebro. Algumas causas
importantes de surdez de percepção ou sensorioneural:
1.
Ruído intenso é causa frequente de surdez. Intensidades de som
acima de 80 decibéis podem causar perdas auditivas induzidas pelo ruído (PAIR).
As lesões no ouvido interno podem ocorrer após uma exposição simples ao ruído
ou após exposições prolongadas de meses ou anos. Exemplos de ruídos mais comuns
causadores de surdez: máquinas industriais, armas de fogo, motocicletas,
máquinas de cortar grama, música em volume alto, estouro de foguetes.
2.
Infecções bacterianas e virais, especialmente rubéola, caxumba e
meningite.
3.
Certos medicamentos como alguns antibióticos, ácido
acetilsalicílico e outros.
4.
Idade. A perda auditiva gradual devido ao fator idade, denominada
presbiacusia, é uma ocorrência quase habitual nos idosos. A deficiência
auditiva abrange cerca de 30 por cento nas pessoas acima de 65 anos e 50 por
cento acima de 75. A presbiacusia é a causa mais comum de surdez e
provavelmente resulta de uma combinação de vulnerabilidade genética, doenças
e/ou distúrbios metabólicos ( diabete, por exemplo) e exposição a ruídos. É um
processo degenerativo de células sensoriais do ouvido interno e fibras nervosas
que conectam com o cérebro.
5.
Surdez congênita. Quando uma criança nasce surda a causa pode ser
hereditária (genética) ou embrionária (intra-uterina). Entre as causas
intra-uterinas mais freqüentes estão a rubéola, sífilis, toxoplasmose, herpes,
alguns tipos de vírus e certos medicamentos usados na gestante.
6.
Variação de pressão no líquido do ouvido interno pode ocasionar
perda gradativa da audição; esta alteração é chamada doença de Menière e vem
acompanhada, em sua forma clássica, de vertigem e zumbido.
7.
Tumores benignos e malignos que atingem o ouvido interno ou a área
entre o ouvido interno e o cérebro podem causar surdez, como por exemplo, o
neurinoma, colesteatoma ,glómus, carcinoma.
A surdez é mista quando ambos os mecanismos
(condução e percepção) estão alterados.
NOTA DO AUTOR.
Educador, recomenda-se fique atento do procedimento adotado
pelo médico para fazer o
diagnóstico. O tipo de surdez e o diagnóstico é feito através da história
do paciente, exame do ouvido e testes com instrumental especializado. O exame
complementar mais importante e indispensável é a audiometria. Muitas vezes a
surdez vem acompanhada de tontura e zumbido. Nestes casos, investiga-se também
o labirinto (a parte do equilíbrio) e o sistema nervoso relacionado com as
queixas. O exame por imagem como a ressonância magnética (RM) pode ser
necessária quando há suspeita de tumor. Acompanhando o tratamento de seu aluno.
O tratamento da surdez depende da causa. Alguns exemplos de surdez e
respectivos tratamentos:
Se a perda auditiva for
devido a um acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a
remoção com o instrumental do consultório.
Nas perfurações
timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo), o
tratamento é cirúrgico.
Nos casos de secreção
acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, a cirurgia
também está indicada.
Na doença de Menière
(surdez, tontura, zumbido), o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico.
Em casos de tumores, o
tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio
cirúrgico.
Aparelhos auditivos.
A grande maioria dos pacientes com surdez se beneficia com
o uso dos aparelhos auditivos convencionais, cuja função é amplificar os sons.
Para outros que não podem usar os aparelhos auditivos convencionais, ou que se
beneficiam pouco com eles, estão indicados os aparelhos eletrônicos
cirurgicamente implantáveis. Para pacientes com surdez severo-profunda, que não
se beneficiam com nenhum desses aparelhos, está indicado o implante coclear. Os
implantes cocleares são sistemas eletrônicos implantados cirurgicamente, que
têm a função de transmitir estímulos elétricos ao cérebro através do nervo
auditivo. No cérebro, esses estímulos elétricos são interpretados como sons.
Como se previne.
Na metade do último século, houve um grande avanço na
otologia e na prevenção da surdez. Infelizmente, este avanço não é universal.
Pelo menos, um terço da população mundial não é beneficiado por causa da
extrema pobreza em que vive. A prevenção nas pessoas expostas a ruídos
intensos, em geral os trabalhadores da indústria pesada, se faz atuando-se
sobre a fonte emissora, ou protegendo-se cada trabalhador com o uso de protetores-abafadores
colocados nos ouvidos. A prevenção da surdez hereditária é feita através
do aconselhamento genético aos pais. Cuidados médicos no período pré-natal
previnem surdez na criança que vai nascer. Doenças como a rubéola, sífilis e
toxoplasmose na gestante são exemplos de doenças que podem causar surdez e
outras anomalias. Toda mulher, especialmente dos 15 aos 35 anos, deve
vacinar-se contra a rubéola. A vacinação é simples e altamente eficaz.
Cuidado deve haver também com remédios tóxicos ao ouvido da criança e
que são administrados na gestante. Após o nascimento, a audição da criança pode
ficar comprometida por certas doenças infecciosas como meningite, caxumba ou
sarampo, contra as quais existe vacinação eficaz. Cuidado novamente com
alguns remédios, especialmente certos antibióticos que podem lesar o
ouvido da criança. Com os progressos da ciência e tecnologia o diagnóstico de
surdez numa criança pode ser feito desde o nascimento. Se há suspeita, a
consulta médica deve ser imediata. O tratamento da criança surda deve ser
iniciado cedo, já nos primeiros meses. Quanto antes for iniciado o trabalho de
habilitação na criança surda, melhor será o aproveitamento na aquisição da
linguagem.
Antibióticos.
Antibiótico é nome genérico dado a uma
substância que tem capacidade de interagir com micro-organismos unicelulares ou
com seres pluricelulares que causam infeções no organismo. Os antibióticos
interferem com os micro-organismos, matando-os ou inibindo seu metabolismo e/ou
sua reprodução, permitindo ao sistema imunológico combatê-los com maior
eficácia. O termo antibiótico tem sido utilizado de modo mais restrito para
indicar substâncias que atingem bactérias, embora possa ser utilizado em
sentido mais amplo (contra fungos, por exemplo). Ele pode ser bactericida,
quando tem efeito letal sobre a bactéria ou bacteriostático, se interrompe a
sua reprodução ou inibe seu metabolismo(Dicionário
Digital de Termos Médicos 2007. PDAMED. Página visitada em 1
de setembro de 2012). As primeiras substâncias descobertas eram produzidas por fungos, como a
penicilina. Atualmente são sintetizadas ou alterados em laboratórios
farmacêuticos e têm a capacidade de impedir ou dificultar a manutenção de um
certo grupo de células vivas.

Evolução da surdez.
A evolução da surdez depende do tipo (condução ou
percepção) e da causa. Casos existem em que a audição é totalmente recuperada
com medicamentos, cirurgias ou aparelhos auditivos. Exemplos: otites,
perfurações do tímpano, fixação dos ossículos. Se houver uma perda auditiva
devido à exposição a ruídos acima do limite tolerável (80 decibéis), a audição
pode retornar ao normal em 24 horas. Entretanto, se essa exposição for
repetitiva, a lesão causada no ouvido interno poderá ser definitiva e a surdez,
irreversível. Nas crianças com otite média e perdas auditivas, a audição tende
a normalizar com tratamento adequado. Na presbiacusia (surdez do idoso) e na
perda auditiva por certos medicamentos de uso contínuo, a surdez tende a
aumentar gradativamente.
Decibéis.
O decibel (dB) é uma unidade logarítmica que indica a
proporção de uma quantidade física (geralmente energia ou Intensidade) em
relação a um nível de referência especificado ou implícito. Uma relação em
decibéis é igual a dez vezes o logaritmo de base 10 da razão entre duas
quantidades de energia. Um decibel é um décimo de um bel, uma unidade raramente
usada(IEEE Standard 100 Dicionário de Termos Standards IEEE,Sétima Edição, The Institute of Electrical and
Electronics Engineering, New York, 2000; ISBN 0-7381-2601-2; página 288)
Decibel na medida física do som.
O som é uma oscilação na pressão do ar (ou de outro meio
elástico) capaz de ser percebida pelo ouvido humano. O número de oscilações da
pressão do ar por unidade de tempo define sua freqüência, enquanto que a
magnitude da pressão média define a potência e a intensidade sonora. A
freqüência é expressa em hertz (ou ciclos/segundo) e a pressão em pascal (ou
newtons/m2), enquanto que a potência é a energia emitida pela fonte sonora por
unidade de tempo, expressa em joules/s ou W (estamos usando unidades do Sistema
Internacional). A intensidade sonora pode ser definida como potência por
unidade de área, expressa em watt/m2. Essas escalas para medida de pressão,
potência e intensidade das ondas sonoras são escalas lineares. Contudo, a
pressão, a potência e a intensidade dos sons captados pelo ouvido humano cobrem
uma ampla faixa de variação. Por exemplo, um murmúrio irradia uma potência de
0.000 000 001 watt, enquanto que o grito de uma pessoa comum tem uma potência
sonora de aproximadamente 0.001 watt; uma orquestra sinfônica chega a produzir
10 watts enquanto que um avião a jato emite 100 000 watts de potência ao
decolar. Sendo assim, uma escala logarítmica, como o **decibel**, é mais
adequada para medida dessas grandezas físicas. Por este motivo, são usadas as
seguintes escalas logarítmicas:
Nível de Pressão Sonora.
Nível de Intensidade Sonora.
I = intensidade acústica 
Nível de Potência Sonora.
W = potência acústica
Os valores de referência, Po, Io e Wo,
correspondem aos limiares (ou umbrais) de percepção do ouvido humano. Note que
o dB no umbral é zero. Nas expressões acima temos:
SPL
= sound pressure level;
IL
= (sound) intensity level;
PWL
= (sound) power level.
Esta é uma dúvida que muitas pessoas têm. Segundo o
"Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa" (2 a. edição Revista e
Atualizada), o plural de bel é bels, enquanto para o plural de decibel as duas
formas são corretas: decibels e decibéis. Entretanto, no Brasil, o Decreto
Federal No. 81.621 de 03/05/1978 (Anexo 3.2), sobre o Quadro Geral de Unidades
de Medidas, estabelecem que a forma legal do plural de decibel é decibels.
Estas duas são as interpretações populares da questão das unidades e dos seus
plurais, mas estão erradas. [carece de fontes?] Uma unidade é um qualificativo,
um padrão, não uma quantidade. As unidades não têm, portanto plural, nem
gênero. Uma "unidade" é UM. Em rigor deve-se, portanto dizer 1
decibel (1x1 decibel), 10 decibel 10x1 decibel, dez vezes a unidade padrão
decibel), etc. Por outro lado, essa informação pode ser facilmente refutada
apresentando os plurais "metros", "horas" e
"quilogramas" para as unidades "metro", "hora" e
"quilograma". A confusão é comum porque não há plurais nas
simbologias das unidades (2 metros = 2m, 11 horas = 11h e 30 quilogramas =
30kg). Ver definição de unidades de medida.
Prontuário
do Aluno no AEE/EESpc.
No prontuário do aluno do AEE no INESPEC em 2013, deve
conter indicativos de questionamentos nos termos:
1.
Nome do Aluno com Surdez.
2.
A causa da surdez.
3.
Os procedimentos que devem ser
repassados a família para fazer melhorar a audição.
4.
Instruções preventivas para evitar que
audição do discente piore.
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