Burrhus Frederic Skinner.
Nasceu
na cidade de Susquehanna no Estado de Pensilvânia, USA em 20 de Março de 1904; Falecido na
cidade de Cambridge, UK, em 18 de Agosto de 1990. Considerado um autor de
expressivas obras no campo da Psicologia, psicólogo estadunidense, conduziu
trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do
Behaviorismo Radical, abordagem que busca entender o comportamento em função
das inter-relações entre a filogenética, o ambiente (cultura) e a história de
vida do indivíduo. A base do trabalho de Skinner refere-se à compreensão do
comportamento humano através do comportamento operante (Skinner afirmava que o seu interesse era em
compreender o comportamento humano e não manipulá-lo).

O
trabalho de Skinner é o complemento, e
o coroamento de uma escola psicológica. Skinner adotava práticas experimentais
derivadas de física e outras ciências. Outros importantes estudos do autor
referem-se ao comportamento verbal humano e a aprendizagem. Inspirado nos
procedimentos adotados nos Campos de Concentração, Skinner desenvolveu diversos
experimentos a qual batizou de comportamentos operantes, ou seja, são ações de
operários que resultam a partir da aprendizagem, como o objetivo de modificar o
ambiente, como os "nordestinos" fizeram com São Paulo,
ao construírem os grandes prédios desta cidade, entre outras obras. Críticas às idéias de Skinner
fortaleceram-se especialmente nas décadas de 1960 e 1970, após seu livro Walden
II ter-se tornado sucesso de vendas, atraindo admiradores e contestadores. As
idéias de Skinner foram em especial confrontadas com as idéias de Carl Rogers.
Para Rogers, Skinner privilegia conceitos como controle e previsibilidade, e dá
pouco valor a conceitos como liberdade e realização pessoal. Skinner defende um
modelo de educação que parte do meio para o indivíduo enquanto Rogers defende
que a educação deve ser feita do indivíduo para o meio. A abordagem de Rogers
considera o modelo de educação e controle de comportamento de Skinner
excessivamente mecanicista e determinista(Bill E. Forisha, Frank
Milhollan. Skinner X Rogers: Maneiras contrastantes de encarar a educação. 8
ed. São Paulo: Summus, 1978. 196 p. 9788532300355; Schultz D.P., Schultz S.E..
História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 1992. 9788522106813)
Ponto básico de Carl Rogers.
Carl Rogers (1902-1987) - “Por que
uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...]
Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu
intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para
mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração para a
possibilidade de crescimento continuar.” (Rogers, In: Frick, W. Psicologia Humanista, p. 118) – Carl
Ransom Rogers

(Nasceu em 8 de janeiro de 1902, Faleceu em Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA). Rogers faleceu em La Jolla, na Califórnia, no dia 4 de Fevereiro de 1987, após uma fratura do colo do fêmur. Antes de falecer, permaneceu três dias em coma, quando então as máquinas que o mantinham vivo foram desligadas, de acordo com as instruções que ele mesmo deixara.
Ao
contrário de outros estudiosos cuja atenção se concentrava na idéia de que todo
ser humano possuía uma neurose básica, Rogers concluiu com suas pesquisas que
essa visão não era exata, passando a defender que, na verdade, o núcleo básico
da personalidade humana era tendente à saúde, ao bem-estar. Tal conclusão
sobreveio a um processo meticuloso de investigação científica levado a cabo por
ele, ao longo de sua atuação profissional. Carl Rogers ficou famoso por
desenvolver um método psicoterapêutico centrado no próprio paciente. O
terapeuta tem que desenvolver uma relação de confiança com o paciente para
poder fazer com que ele encontre sozinha sua própria cura. Esse psicólogo
marcou não só a Psicologia Clínica, como também, a Psicoterapia, Administração
– de empresas e de escolas etc. - o Aconselhamento Psicológico, Aconselhamento
Pastoral, a Educação e Pedagogia, a Psicopedagogia, Orientação Educacional,
assim como a Literatura, o Cinema e as Artes, de modo explícito ou implícito,
consciente ou não conscientemente. Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 18 de
janeiro de 1987. Realizou-se doze filmes sobre o seu trabalho, deixando um
elevado número de documentos sonoros e audiovisuais, que (des)velam seus modos
de ser sendo psicólogo (psicoterapeuta). Publicou 16 livros, dentre os quais se
destacam: "Tornar-se Pessoa", "Um Jeito de Ser", "Terapia
Centrada no Cliente" e "Liberdade de aprender em nossa época". A
partir dessa concepção primária, o processo psicoterapêutico consiste em um
trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação
desse potencial de crescimento, tendo como resultado a pessoa aberta à
experiência, vivendo de maneira existencial, tornando-se ele mesmo. Há três
condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como facilitadoras, no
relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, para que ocorra a atualização
desse núcleo essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas: a
consideração positiva incondicional; a empatia e a congruência. Em linhas
gerais, ter consideração positiva incondicional é receber a aceitar a pessoa
como ela é e expressar uma consideração positiva por ela, simplesmente por que
ela existe, não sendo necessário que faça, ou seja, isto ou aquilo, portanto,
aceitá-la incondicionalmente; a empatia, por sua vez, consiste na capacidade de
se colocar no lugar do outro, ver o mundo através dos olhos dele e procurar
sentir como ele sente; e a congruência, a coerência interna do próprio
terapeuta. O interessante na abordagem “rogeriana”
é que a aplicação do seu método em psicoterapia passa por um processo de
amadurecimento do próprio psicoterapeuta, já que ele não pode simplesmente
apropriar-se de uma "técnica", mas que lhe seja próprio e natural
agir conforme as condições desenhadas por Rogers. Percebe-se então, por
exemplo, que a expressão de uma afetividade incondicional só ocorre devidamente
se brotar com sinceridade do psicólogo; não há como simular tal afetividade. O
mesmo ocorre com a empatia e com a congruência. Por isso se diz que não existe
uma "técnica rogeriana", mas sim psicólogos cuja conduta pessoal e
profissional mais se aproxima da perspectiva de Carl Rogers. Outro ponto a
considerar é que após longos estudos, Rogers chegou à conclusão de que as três
condições são eficazes como instrumentos de aperfeiçoamento da condição humana
em qualquer tipo de relacionamento, tais como: na educação entre professor e
aluno, no trabalho, na família, nas relações interpessoais em geral(Denis
Gleyce. Pena ou compaixão. Revista Universo Espírita. N°35, ano 3; http://www.nrogers.com/carlrogersevents.html;
Bill E. Forisha, Frank Milhollan. Skinner X Rogers: Maneiras contrastantes de
encarar a educação. 8 ed. São Paulo: Summus, 1978. 196 p. 9788532300355).
Conclusão: Rogers se opôs à teoria de B. F. Skinner de que a personalidade do homem seria moldada pelo meio por meio de condicionamentos operantes. Para Rogers todos os homens são bons na sua essência, e que todo o aprendizado deveria ser organizado no sentido do indivíduo para o meio, e não o contrário. Neste sentido, ele nos diz: “A Questão é saber se pode permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo” — Carl Rogers.
Deficiência
intelectual.
Proposta para a tese de doutorado do autor se estabelece em
conceituações que passa pela definição seguinte: “Assim podemos
direcionar nossa tese futura no sentido de definir a DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
como um conjunto de síndromes que incorpora a incapacidade funcional neurotramissora limitada, com ou
sem incapacidade clínica. Sendo que ela está presente em deficiências mental
funcional do processo de cognição, e que se classifica como leve. Entre o
conjunto de síndromes classificadas dentro da Deficiência Intelectual temo:
DÉCIFIT DE ATENÇÃO E DESORDEM (ADD)
DISLEXIA (DIFICULDADE EM LEITURA) DISCALCULIA (DIFICULDADE DE
APRENDIZAGEM), dificuldades na: MEMÓRIA; RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS;
ATENÇÃO; COMPREENSÃO VERBAL, DE LEITURA E LINGÜÍSTICA; COMPREENSÃO MATEMÁTICA E
COMPREENSÃO VISUAL”
Neuroquímica do
Cérebro.
O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, é
responsável pela maioria das funções do controle do organismo. O SNC pode ser
comparado a um supercomputador, capaz de processar um número enorme de bits de
informação, provenientes de diferentes órgãos sensoriais e, então, determinar a
resposta a ser executada pelo organismo.
O modo de transmissão entre os neurônios, no cérebro, não é elétrico, e
sim carreado por neurotransmissores, substâncias químicas neuroativas liberadas
no lado pré-sináptico da junção entre dois neurônios, a sinapse.

De toda a informação enviada pelos órgãos sensoriais, apenas 1%
produz uma resposta do organismo: uma das principais funções do SNC é filtrar
as informações que chegam - na verdade, 99% são simplesmente descartadas.
A sinapse é o ponto de contato entre um neurônio e o seu vizinho - um local próprio para a transmissão de sinais. Na sinapse, um neurônio (o pré-sináptico) libera neurotransmissores, que viajam pelo meio intercelulares, até os receptores sinápticos do neurônio seguinte (o pós-sináptico), desencadeando um potencial de ação no segundo neurônio. Os receptores são, na verdade, proteínas situadas na membrana celular do neurônio, que interagem com o neurotransmissor, provocando uma alteração conformacional em algumas regiões da membrana (como canais de sódio ou cloro). Isto produz uma polarização ou despolarização da membrana celular deste neurônio - é o impulso elétrico gerado por uma sinapse química!
A sinapse é o ponto de contato entre um neurônio e o seu vizinho - um local próprio para a transmissão de sinais. Na sinapse, um neurônio (o pré-sináptico) libera neurotransmissores, que viajam pelo meio intercelulares, até os receptores sinápticos do neurônio seguinte (o pós-sináptico), desencadeando um potencial de ação no segundo neurônio. Os receptores são, na verdade, proteínas situadas na membrana celular do neurônio, que interagem com o neurotransmissor, provocando uma alteração conformacional em algumas regiões da membrana (como canais de sódio ou cloro). Isto produz uma polarização ou despolarização da membrana celular deste neurônio - é o impulso elétrico gerado por uma sinapse química!

Na verdade o que podemos citar ou e classificar como deficiência
intelectual? É correto chamar deficiência mental? É adequado falar
cientificamente em atraso cognitivo? Quais os aspectos que envolvem a questão
em comento, que não representa apenas uma palavra “pejorativa”, vão além. Pode
ter implicações orgânicas, etc.
Vamos analisar diversos conceitos.
Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando
uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no
desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de
relacionamento social. Tais limitações
provocam uma lentidão nas ações que envolvem processos de aprendizagem das
pessoas portadoras.
“O atraso ou deficiência mental corresponde a uma limitação das capacidades intelectuais que se evidencia desde o momento do nascimento ou durante os primeiros anos de vida”
O atraso mental é, na maioria dos casos, provocado por alterações
genéticas ou cromossômicas e por problemas metabólicos ou lesões anatômicas
ocorridas durante o processo de gestação (a gravidez) ou durante o parto ou
ainda, nos primeiros anos de vida, que acabam por afetar o desenvolvimento do
sistema nervoso central. Existem inúmeros problemas genéticos ou cromossômicos
que podem, entre as suas manifestações, provocar um atraso mental. Entre os
mais freqüentes, destacam-se a síndrome de Down (trissomia 21 ou, na
terminologia mais popular, "mongolismon) e as síndromes de Klinefelter e
de Turner, embora existam inúmeras anomalias genéticas que podem ter esta
repercussão específica. Noutros casos, o problema pode ser provocado por problemas
orgânicos, independentemente de serem infecciosos (rubéola, toxoplasmose,
sífilis), tóxicos (alcoolismo, toxicomania) ou traumáticos, que afetam a mãe ao
longo da gravidez. Para, além disso, qualquer problema que provoque um aporte
insuficiente de oxigênio ao feto também pode provocar um atraso mental
congênito. Por vezes, a deficiência mental é provocada por problemas ou
seqüelas de doenças que afetam o sistema nervoso central nas primeiras fases da
vida, como traumatismos, meningite, encefalite ou grave desnutrição. Por fim, o
meio em que o educando/paciente vive, nomeadamente uma evidente falta de
estímulo ou de afeto nos primeiros anos de vida, também pode provocar certo
nível de desenvolvimento mental gerando um atraso de interação psicossocial.
Etc.
Tipos e manifestações.
Acredita-se que pessoas com um Q.I. elevado têm menores índices de
morbilidade e mortalidade, quando adultas. Também apresentam menos risco de
sofrerem de desordens relacionadas ao estresse pós-traumático, depressão
acentuada e esquizofrenia. Por outro lado, aumenta o risco de padecimento de
transtorno obsessivo-compulsivo [3]. Existe uma grande possibilidade de essa
correlação existir pelo fato de que pessoas com um Q.I. mais alto tem em média
indicadores socioeconômicos maiores, possibilitando um acesso melhor à saúde e
informação. Apesar de ser questionável esta tese do indicador socioeconômico
visto que há estudos que dizem que as grandes maiorias dos gênios são pobres.
Também há informações que indicam que os maiores gênios da humanidade morreram
sob dificuldades financeiras ou pobres(Correio
Da Manhã, HÁ 10 MIL GÉNIOS POBRES, in
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/ha-10-mil-genios-pobres,
acesso em 10/08/2012). Quociente de inteligência
(abreviado para QI, de uso geral) é uma medida obtida por meio de testes
desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um
sujeito, em comparação ao seu grupo etário. A medida do QI é normalizada para
que o seu valor médio seja de 100 e que tenha um determinado desvio-padrão,
como 15. Outro teste de Q.I. comumente utilizado em crianças é a Escala de
Bailey de desenvolvimento infantil. Em 2005, o teste de QI mais usado no mundo foi o Raven
Standard Progressive Matrices. O teste
individual mais usado é o WAIS-III. O teste de Q.I. individual mais administrado em pessoas de 6 a
16 anos é o WISC-III (Escala de Inteligência Wechler para Crianças),
originalmente desenvolvido em 1949, revisado em 1974 (WISC-R), 1991 (WISC-III) e 2003 (WISC-IV). Tanto o WAIS quanto o WISC foram criados por David
Wechsler. A última versão do WAIS
consiste em 14 subtestes destinados a avaliar diferentes faculdades cognitivas.
O WISC é constituído por 13 subtestes. Os subtestes são subjetivamente
estratificados em dois grupos: escala verbal e escala de execução (também
chamada escala performática), contudo os estudos objetivos, baseados em Análise
Fatorial, não oferecem respaldo à classificação subjetiva em vigor. A classificação, originalmente proposta por
Davis Wechsler era a seguinte:
QI
acima de 127: Superdotação;
121
- 127: Inteligência superior;
111
- 120: Inteligência acima da média;
91 -
110: Inteligência média;
81 -
90: Embotamento ligeiro;
66 -
80: Limítrofe;
51 -
65: Debilidade ligeira;
36 -
50: Debilidade moderada;
20 -
35: Debilidade severa;
QI
abaixo de 20: Debilidade profunda.
De acordo com o quociente de inteligência (QI) do indivíduo, o
atraso mental pode ser classificado em cinco tipos:
Limite, ligeiro,
moderado, grave e profundo.
O atraso mental limite ou borderline (QI de 68 a 80), apesar de
inicialmente poder passar despercebido, tende a manifestar-se através de
problemas na linguagem e na escrita, os quais acabam por desenvolver um
determinado insucesso escolar.
O atraso mental ligeiro (QI de 52 a 67) pode ser provocado por
fatores do tipo psicossocial, evidenciando-se ao longo dos primeiros anos de
vida, durante os quais é possível observar dificuldades de índole psicomotora e
intelectual (por exemplo, na locomoção, linguagem ou capacidade de
concentração). As crianças afetadas por esta forma de atraso mental, normalmente,
não conseguem atingir um quociente de inteligência equivalente ao de uma
criança de 11 anos, tendo um fraco rendimento numa escola normal, necessitando
por isso de um ensino especializado.
O atraso mental moderado (QI de 36 a 51), normalmente provocado
por lesões no sistema nervoso central, evidencia-se por dificuldades na
locomoção, dicção, capacidade de concentração e compreensão, na aprendizagem e
na memória. As crianças com atraso mental moderado, regra geral, apresentam uma
expressão que demonstra a falta de controle adequado da musculatura facial, o
que leva a criança a adotar, inúmeras vezes, posições corporais atípicas. Para,
além disso, como o seu estado de humor é instável, costumam ser muito inquietas
e manifestam tendência para rir e chorar facilmente. Estas crianças necessitam
de uma educação especializada para aprenderem a comer, a vestirem-se e a
limparem-se, alcançando o seu máximo desenvolvimento intelectual entre os 10 e
os 12 anos de idade, apesar de terem um QI equivalente ao de uma criança entre
os 5 e os 8 anos.
O atraso mental grave (QI de 20 a 35) é sempre provocado por
alterações genéticas ou lesões orgânicas e evidencia-se pelo aspecto físico do
recém-nascido ou pelas dificuldades da criança em se manter de cabeça erguida,
permanecer sentada e caminhar nos primeiros meses de vida. É igualmente comum
que estas crianças realizem gestos repetidos com as mãos, dedos ou cabeça ou
que permaneçam imóveis durante longos períodos. Apesar de tudo, a criança com
atraso mental conserva a capacidade de reagir instintivamente perante uma
ameaça física e pode aprender, com o estímulo adequado, a reconhecer o seu nome
e o das pessoas que a rodeiam, a utilizar os talheres, a vestir-se, a limpar-se
e a controlar as necessidades fisiológicas. No entanto, precisa ser
constantemente acompanhada por uma pessoa responsável e o topo do seu
desenvolvimento intelectual, atingido entre os 8 e os 10 anos de idade,
raramente supera o Qi médio de uma criança de 5 anos.
O atraso mental profundo (QI inferior a 20), sempre provocado por
lesões neurológicas muito graves, manifesta-se logo após o nascimento, pois o
bebê não reage com normalidade aos estímulos. Estes bebês encontram-se num
estado praticamente vegetativo, necessitam de acompanhamento constante e não
chegam a superar o quociente de inteligência de uma criança de 3 anos de idade.
Prevenção.
A prevenção do atraso mental passa, essencialmente, pela
conveniente pesquisa de informação sobre o tema por parte do casal, ao
consultarem um médico ou centros especializados em planejamento familiar antes
de terem um filho. Para, além disso, se os membros do casal tiverem laços de
consangüinidade, se houver antecedentes de atraso mental e se a mãe tiver mais
de 35 anos, esta consulta é especificamente obrigatória. Outra medida essencial para a prevenção é o
diagnóstico pré-natal, que consiste na realização de uma série de exames ao
longo da gravidez - como a ecografia e a análise do líquido amniótico -, que
permitem detectar anomalias que possam levar ao desenvolvimento de um atraso
mental. Quando um casal é informado de que existe realmente o risco de o feto
poder apresentar um atraso mental, há a possibilidade de se optar pela
interrupção voluntária da gravidez ou, então, conscientizar-se para o nascimento
de um bebê com deficiência mental. Por outro lado, a vacinação contra a rubéola
e as medidas higiênicas recomendadas e praticadas rotineiramente ao longo da
gravidez e do parto também constituem medidas de prevenção fundamentais.
O quociente de
inteligência.
Denomina-se de quociente de inteligência (QI) a relação entre a
capacidade intelectual de um indivíduo e a que lhe corresponderia segundo a sua
idade. Este quociente é obtido com a ajuda de uma série de exames psicométricos
especificamente elaborados para este fim. Quando um indivíduo possui uma
capacidade intelectual que corresponde à média da sua idade, o seu quociente de
inteligência é de 100. A maioria das pessoas tem um quociente de inteligência
que oscila entre os 80 e os 130. Caso o quociente seja superior, considera-se
que o indivíduo tem capacidades intelectuais ao nível de um sobre dotado. Pelo
contrário, caso seja inferior, entende-se que o indivíduo apresenta um atraso
mental.
Tratamento.
O tratamento do atraso mental necessita da participação dos
familiares, médicos, psicólogos e professores. Uma das principais medidas
consiste em ajudar a criança a obter o máximo desenvolvimento intelectual
possível a partir das suas capacidades acessória, ou seja, desenvolver outras
áreas do cérebro. Nos casos ligeiros ou moderados recomenda-se a integração da
criança no ensino normal, enquanto que nos casos mais graves é necessário o
acompanhamento em centros especializados. É também essencial que as crianças
com atraso mental recebam uma estimulação adequada - quanto mais cedo, melhor -
para que aprendam a relacionar-se, a efetuarem sozinhas suas tarefas
quotidianas básicas (como controlarem as necessidades fisiológicas,
limparem-se, vestirem-se e comerem sozinhas), a conhecerem e controlarem as
suas capacidades psicomotoras e a praticarem atividades que fortaleçam a sua
perícia manual e que lhes facilite a sua integração sócio-profissional na idade
adulta. As crianças com atraso cognitivo
podem precisar de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as
competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com
autonomia. É natural que enfrentem dificuldades na escola. No entanto
aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que algumas crianças não
consigam aprender algumas coisas como qualquer pessoa que também não consegue
aprender tudo. Os investigadores
encontraram muitas causas da deficiência intelectual, as mais comuns estão
entre as citadas nos parágrafos anteriores.
Nenhumas destas causas comentadas produzem, por si só, uma deficiência
intelectual. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que
convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite
não provoca forçosamente um atraso intelectual; o consumo excessivo de álcool
durante a gravidez também não; todavia, constituem riscos demasiados graves
para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a
doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez. A
deficiência intelectual não é uma doença. Mais está em um conjunto de síndromes
que lhe leva a efeito. Não pode ser contraída a partir do contágio com outras
pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer prejuízo
em pessoas que o não seja. O atraso cognitivo não é uma doença mental
(sofrimento psíquico), como a depressão, esquizofrenia, por exemplo. Não sendo
uma doença, também não faz sentido procurar ou esperar uma cura para a
deficiência intelectual. A grande maioria das crianças com deficiência intelectual
consegue aprender a fazer muitas coisas úteis para a sua família, escola,
sociedade e todas elas aprendem algo para sua utilidade e bem-estar da
comunidade em que vivem. Para isso precisam, em regra, de mais tempo e de
apoios para lograrem sucesso.
Diagnosticando a
Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo.
Cognitione.
Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção,
percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a
palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles. A psicologia cognitiva estuda os processos de
aprendizagem e de aquisição de conhecimento. Atualmente é um ramo da psicologia
dividido em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes
entre si. Cognitione, que significa a aquisição de um conhecimento através da
percepção. É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na
percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o
julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e
soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição
é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda
informação captada através dos cinco sentidos. Mas a cognição é mais do que
simplesmente a aquisição de conhecimento e conseqüentemente, a nossa melhor
adaptação ao meio - é também um mecanismo de conversão do que é captado para o
nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage
com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade
existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a
percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a
informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.
Seguindo a linha de especulação das professoras Nayara,
Juliana, Ana, Julia, Alana, Diana, Duda(Setembro de 2006 - Matriz: a arte de controlar reações
e ser uma pessoa eficaz. Virtual Book. Vivali Editora Eletrônica Ltda) para
comprender a Deficiência Intelectual devemos compreender os seguinificados dos
conceitos: Testes de
QI;
Inteligência
artificial; Inteligências
múltiplas; Pensamento; Semiótica; Inibição
Cognitiva; Criatividade; Teorias da
aprendizagem; Noética; Neuropsicologia.
A competência do Psicopedagogo para diagnosticar uma DI depende
muito da sua bagagem cientifica. Principalmente no campo das teorias da
neurociência, como já se comentou nos Tomos I e em parte desse Tomo II. Para
saber fazer requer-se uma base do saber fazer. Assim, podemos especular na base
do conhecimento o que é intelecto (Inteligência;
entendimento; intelecção; raciocínio; reflexão)? O que é atraso cognitivo?
Assim, podemos ter a segurança da capacidade técnica da indicação de um
provável diagnostico da DI ou do AC.
Significado de
Intelecto.
Significa inteligência (intellegire), ou seja, compreender. Na
concepção clássica grega, a partir do filósofo Anaxágoras, o intelecto (nous)
significa o princípio de ordenação do cosmo e, por extensão, a faculdade do
pensamento humano, enquanto esta reflete a ordem cósmica. Distingue-se assim
das sensações e dos desejos e apetites, sendo assim, pois, “a parte da alma com
a qual esta conhece e pensa”, conforme Aristóteles. Significa também,
Intelecto, o entendimento, raciocínio, reflexão. Intelecto vem do latim e
significa ler por dentro, é uma potência cognitiva da alma humana, através da
qual ela conhece algo de si, algo que lhe rodeia e algo que a transcende. O
intelecto é uma faculdade um ato, que é exercitado através da inteligência.
Aquele que faz uso do intelecto se denomina inteligente. O intelecto reconhece
como próprio do seu conhecimento a realidade imaterial, porem parte das
realidades materiais, isto é, para alem das coisas corpóreas o intelecto
procura se conhecer primeiro, por isso se diz que o intelecto é imaterial. A
ciência tem seu ponto de partida na atividade intelectiva. O intelecto tem seu
objeto próprio, chama-se ente (que vem do latim e significa o que é) toda a
realidade que o intelecto considera a natureza ou essência, aquilo que dele o
intelecto apreende. A ação do intelecto é conhecer a realidade e dela apreender
a natureza, visando à verdade que é a adequação do intelecto com a coisa.
Quando apreende a verdade afirma como verdadeiro, ao mesmo tempo em que nega o,
que não é.
Atraso cognitivo.
Os alunos com atraso cognitivo manifestam uma série de
dificuldades no nível de personalidade, em nível acadêmico, na área da leitura
e da escrita e a área de matemáticas de forma específica. Estas dificuldades
podem ser superadas paulatinamente se o jovem aluno for submetido à estimulação
contínua pelo que o trabalho em casa passa a ser tão importante como o que o
realizado na escola. Quando os pais recebem a notícia de que seu filho ou filha
apresenta atraso no desenvolvimento cognitivo, começam a propor-se perguntas
como "chegará a ser normal algum dia?", ou "que profissionais
podem ajudar dentro da escola em que meu filho está matriculado?" O caso é
que algo que têm claro é que não é atraso mental e que seu filho evolui na
medida em que se estimule. Mas, como estimulá-lo? Veremos mais na frente.
DEFICIENCIA COGNITIVA.
Déficit cognitivo = comprometimento de funções cerebrais
avançadas como memória, orientação espacial, execução de tarefas,
percepção, nomeação, visão espacial, entre outras, em idosos, pode ser doença
de Alzheimer; comprometimento vascular e outras demências, deficiência de
b12, b9, sífilis, hipotireoidismo, depressão, também causam esse déficit. É uma dificuldade patológica de aprender. É
uma doença que não deve ser confundida com uma dificuldade funcional limitada
de aprendizado. Não podemos esquecer que uma pessoa com deficiência cognitiva é
portadora de necessidades educacionais especiais. Cabe aos
especialistas em colegiado interdisciplinar detectar as causas de sua
deficiência, que pode ser desde distúrbios neurológicos, psíquicos ou
psicológicos até o simples uso de metodologias de ensino inadequadas para
atender ao ritmo do paciente/aluno/aprendente, dentro de um ritmo de
aprendizagem ou inadequação do sistema de organização do tempo escolar
utilizado na instituição de ensino que o interessado freqüenta. Na hipótese
apresentada podemos dizer que (...) dentro da perspectiva de uma tese futura de
doutorado do autor o caso se estabelece na conceituação seguinte: “trata-se de uma deficiência intelectual
síndrômica com apresentação de distúrbios e transtornos mentais”. “Pois observe
que está presente um quadro clássico de comprometimento crônico dos processos
mentais global: memória, orientação espacial, execução de tarefas, percepção,
nomeação, visão espacial.”.
INTRODUÇÃO.
Na avaliação diagnostica para entender sobre a deficiência cognitiva
o objetivo é abranger o estado da criança desde o seu nascimento,
entender como surge o conjunto de histórias na sua vida, demonstrando
detalhes que possa de forma direta ou indireta influir no seu desenvolvimento.
Quem tem um portador de deficiência na sua própria família precisa buscar ajuda
e entender esse mundo novo onde a escola deve ser sua aliada para andar
juntas. O sucesso da aprendizagem se
deve a ambas as partes ,onde o objetivo deve ser focado no aluno com
deficiência, este deve ser incluído no meio onde vive, livre de
preconceitos sendo incluído na sociedade.
DESENVOLVIMENTO.
A necessidade de
entender a deficiência intelectual surge, justamente, na tentativa de desvelar
as idéias, as fatalidades desumanas, que não são mais aceitáveis e que
contribuem para que a atuação do profissional desenhe, na escola, uma
trajetória inclusiva. É importante que
tenhamos como objeto maior a questão do ser humano, que não pode ser
categorizado, mas sim considerado em suas diferenças. Segundo conceito da
associação americana de deficiência mental trata-se de um funcionamento
intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo
menos duas áreas de habilidades (comunicação, auto cuidado, vida no lar,
adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade,
determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), com início antes dos 18
anos. A pessoa com deficiência intelectual tem, como qualquer outra,
dificuldades e potencialidades. Seu tratamento consiste em reforçar e favorecer
o desenvolvimento destas potencialidades e proporcionar o apoio necessário às
suas dificuldades. A pessoa com deficiência cognitiva, tem maior
dificuldade de realizar tarefas mentais, existem inúmeros tipos de
deficiência, a genética que acarreta isso ou traumatismo craniano. Tudo isso
está ligado ao nosso cérebro, essas pessoas precisam de ajuda com
tarefas do dia a dia.
Tem duas maneiras de diagnosticar as doenças
cognitivas que são: A INCAPACIDADE FUNCIONAL E A INCAPACIDADE
CLÍNICA. Elas podem ser definidas como: AUTISMO, SÍNDROME DE DOWN, TRAUMATISMO
CRÂNIO–ENCEFÁLICOS (TCE) até a DEMÊNCIA. As mais leves são classificadas como:
DÉCIFIT DE ATENÇÃO E DESORDEM (ADD) DISLEXIA (DIFICULDADE EM LEITURA)
DISCALCULIA (DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM) existindo
ainda as dificuldades como MEMÓRIA;
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS; ATENÇÃO;
COMPREENSÃO VERBAL, DE LEITURA E LINGÜÍSTICA; COMPREENSÃO MATEMÁTICA E
COMPREENSÃO VISUAL.
A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se,
observando basicamente duas situações, que entre uma delas passa pelo
mapeamento cerebral, assim podemos recomendar:
1 – Avaliar a capacidade neurofisiológica do cérebro da pessoa em
analise, e especular suas limitações para o ato de aprender, pensar, resolver
problemas, encontrar um direcionamento extracorporal (sentido do mundo), sua
habilidade conceituais em relação à inteligência do mundo que o circunda(a esta
capacidade chama-se funcionamento cognitivo ou funcionamento intelectual);
2 - Avaliar a capacidade a competência necessária para viver com
autonomia e independência na comunidade em que se insere (a esta competência
também se chama comportamento adaptativo ou funcionamento adaptativo).
3 - Avaliar a capacidade de interação da família dentro do
processo ensino aprendizagem do paciente/aprendente que esta sob analise.
O diagnóstico do funcionamento cognitivo é normalmente realizado
por técnicos devidamente habilitados (psicopedagogos, psicólogos,
neurologistas, fonoaudiólogos, etc.), enquanto que o funcionamento adaptativo
deve ser objeto de observação e análise por parte da família, dos pais e dos
educadores que convivem com a criança/adulto aprendente. Para obter dados a
respeito do comportamento adaptativo deve procurar saber-se o que a criança
consegue fazer em comparação com crianças da mesma idade cronológica, em fim,
dados que possam possibilitar uma indicação avaliativa com indicação de
condutas de resultados. Certas competências são muito importantes para a
organização desse comportamento adaptativo: A competência de vida diária como
vestir-se, tomar banho, comer. As competências de comunicação, como compreender
o que se diz e saber responder. As competências sociais com os colegas, com os
membros da família e com outros adultos e crianças. Para diagnosticar a
Deficiência Intelectual, os profissionais estudam as capacidades mentais da
pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos fazem parte da
definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se dedicam
ao estudo da deficiência intelectual. O
fato de se organizarem serviços de apoio a crianças e jovens com deficiência
intelectual deve proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta
da criança de quem se diz que tem um atraso cognitivo. Após uma avaliação inicial,
devem ser estudadas as potencialidades e as dificuldades que a criança/adulto
apresenta. Deve também ser estudada a quantidade e natureza de apoio de que a
criança possa necessitar para estar bem em casa, na escola e na comunidade.
Esta perspectiva global dá-nos uma visão realista de cada criança. Por outro
lado, serve também para reconhecer que a “visão” inicial pode, e muitas vezes
devem mudar ou evoluir. À medida que a criança vai crescendo e aprendendo,
também a sua capacidade para encontrar o seu lugar, o seu melhor lugar, no
mundo aumenta.
Deficiência
Intelectual: Etiologia de alguns casos clínicos.
CAUSAS INFECCIOSAS.
PERÍODO PRÉ-NATAL.
Rubéola: provocam anomalias oculares, cardíacas, auditivas
cerebrais.
Sífilis congênita: transtorno dermatológico surgirá retardo
mental.
Toxoplasmose: presença ao nascer hidrocefalia a microcefalia,
PERÍODO POS NATAL.
Meningite e encefalites;
Epilepsia;
Paralisia;
Alteração sensitiva.
As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para
aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para
cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural que
enfrentem dificuldades na escola, no entanto, aprenderão, mas necessitarão de
mais tempo. É possível que algumas crianças não consigam aprender algumas
coisas como qualquer pessoa que também não consegue aprenda. Deficiência
intelectual não é uma doença, será considerada uma Síndrome.. Não pode ser
contraída a partir do contágio com outras pessoas, nem o convívio com um deficiente
intelectual provoca qualquer prejuízo em pessoas que o não seja. O atraso
cognitivo não é uma doença mental (sofrimento psíquico), como a depressão,
esquizofrenia, por exemplo. Não sendo uma doença, também não faz sentido
procurar ou esperar uma cura para a deficiência intelectual. A grande maioria
das crianças com deficiência intelectual consegue aprender a fazer muitas
coisas úteis para a sua família, escola, sociedade e sendo assim todas elas aprendem algo para
si e bem-estar da comunidade em que vivem. Pais, professores e profissionais
que atuam com as crianças com deficiência devem procurar quem possa aconselhar
na busca de bibliografia adequada e utilizar bibliotecas, internet, reconheçam
que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com
deficiência ou sem deficiência.
O Professor.
Cabe ao professor, procurar saber quais são as potencialidades e
interesses do aluno e concentrar todos os seus esforços no seu desenvolvimento,
proporcionando oportunidades de sucesso; participar ativamente na elaboração do
plano individual de ensino do aluno e plano educativo da instituição; este
plano deve conter as metas educativas, que se espera que o aluno venha a
alcançar e define responsabilidades da escola e de serviços externos para boa
condução do plano; assim podemos esperar que seja tão concreto quanto possível
para tornar a aprendizagem vivenciada. Ao professor recomenda-se que demonstre
o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas
instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte, desenhos,
cartazes, mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens,
sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências
práticas e oportunidade de experimentar as coisas. Ao professor é importante
que divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada
um desses passos. Proporcione ajuda, sempre que necessário e respeitando as
limitações das necessidades do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa
numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a
ajudar o professor a resolver o problema e encontrar uma solução. Acompanhe a
realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o
prosseguimento da atividade. Estimule e contribua para que o aluno desenvolva
competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência
do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar em atividades de grupo e
nas organizações da escola. Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo
um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente
informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
É importante levar em consideração a nossa experiência
profissional no CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO do Instituto de
Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura. A equipe desenvolve uma missão importante
que é a inclusão social, observamos que é um instrumento extremamente
importante na determinação da qualidade de vida destas pessoas que participam
da EDUCAÇÃO ESPECIALIZADA, pois lhe permite o acesso a recursos DIVERSOS DE
EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO COMUNITÁRIA, que favorecerão o seu desenvolvimento
global. Ressalte-se que certas competências são muito importantes para a
organização desse comportamento adaptativo: as competências de vida diária como
vestirem-se, tomar banho, comer, e a comunicação, como compreender a criança,
junto com os colegas, com os membros da família e com outros adultos. Esse
procedimento no caso do CAEE-INESPEC tem propiciado a equipe uma capacidade
teórica de postular anotações com fins de desenvolver ações objetivando
diagnosticar a deficiência intelectual, e assim os profissionais tem a
oportunidade de estudar as capacidades mentais da pessoa envolvidas na
instituição e adequar-se as suas competências adaptativas. Como é do domínio
público, nosso trabalho vai se constituir em 24 Tomos, e mais a frente
estaremos discutindo aspectos da PESQUISA CIENTIFICA do autor que discutirá
questões descritivas e analíticas do ATRASO COGNITIVO, tomando como base os 134
alunos do CAEE-INESPEC. E tentaremos descrever aspectos que fazem parte da
definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se dedicam
ao estudo da deficiência intelectual. O INESPECD foi organizado como um serviço
de apoio as crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual, e com
objetivo de proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta das
crianças, adolescentes e adultos com descrição ou e diagnóstico conclusivo ou
não de atraso cognitivo. Na pesquisa devemos estudar as potencialidades e as
dificuldades que as crianças, adolescentes e adultos apresentam. Descrever a
quantidade e natureza de apoio de que a criança possa necessitar para estar bem
em casa, na escola e na comunidade. Esta perspectiva global dá-nos uma visão
realista de cada criança. Por outro lado, serve também para reconhecer que a
“visão” inicial pode, e muitas vezes devem mudar ou evoluir. Uma criança/adolescente/adulto
com deficiência intelectual pode obter resultados escolares muito
interessantes. Mas nem sempre a adequação do currículo funcional ou individual
às necessidades da criança exige meios adicionais muito distintos dos que devem
ser providenciados a todos os alunos, sem exceção.
RECOMENDAÇÕE
REFLEXIVOS.
Antes de ir para a escola e até aos três anos, a criança deve
beneficiar de um sistema de intervenção precoce. Os educadores e outros
técnicos do serviço de intervenção devem pôr em prática um plano individual de
apoio à família. Este plano define as necessidades individuais e únicas da
criança. Define também o tipo de apoio para responder a essas necessidades. Por
outro lado, enquadra as necessidades da criança nas necessidades individuais e
únicas da família, para que os pais e outros elementos da família saibam como
ajudar a criança. Quando a criança ingressa na educação infantil e depois no
ensino fundamental, os educadores em parceria com a família devem por em
prática às necessidades individuais e únicas da criança. Este programa é em
tudo idêntico ao anterior, só que ajustado à idade da criança e à sua inclusão
no meio escolar. Define as necessidades do aluno e os tipos de apoio escolar e
extra-escolar maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento
de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na
comunidade. Algumas destas competências incluem: a comunicação com as outras
pessoas, satisfazer necessidades pessoais (vestir-se, tomar banho), participar
na vida familiar (pôr a mesa, limpar o pó, cozinhar), competências sociais
(conhecer as regras de conversação medida que a criança vai crescendo e
aprendendo o seu lugar. O aluno com deficiência mental tem dificuldade de
construir conhecimento como os demais e de demonstrar a sua capacidade
cognitiva, principalmente nas escolas que mantêm um modelo conservador de
atuação e uma gestão autoritária e centralizadora. essas escolas apenas
acentuam a deficiência e, em conseqüência, aumentam a inibição, reforçam os
sintomas existentes e agravam as dificuldades do aluno com deficiência
mental/intelectual. Em vez de adaptar e individualizar o ensino para alguns, a
escola comum precisa recriar suas práticas, mudar suas concepções, rever seu
papel, sempre reconhecendo e valorizando as diferenças. Essa liberdade do
professor e dos alunos de criar as melhores condições de aprendizagem não
dispensa um bom planejamento de trabalho, seja ele anual, mensal, quinzenal ou
mesmo diário usando as tecnologias a nosso favor tendo ela como aliada no nosso
dia a dia (OLIVEIRA, Tátila Cilene Leite de. Educação Especial Inclusiva:
Aspectos Históricos, Legais e Filosóficos; http://www.brasilmedia.com/Deficiencia-Cognitiva.html acesso
dia 17/08/2012; http://www.brasilmedia.com/Deficiencia-Cognitiva.html).
BIOGRAFIA ESPECIAL I.

Nome completo: Karl Theodor Jaspers. Escola/Tradição: Existencialismo, Neokantismo. Data de
nascimento: 23 de fevereiro de
1883. Local: Oldenburg, Oldenburg
(estado), Alemanha. Data de falecimento 26
de fevereiro de 1969 (86 anos). Local: Basiléia,
Suíça. Principais interesses: Psiquiatria,
Teologia, Filosofia da História. Trabalhos notáveis: Era Axial, cunhou o termo Filosofia da existência, Dasein
e Existência. Influênciado
por: Espinoza, Kant, Hegel,
Schelling, Weber, Kierkegaard, Nietzsche. Influências: Heidegger, Sartre, Camus, Paul Ricoeur, William A. Earle,
Hans-Georg, Gadamer, Hannah Arendt, Lacan. Dentre suas
obras, pode-se destacar: 1931 Situação espiritual da nossa época; 1932 Filosofia; 1953 Introdução à filosofia.
Estudou medicina e, depois de trabalhar no hospital psiquiátrico da Universidade
de Heidelberg, tornou-se professor
de psicologia da Faculdade de Letras dessa instituição. Desligado de seu
cargo pelo regime nazista em 1937, foi readmitido em 1945 e, três anos depois, passou a lecionar filosofia na Universidade
de Basel. O pensamento de Jaspers foi influenciado pelo
seu conhecimento em psicopatologia e, em parte, pelo pensamento de Kierkegaard, Nietzsche e Max Weber. Sempre teve interesse em integrar a ciência ao pensamento filosófico na medida em que, para Jaspers, as
ciências são por si só insuficientes e necessitam do exame crítico que só pode
ser dado pela filosofia. Esta, por sua vez, deve basear-se numa elucidação, a
mais completa possível, da existência do homem real, e não da humanidade
abstrata. O resultado das reflexões de Jaspers sobre o tema foi a primeira
formulação de sua filosofia existêncial. Autor do livro de dois volumes:
"Psicopatologia Geral", grande marco em sua carreira e na evolução da
psicopatologia. O existencialismo (ou filosofia da existência) constitui, segundo Jaspers, o
âmbito no qual se dá todo o saber e todo o descobrimento possível. Por isso a
filosofia da existência vem a constituir-se numa metafísica. A existência, em qualquer de seus aspectos, é precisamente o
contrário de um "objeto", pois pode ser definida como "o que é
para si encaminhada". O problema central é como pensar a existência sem
torná-la objeto. A existência humana é entendida como intimamente vinculada à
historicidade e à noção de situação: o existir é um transcender na liberdade, que abre o caminho em meio a um conjunto de situações históricas
concretas. Jaspers preocupou-se em estabelecer as relações entre existência
e razão, o que levou-o a investigar em profundidade o conceito de verdade. Para ele, a verdade não é entendida como característica de
nenhum enunciado particular: é antes uma espécie de ambiente que envolve todo o
conhecimento.
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