Tensão muscular.
Sensação de tensão, dificuldade para relaxar, tremores,
estremecimentos, contraturas, desconforto torácico,
cefaléias, dores diversas e inespecíficas.
Comportamento.
Inquietação (movimentar as mãos, pernas, investigar o
ambiente, andar de um lado a outro ), esquiva (evita situações que desencadeiam
ansiedade ou medo), sobressaltos, insônia, irritação, sobressaltos, insônia.
Psíquicos.
Nervosismo, apreensão, sensação de que algo ruim vai acontecer,
mal-estar indefinido, insegurança e dificuldades na concentração, sentir-se
“nervoso”, no limite ou mentalmente tenso; medo de perder o controle, de ficar
louco, desmaiar ou morrer.

Embora as regiões não codificantes tenham sido chamadas de Junk
DNA uma vez que não são expressas, pesquisadores tem descoberto que muitas
delas regulam a expressão de outras seções do ADN (em Cohen, Jon. Almost Chimpanzee: Searching for What
Makes us Human, in Rainforests, Labs, Sanctuaries, and Zoos (em inglês). New York: Times Books, 2010. 369 p. p. 24-26. ISBN
978-0-8050-8307-1). Em
biotecnologia, o genoma é toda a informação hereditária de um organismo que
está codificada em seu DNA (ou, em alguns vírus, no RNA). Isto inclui tanto os
genes como as sequências não-codificadoras (conhecidas
como ADN-lixo, ou junk ADN - já não é um termo muito usual, apenas não se sabe
ao certo a sua função na célula). O termo foi criado, em 1920, por Hans
Winkler, professor de Biotecnologia na Universidade de Hamburgo, entretanto não
é mais usado, porque se sabe que estas sequências não codificadoras são muito
importantes para a regulação gênica, dentre outras funções. Mais precisamente,
o genoma de um organismo é uma sequência de DNA completa de um conjunto de
cromossomos; por exemplo, um dos dois conjuntos que um indivíduo diplóide
contém em cada uma das suas células somáticas. Quando se diz que o genoma de
uma espécie que se reproduz sexualmente foi "sequenciado", normalmente
está a referir-se à determinação das sequências de um conjunto de autossomos e
de um de cada tipo de cromossomo sexual, que determinam o sexo. Mesmo em
espécies cujos indivíduos são todos do mesmo sexo, o que é descrito como
"uma sequência genómica" pode ser um composto de cromossomos de
vários indivíduos. Em português corrente, a expressão constituição genética
pode ser usada para designar o genoma de um dado indivíduo ou organismo. O
estudo das propriedades globais dos genomas de organismos relacionados chama-se
geralmente genómica, termo que distingue essa disciplina da anatomia, que em
geral se preocupa com o estudo das propriedades de genes únicos ou de grupos de
genes.
1) É o conjunto simples de cromossomos de uma célula
(cariótipo). É o conjunto formado por apenas um cromossomo de cada tipo, na
espécie estudada. No ser humano o genoma é constituído de 10 cromossomos
diferentes.
2) Projeto genoma, denominação dada a tarefa de
decodificação do DNA humano aceita por diversas nações associadas.
O genoma humano é um genoma(geo: que forma e ma: ação) do Homo
sapiens,
é a sequência dos 23 pares de cromossomos do núcleo de cada célula humana diplóide. Dos 23 pares, 22 são cromossomos
autossômicos e
um par é determinante do sexo (o cromossomo X nas mulheres e o cromossomo Y nos
homens). O Projeto Genoma Humano produziu uma sequência de referencia do
genoma humano eucromático, usado em todo o mundo e nas ciências biomédicas. O
genoma humano possui cerca de 27.000 genes, que codificam todas as proteínas humanas com exceção daquelas codificadas
pela mitocôndria. A
sequência de DNA que conforma o genoma humano contém codificada a informação necessária
para a expressão altamente coordenada e adaptável ao ambiente, do conjunto de
proteínas humanas, o proteoma. As proteínas e não o DNA, são as principais biomoléculas reguladoras, sinalizadoras, organizando-se
em enormes redes funcionais de interação. Em definitivo, o proteoma fundamenta
particularmente a morfologia e a funcionalidade de cada célula, assim
como, a organização estrutural e funcional de células distintas conforme cada tecido, órgão e finalmente um organismo em seu conjunto. Assim o genoma humano
contém a informação básica necessária para o desenvolvimento físico de um ser
humano completo.
Conteúdo de genes e tamanho do genoma de vários organismos[2]
|
||
Espécie
|
Tamanho do
genoma (Mb) |
Número
de genes |
0,58
|
500
|
|
2,2
|
2300
|
|
4,6
|
4.400
|
|
12
|
5.800
|
|
97
|
19.000
|
|
125
|
25.500
|
|
Drosophila
melanogaster (mosca)
|
180
|
13.700
|
Oryza
sativa (arroz)
|
466
|
45-55.000
|
2500
|
29.000
|
|
Homo
sapiens (ser humano)
|
||
SÍNDROMES: O Genoma Humano e sua prevenção.
SÍNDROME DE DOWN.
Cientistas desenvolvem exame de sangue para prever síndrome de
Down. Mulheres gestantes poderão dentro em breve fazer um exame de sangue, em
lugar de submeter-se a exames invasivos arriscados, para prever a probabilidade
de seu bebê ter síndrome de Down...(Centro de Estudos do Genoma Humano - Rua do
Matão - Travessa 13, nº 106 -Telefone: (11) 3091-7966 Ramal 15. Cidade
Universitária CEP: 05508-090. São Paulo - SP / Brasil), disseram cientistas do
Centro de Estudos do Genoma Humano. Em um estudo publicado no periódico Nature
Medicine, pesquisadores do Chipre disseram que um teste com 40 gestantes usando
o exame, no qual é analisado o sangue da mãe para detectar diferenças de DNA
entre a mãe e o feto, mostrou que o exame previu com precisão os fetos que
tinham risco de apresentar a síndrome. Philippos Patsalis, diretor médico do
Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os
resultados são “muito instigantes” e que agora o experimento precisa ser
testado em um estudo maior com cerca de mil gestações, mas que pode levar a
mudanças em práticas clínicas dentro de dois anos. “Acreditamos que poderemos
modificar este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos
algo para ser introduzido na prática clínica,” disse Patsalis à Reuters em
Nicósia. A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700
bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de
Down – que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez
das duas normais – aumenta com a idade da gestante. O risco incorrido quando a
mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25. Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese
para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome de Down. O
exame geralmente é realizado com 15 ou 16 semanas de gestação e exige a
retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha oca no
útero. Como a amniocentese traz um pequeno risco de aborto espontâneo – que
Patsalis avaliou em 1 ou 2 por cento , dos cientistas vêm buscando maneiras
menos invasivas de fazer exames para Down e outros potenciais problemas
genéticos. O método de Patsalis aproveita as diferenças nos padrões de
metilação do DNA – que são importantes para controlar os níveis de genes –
entre a mãe e o feto. Para isso, uma amostra pequena de sangue é retirada da
mãe entre a 11a e a 13a semana da gestação, e a presença de cópias extras do
cromossomo 21 no feto é detectada com a análise do sangue materno. Em uma prova
pequena, a equipe de Patsalis pôde diagnosticar corretamente 14 casos em que
havia cópias extras do cromossomo, além de 26 fetos normais. “A abordagem não
invasiva vai evitar o risco de aborto espontâneo de gestações normais provocado
pelos procedimentos atuais, mais invasivos,” escreveram os cientistas no artigo
aqui comentado.

Genoma
Humano - O Mapa do Envelhecimento e da Morte.
Nascer, crescer, viver, envelhecer e morrer. Tudo isso faz parte
do nosso relógio biológico. Veja neste link o video como os Genes controlam
este relógio ,e mostra se um dia será possível a Imortalidade(Genes Genética
Genoma Humano DNA Imortalidade Envelhecer Envelhecimento Progeria Síndrome de Hutchinson-Gilford).
O Centro de Estudos do
Genoma Humano tem como principal
objetivo ampliar nossa compreensão a respeito da função e controle gênico,
através do estudo de doenças genéticas, com um maior enfoque no desenvolvimento
neuromuscular, craniofacial e cerebral. Uma parte fundamental da missão do
Centro é de contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias para
tratamento de condições genéticas ou adquiridas, principalmente através de
pesquisas com células-tronco. A principal ferramenta para atingir estes
objetivos é primeiramente identificar os genes e fatores que produzem e modulam
os fenótipos das doenças. A identificação dos genes associados às doenças que
apresentam padrões atípicos de herança ou hereditariedade complexa é um
desafio. Estudos em modelos animais, tais como camundongos e cães já foram
implantados em nosso Centro, e modelos como o zebrafish para estudo de
anomalias craniofaciais ou neuromusculares, serão introduzidos. Por outro lado,
os pesquisadores se utilizam de mapeamento para a identificação de genes de
susceptibilidade a doenças multifatoriais, que requer a caracterização da
população com marcadores de ancestralidade. Esta estratégia vai permitir o
estudo de doenças complexas na população brasileira, que é altamente
miscigenada. A investigação de variação no número de cópias de segmentos de DNA
em plataformas de alta-resolução é uma ótima estratégia para revelar
micro-rearranjos genômicos que podem causar um grande espectro de fenótipos
clínicos. Por fim, a possibilidade futura de tratar pacientes afetados é um dos
principais objetivos que está sendo pesquisado através de terapia
celular e gênica em diferentes modelos animais. As duas principais linhas de
pesquisas consistem em:
Definir os fatores genéticos responsáveis por doenças genéticas
humanas – incluindo a identificação de novos genes responsáveis por doenças
genéticas, estudos cromossômicos, estudo dos mecanismos que modulam a expressão genotípica, análise funcional, o estudo das doenças complexas e a
variação genética da população;
Desenvolvimento de abordagens terapêuticas para doenças genéticas,
incluindo o estudo do potencial regenerativo das células-tronco de diferentes
origens, abordagens farmacológicas e o estudo de genes modificadores.
INCT: Células Troncos em Doenças Genéticas Humanas.
O projeto tem como
proposta estabelecer um centro de referência, associado ao Centro de Estudos do
genoma Humano para criação de banco de células tronco humanas
e desenvolvimento de pesquisa em Genética Humana com base nessas células, no
Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
Para alcançar esses
objetivos, a instituição planejou:
- Estabelecer um banco de células tronco e de DNA, obtidos de indivíduos portadores de diferentes doenças genéticas e de indivíduos normais da população geral, como grupo controle. Amostras de DNA e tecidos de pessoas com mais de 80 anos, gozando de boa saúde serão também armazenadas. Essas linhagens celulares e amostras de DNA serão utilizadas pelos investigadores do CETGEN em seus projetos de pesquisa. Investigadores de fora poderão obter células depositadas no banco, para uso em projetos de pesquisa, após aprovação do projeto pelo Comitê Consultivo do CETGEN. O banco de células representará a core facility do CETGEN e dará apoio para os projetos de pesquisa desenvolvidos por pesquisadores do centro e externos.
- Expandir nossa investigação básica e pré-clínica, utilizando células tronco em diferentes modelos experimentais, visando aumentar o conhecimento sobre o crescimento e a diferenciação celular e contribuir para potenciais terapias.
CTC – TERAPIA CELULAR EM DOENÇAS GENÉTICAS:
NEUROMUSCULARES, NEURODEGENERATIVAS E CRANIOFACIAIS.
A proposta do Centro é
de estabelecer infra-estrutura para produção de células tronco humanas de
acordo com as boas práticas de manipulação e com os padrões vigentes da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A produção destas células poderá
contribuir para garantir a qualidade das pesquisas a serem desenvolvidas tanto
em relação a projetos da área básica como aqueles que envolvem ensaios
pré-clínicos em modelos animais e em humanos. A produção destas células será
para uso não só dos pesquisadores vinculados a esta proposta, mas também para
qualquer pesquisador da rede nacional de terapia celular (RNTC), sendo que o
projeto deverá estar previamente aprovado em comitês de Ética locais e/ou
CONEP. Em um primeiro momento, o CENTRO se propõe a produzir células, troncos a
partir de tecido adiposos e de polpa de dente decíduo de indivíduos saudáveis.
Tendo em vista que aquele CENTRO já dispõe de experiência no estabelecimento de
células tronco a partir de vários tecidos (parede de cordão umbilical, sangue
menstrual e músculo), a a porposta da entidade cientifica quanto ao tipo
celular a ser produzido poderá ser modificado a depender da demanda da RNTC. O
CENTRO trabalha com a introdução e prática no uso de tecnologia de células
tronco pluripotentes induzidas (iPS).
O importante saber, que
em relação aos estudos científicos em andamento no Brasil, temos:
Doenças Estudadas.
Doença
|
Teste Genético
|
Consulta e
Aconselhamento Genético
|
Pesquisa
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* |
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Testes Especiais
|
Teste Genético Genético
|
Consulta e
Aconselhamento Genético
|
Pesquisa
|
* |
* |
||
* |
·
-Teste oferecido como parte de um painel
de deleções pela técnica de MLPA.
Conclusões.
Mudanças no número de cópias de seqüências cromossômicas estão
implicadas na causa ou predisposição a uma série de doenças e síndromes. Tais
mudanças incluem a presença de um cromossomo extranumerário na Síndrome de Down; deleção ou duplicação de um ou mais exons do gene DMD
relacionado à distrofia de Duchenne ou Becker. A deleção ou duplicação de um ou
mais exons no BRCA1, BRCA2, MLH1, ou MSH2, predispõem ao desenvolvimento de diversos
tumores, mais freqüentemente os tumores de mama e colorretal. Diversas técnicas
são usadas para a detecção no número de cópias de seqüências de cromossomos,
incluindo, comparative genomic hybridisation (CGH), fluorescent in sit
hydridisation (FISH), BAC arrays, ensaios de Southern blot ou de perda de
heterozigosidade. A maioria destas técnicas não é capaz de detectar deleções ou
duplicações de um único Exon. Os métodos convencionais para detecção de mutação são baseados na
amplificação por PCR de Exon de DNA genômicos não detectam a maioria das
duplicações e deleções nos casos onde há um alelo normal presente. A Multiplex Ligation-dependent Probe
Amplification (MLPA) é um método que detecta números de cópias aberrantes de
mais de 45 seqüências específicas em uma única reação de PCR, utilizando um único par de primer. As reações de MLPA requerem
20ng de DNA cromossômico ou entre 10 e 120ng de RNA. As aplicações desta
técnica incluem detecção de deleções ou duplicações de exons; detecção de
trissomias; caracterização de aberrações cromossômicas em linhagens celulares e
amostras tumorais; detecção de mutações e SNPs; análise de metilação de DNA e
quantificação de mRNA. É um método desenvolvido na Europa (MRC-Holland,
Holanda) e disseminado no continente, porém não tem aprovação do FDA (Food and Drug Administration)
nos Estados Unidos e é pouco utilizado fora da Europa. Segundo os autores que
desenvolveram a técnica, a MLPA tem como vantagens: uma reação fornece
informação sobre 45 alvos, com uma pequena quantidade de DNA; a MLPA pode
distinguir seqüências que diferem em apenas um único nucleotídeo; é sensível,
pois necessita de apenas 20ng de DNA, e o resultado não é dependente da
quantidade de DNA utilizado; a técnica pode ser utilizada para aplicações
distintas, com diferença apenas no probe utilizado. No entanto, a técnica tem
limitações: as reações são mais sensíveis aos contaminantes; o desenvolvimento
dos probes é complexo e caro, e devem ser obtidos com a MRC-Holland, que dispõe
de 120 kits, e novos kits podem ser solicitados; é um método que identifica
deleções/duplicações genômicas, não é capaz de identificar mutações pontuais
desconhecidas. Cada probe de MLPA consiste de um oligonucleotídeo sintético
menor e um probe maior. O probe menor contém uma seqüência alvo específico ao
final 3’ e uma seqüência de 19nt, idêntica ao primer marcado no final 5’. Para
cada probe maior, uma seqüência específica de 25-43nt é clonada em um vetor., o
que resulta em um probe entre 80 e 420nt. Este probe contém uma seqüência-alvo
no final 5’, uma seqüência de 36nt que contém o complemento de primer não
marcado no final 3’ e uma seqüência stuffer entre a seqüência 5’ e 3’. O DNA é
denaturado e fragmentado por cinco minutos a 98º C. Os probes do MLPA são
adicionados para hibridizar por 16 horas a 60º C em um termociclador. O tampão
de diluição inclui a enzima ligase e a ligação continua por 15 minutos a 54º C.
Após a inativação da ligase e da adição dos primers, dNTPs e a polimerase, a amplificação por PCR é
iniciada. Um primer é identificado por fluorescência ou por isótopos. Os
produtos da amplificação são detectados e quantificados por eletroforese. Cada
probe de MLPA consiste em dois oligonucleotídeos que podem ser ligados a uma
seqüência-alvo. Todos os probes têm seqüências idênticas no final 5’ e 3’,
permitindo a amplificação simultânea em PCR com apenas um par de primer. Cada
probe dá origem a um produto de amplificação com tamanho entre 130 e 480bp. Um
dos dois oligonucleotídeos de cada probe é sintetizado quimicamente e tem uma
seqüência comum usada para a amplificação no final 5’ e uma seqüência-alvo
específica no final 3’. O outro probe tem uma seqüência de 25-43nt no final 5’
que é capaz de hibridizar com a seqüência-alvo imediatamente adjacente ao
primeiro probe. A maioria das misturas de probes contém de 35 a 42 probes com
tamanhos distintos entre os produtos de amplificação de 6 a 9bp. Os produtos de
amplificação têm seqüências comuns apenas nas extremidades para prevenir a
formação de heteroduplex durante as reações de amplificação. As partes
hibridizadas dos probes são desenhadas para detectar seqüências presentes em
uma única cópia do genoma. Entretanto, o sinal dos probes (pico de cada produto
de amplificação) não é igual. Os fatores que influenciam no sinal dos probes
dependem da quantidade de polimerase utilizada na PCR e a natureza do primeiro
nucleotídeo após o primer marcado. Os picos gerados são exportados para um
arquivo em Excel. A deleção de uma cópia da seqüência-alvo (autossomos) é,
geralmente, aparente por uma redução do pico do produto de amplificação entre
35-55%. Um ganho de duas a três cópias ou um genoma diplóide, geralmente, será
aparente com um aumento no pico entre 30 e 55%.
Exemplos de
Aplicações da MLPA.
Foram preparados probes para MLPA para cada um dos exons do BRCA1.
Amostras com deleção nos exons 13 ou 22 foram identificadas pela MLPA,
resultando em redução de duas vezes no sinal dos probes. Também foram
investigadas deleções dos genes MLH1 e MSH2: um probe para cada um dos 19 exons
do MLH1 e 16 do MSH2 testou seis deleções de exons conhecidas, que foram
identificadas pela MLPA. Também foi analisado DNA tumoral, e três tipos de
probes de MLPA foram construídos, cada
um com 41 probes específicos para seqüências de DNA. As seqüências-alvo foram
escolhidas a partir de regiões cromossômicas geralmente deletadas ou
amplificadas em vários tumores. O DNA de uma amostra de linfoma de cada um dos
probes para BCL-2. O sinal do probe na MLPA é completamente ausente se um
oligonucleotídeo não anela a seqüência-alvo. A sensibilidade da ligase por um
mismatch próximo ao local de ligação pode ser usado para distinguir seqüências
com um único nucleotídeo, como SNPs e diversas mutações. Bunyan et al (2004)
estudaram três coortes: uma com diagnóstico clínico de câncer colorretal
hereditário sem polipose, uma câncer de mama-ovário hereditário e a terceira
com polipose adenomatosa familiar. Na coorte de 122 pacientes com HNPCC e
seqüenciamento inconclusivo foram identificados sete deleções em hMSH2. Na
coorte com 136 pacientes com seqüenciamento de BRCA1 e BRCA2 inconclusivo,
foram encontradas seis variações no número de cópias de BRCA1 e uma no BRCA2.
Nos 24 pacientes com diagnóstico clínico de polipose adenomatosas familiares
foram identificadas seis deleções(Bibliografia recomendada: SILVA. César
Augusto Venâncio da Silva, http://pt.scribd.com/doc/93337264/CURSO-BIOLOGIA-QUIMICA-DA-CELULA-VIVA -
Bunyan DJ, Eccles DM, Sillibourne J, Wilkins E, Thomas NS, Shea-Simonds J et
al. Dosage analysis
of câncer predisposition genes by multiplex ligation-dependent probe
amplification. Br J Cancer 2004;91:1155-9. Schouten JP, McElgun CJ, Waaijer R,
Zwijnenburg D, Diepvens F, Pals G. Relative quantification of 40 nucleic acid
sequences by multiplex ligation-dependent probe amplification. Nucleic
Ac Res 2002;30:e57.)
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