DSM
IV.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
(Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) é um manual para
profissionais da área da saúde mental que lista diferentes categorias de
transtornos mentais e critérios para diagnosticá-los, de acordo com a
Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association - APA). É
um documento acadêmico de referência em quase todos os países do mundo por
instituições de pesquisa, universidades, clínicos e pesquisadores bem como e
principalmente por companhias de seguro, indústria farmacêutica e parlamentos
políticos. O DSM já recebeu quatro edições, a primeira foi publicada em 1952. A
que se encontra em vigor é a DSM IV considerada a maior já revisada e publicada em 1994. Apesar
de uma “revisão textual” ter sido produzida em 2000. O DSM-V está atualmente em
discussão, planejamento e preparação, para uma nova publicação provavelmente em
maio de 2013. A seção de desordens mentais da Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde - CID
(International Statistical Classification of Diseases and Related Health
Problems – ICD) é outro guia comumente usado, especialmente fora dos Estados
Unidos. Entretanto, em termos de pesquisa em saúde mental, o DSM continua sendo
a maior referência da atualidade. Muitos profissionais da área de saúde mental
usam este livro para auxiliar no diagnóstico do paciente após avaliação. Muitos
hospitais, clínicas e companhias seguradoras exigem os “cinco eixos”
diagnósticos do DSM dos pacientes que lhes aparecem. O DSM pode ser consultado
para critérios diagnósticos. Ele não direciona o método e a evolução do
tratamento. O DSM é menos freqüentemente usado por profissionais da saúde que não
se especializaram em saúde mental. Outro uso do DSM é na pesquisa. Estudos que
foram feitos em doenças específicas freqüentemente recrutaram pacientes cujos
sintomas batiam com os critérios listados no DSM para aquela doença. Estudantes
também podem usar o DSM para aprender os critérios exigidos em seus
cursos. O DSM-IV é um sistema de
classificação categórica. As categorias são protótipos, e um paciente com uma
íntima aproximação ao protótipo é dito como tendo um transtorno. O DSM-IV
afirma que “não existe hipótese de que cada categoria de transtorno mental é
uma entidade completamente discreta com absolutos limites... mas isolados, a
sintomas de baixo grau e sem critérios (não listados em um dado transtorno) não
é dada importância”. Qualificadores são algumas vezes usados, por exemplo leve,
moderada e severa formas de transtorno. Para quase metade dos transtornos,
sintomas podem ser suficientes para causar “aflição clinicamente significativa
ou afecção social, ocupacional ou em outras importantes áreas de trabalho”,
apesar do DSM-IV-TR ter removido o critério de aflição dos transtornos de tique
e de muitas das parafilias. Cada categoria de transtorno mental tem um código
numérico tirado do sistema de códigos da CID, usado por serviços de saúde
(incluindo seguradoras) com propósitos administrativos. O DSM-IV organiza cada diagnóstico
psiquiátrico em cinco níveis (eixos) relacionando diferentes aspectos das
desordens ou desabilidades:
Eixo I: transtornos clínicos, incluindo principalmente transtornos
mentais, bem como problemas do desenvolvimento e aprendizado;
Eixo II: transtornos de personalidade ou invasivos, bem como
retardo mental;
Eixo III: condições médicas agudas ou desordens físicas;
Eixo IV: fatores ambientais ou psicossociais contribuindo para desordens;
Eixo V: Avaliação Global das Funções (Global Assessment of
Functioning) ou Escala de Avaliação Global para Crianças (Children’s Global
Assessment Scale) para jovens abaixo de 18 anos (numa escala de 0 a 100).
É comum o Eixo I incluir transtornos como
depressão, ansiedade, distúrbio bipolar, TDAH e esquizofrenia. É comum o Eixo II incluir transtornos como
transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade esquizóide,
transtorno de personalidade anti-social, transtorno de personalidade narcisista
e leve retardo mental.
Cuidados.
O DSM-IV-TR afirma que, por este manual ser produzido para
especialistas na área da saúde, seu uso por pessoas sem treinamento clínico
pode levar a aplicação inapropriada de seu conteúdo. O uso apropriado dos
critérios diagnósticos é dado mediante extensivo treinamento clínico e seu
conteúdo “não pode simplesmente ser aplicado como em um livro de culinária”. A
APA observa que rótulos diagnósticos são primariamente usados como um
“conveniente atalho” entre os profissionais. O DSM aconselha que pessoas leigas
devem consultar o DSM apenas para obter informação, não fazer diagnósticos, e
que pessoas que por ventura tenham um transtorno mental devem ser vistas por um
psiquiatra e tratadas. Além disso, pessoas que dividem o mesmo diagnóstico não
devem ter a mesma etiologia (causa) ou requerem o mesmo tratamento; o DSM não
contém informações a respeito de tratamento ou uma extensa explanação sobre
questões psiquiátricas ou psicológicas, e isso não exclui o que podemos considerar
como “doença”.
As fontes do DSM-IV.
O DSM-IV não especificamente cita suas fontes, mas existem quatro
volumes de “fontes” que se pretende fazer parte dos documentos de processos de
desenvolvimento e suporte de evidências da APA, incluindo revisões literárias,
análise de informações e pesquisas de campo. As Fontes devem fornecer
importantes informações no que diz respeito ao caráter e qualidade das decisões
que levaram à produção do DSM-IV, e assim a credibilidade científica da
classificação psiquiátrica contemporânea.
DSM-V.
O DSM-V está provavelmente planejado para ser publicado em 2013.
Há a expectativa de várias parafilias (ou fetiches sexuais) serem excluídas do
diagnóstico médico por estarem sendo vistas atualmente por psicólogos e
terapeutas como expressão de sexualidade. Também é forte a tendência que o
travestismo sexual ser excluído nessa nova edição. Em 1999, uma Conferência de
Pesquisa e Planejamento do DSM-V, patrocinado pela APA e pelo NIMH, foi
realizada para definir as prioridades de pesquisa. Grupos de Trabalho em
Planejamento e Pesquisa produziram “papéis em branco” na pesquisa necessários
para informar e modelar o DSM-V, e o trabalho resultante e recomendações foram
reportados em uma monografia da APA e ampla revisão literária. Havia seis
grupos de trabalho, cada um focando em um grande tópico:
Nomenclatura, Neurociência e Genética, Questões de Desenvolvimento
e Diagnóstico, Transtornos de Personalidade e Relacionamento, Desordens Mentais
e Desabilidades e Questões Interculturais.
Três “papéis em branco” adicionais foram incluídos em 2004 para
tratar de questões sexuais, questões diagnósticas em população geriátrica e
transtornos mentais na infância e na juventude. Os “papéis em branco” foram
acompanhados por uma série de conferências para produzir recomendações
relatando desordens e questões especificas com assiduidade limitada a 25
pesquisadores convidados. Em 23 de julho de 2007, a APA anunciou a força tarefa
que supervisionará o desenvolvimento do DSM-V. A Força Tarefa do DSM-V consiste
de 27 membros, incluindo um presidente e um vice-presidente, que coletivamente
representa os cientistas pesquisadores vindos da psiquiatria e de outras
disciplinas, profissionais de cuidados clínicos e defensores do consumidor e da
família. Os cientistas que trabalham na revisão do DSM têm experiência em
pesquisa, cuidados clínicos, biologia, genética, estatística, epidemiologia,
saúde pública e direito do consumidor. Eles têm interesses variando de medicina
intercultural e genética a questões geriátricas, éticas e vícios. O Quadro de
Confiáveis da APA requisitou que todos os nomeados para força tarefa relatem
qualquer choque de interesses ou potenciais conflitos de relacionamento com
entidades que tenham algum interesse em diagnósticos psiquiátricos e
tratamentos como uma pré-condição para nomeação no grupo. A APA anunciou todos
os membros que se reportaram a ela. Muitos indivíduos foram considerados
inelegíveis devido a choques de interesses. A revisão do DSM continuará pelos
próximos cinco anos. Futuros anúncios incluirão os nomes dos grupos de trabalho
em categorias específicas e transtornos e suas recomendações baseadas em
pesquisas para atualizar várias desordens e definições.
Deficiência.
Deficiência é
o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura
psíquica, fisiológica
ou anatômica. Diz respeito à biologia da pessoa.
Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a
qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em contextos legais ela
é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o
amparo de uma determinada legislação. O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência
tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o
termo leva em torno de si uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que
foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas
da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram
que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma
negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença.
Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a
rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização
contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo,
o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo
deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa. A pessoa com deficiência
geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos,
como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar
com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação
especial tem sido uma das áreas que tem
desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto,
o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais,
emocionais ou sociais. Desde a Declaração
de Salamanca, surgiu o termo necessidades educativas
especiais, que veio a substituir o termo criança
especial, anteriormente utilizado em educação para designar a criança com
deficiência. Porém, este novo termo não se refere apenas à pessoa com
deficiência, pois engloba toda e qualquer necessidade considerada atípica e que
demande algum tipo de abordagem específica por parte das instituições, seja de
ordem comportamental, seja social, física, emocional ou familiar.
Evolução
social em conceitos contemporâneos.
A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de
todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma
reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas
de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades,
tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de
todos. A
Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades
educativas especiais de todos os
sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal
de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças
significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta
para uma sociedade inclusiva. O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial
embora o contemple. No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial, na
Perspectiva da Educação Inclusiva, assegura acesso ao ensino regular a alunos
com deficiência (mental, física, surdos
e cegos), com transtornos globais do desenvolvimento e a alunos com altas
habilidades/superdotação, desde a educação infantil até à educação superior.
Nesse país, Brasil, o ensino especial foi, na sua origem, um sistema separado
de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na
crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Na perspectiva da
Educação Inclusiva, outras racionalidades estão surgindo sobre a aprendizagem.
Fazendo uso da concepção Vygostskyana principalmente, entende que a
participação inclusiva dos alunos facilita o aprendizado para todos. Este
entendimento está baseado no conceito da Zona de
Desenvolvimento Proximal, ou seja,
zona de conhecimento a ser conquistada, por meio da mediação do outro, seja
este o professor ou os próprios colegas.
De acordo com o Seminário
Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and
Development Consortium -
IDDC) sobre a educação inclusiva, realizado em março de 1998 em Agra, na Índia, um sistema educacional só pode ser considerado inclusivo quando
abrange a definição ampla deste conceito, nos seguintes termos: Reconhece que
todas as crianças podem aprender;
Reconhece e respeita diferenças nas crianças: idade, sexo, etnia,
língua, deficiência/inabilidade, classe social, estado de saúde (i.e. HIV, TB, hemofilia, Hidrocefalia ou qualquer outra condição); Permite que as estruturas, sistemas e
metodologias de ensino atendam as necessidades de todas as crianças; Faz parte de uma estratégia mais abrangente
de promover uma sociedade inclusiva; É
um processo dinâmico que está em evolução constante; Não deve ser restrito ou limitado por salas
de aula numerosas nem por falta de recursos materiais.
Convenção da deficiência.
Em 25 de agosto do ano de 2006, na sede da ONU em Nova York,
diversos estados internacionais, inclusive o Brasil celebrou um acordo, uma
convenção preliminar das Nações Unidas sobre os direitos da pessoa com deficiência, o qual realça, entre vários artigos, um de especial destaque, o
artigo 24, que define a Educação
inclusiva como um direito de todos. O artigo em lume foi substancialmente
revisado e fortalecido durante as negociações que começaram há cinco anos
anterior a data de 2006. Assim, em avançado estágio das negociações, a opção de educação
especial (segregada do ensino
regular) foi removida da convenção, e entre 14 e 25 agosto de 2006, esforços perduraram
até os últimos dias para remover outro texto descritivo que poderia justificar
a segregação de estudantes com deficiência das mais diversas. Depois de
demoradas discussões setoriais e longas negociações diplomáticas internacional,
o objetivo da inclusão plena foi finalmente alcançada e a nova
redação do parágrafo segundo do artigo 24 da CONVENÇÃO em questão foi aceito
plenamente sem objeções. Cerca de sessenta delegações de Estado e a Liga
Internacional da Deficiência (International Disability Caucus), que representa
cerca de 70 organizações não governamentais (ONGs), apoiaram uma emenda proposta pelo Panamá que obriga os governos a assegurar que: as medidas efetivas de apoio
individualizado sejam garantidas nos estabelecimentos que priorizam o
desenvolvimento acadêmico e social, em sintonia com o objetivo da inclusão
plena. A Convenção preliminar que aprovou os textos resolutivos antecedeu a
assembléia geral da ONU para sua adoção, que já se realizou. A convenção foi aberta para
assinatura e ratificação por todos os países membros, necessitando de 20
ratificações para ser validada. O Brasil é signatário. A Convenção da Deficiência é o primeiro tratado dos direitos
humanos do Século XXI e é amplamente reconhecida como tendo uma participação da
sociedade civil sem precedentes na história, particularmente de organizações de
pessoas com deficiência. Por fim podemos dizer que os elementos
significativos do artigo 24 da instrução do esboço que foram firmados se
estabelecem: Nenhuma exclusão do sistema de ensino regular por motivo de
deficiência; Acesso para estudantes com deficiência à educação inclusiva em
suas comunidades locais; Acomodação razoável das exigências individuais; O
suporte necessário dentro do sistema de ensino regular para possibilitar a
aprendizagem, inclusive medidas eficazes de apoio individualizado.
Vygostskyana e o Sócio-interacionismo.
Os estudos de Lev Vygotsky (1896-1934) postulam uma dialética das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do
desenvolvimento sócio-cognitivo. Para Vygotsky e seus colaboradores, o
desenvolvimento é impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura dos estágios descrita por Piaget
seja correta, porém diferem na concepção de sua dinâmica evolutiva. Enquanto
Piaget defende que a estruturação do organismo precede o desenvolvimento, para
Vygotsky é o próprio processo de aprendizagem que gera e promovem o
desenvolvimento das estruturas mentais superiores.
Zona de desenvolvimento proximal.
Um ponto central da teoria de Vygotsky é o conceito de Zona de
Desenvolvimento Proximal (ZDP), que afirma que a
aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento
potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o
sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidade de aprender. Seria neste
campo que a educação atuaria, estimulando a aquisição do potencial, partindo do
conhecimento da ZDP do aprendiz, para assim intervir. O conhecimento potencial,
ao ser alcançado, passa a ser o conhecimento real e a ZDP redefinida a partir
do que seria o novo potencial.
Interacionismo e desenvolvimento.
Nessa concepção, as interações têm um papel crucial e
determinante. Para definir o conhecimento real, Vygotsky sugere que se avalie o
que o sujeito é capaz de fazer sozinho, e o potencial aquilo que ele consegue
fazer com ajuda de outro sujeito. Assim, determina-se a ZDP e o nível de
riqueza e diversidade das interações determinará o potencial atingido. Quanto
mais ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento. No
campo da educação a interação, que é um dos conceitos fundamentais da teoria de
Vygotsky, encaixa-se na concepção de escola que se pretende efetivar no sistema brasileiro de ensino. E neste caso, o professor e o aluno passam a ter um
papel essencial no processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma é possível
desenvolver tanto os conceitos de ZDP quanto a relação existente entre
pensamento, linguagem e intervenção no âmbito da escola, possibilitando assim
um maior nível de aprendizagem.
Conectivismo.
Discute-se atualmente se o conectivismo constitui-se em uma nova teoria - a de aprendizagem
em rede -, como defendido por George Siemens e Stephen Downes. Esses autores consideram-na como uma nova "teoria de
aprendizagem para a era digital", utilizando-a para explicar o efeito que
as novas
tecnologias de informação e comunicação tem sobre a forma como as pessoas se comunicam e como aprendem.
Teoria(s) da
Aprendizagem.
Denominam-se teorias
da aprendizagem, em Psicologia e em Educação, aos diversos modelos que visam explicar o processo de aprendizagem pelos indivíduos. Embora desde a Grécia antiga se hajam formulado diversas teorias sobre a aprendizagem, as de
maior destaque na educação contemporânea são a de Jean Piaget e a de Lev Vygotsky. De acordo com o pensamento comportamentalista, o objeto
de estudo da Psicologia deve ser a interação entre o organismo e o ambiente. Embora o
comportamentalismo (ou behaviorismo) tenha raízes nos trabalhos pioneiros do estadunidense John B. Watson (1878-1958) e nos do russo Ivan
Petrovich Pavlov (1849-1936), o estabelecimento dos seus princípios e
teoria foi responsabilidade do psicólogo estadunidense Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), que se tornou o representante mais importante da
corrente comportamental. Ele lançou o conceito
de "condicionamento
operante" a partir das suas
experiências com ratos em laboratório, utilizando o equipamento que ficou
conhecido como Caixa de Skinner (1953). Por esse conceito explicou que, quando um comportamento é seguido
da apresentação de um reforço positivo (recompensa) ou negativo (supressão de
algo desagradável), a freqüência deste comportamento. Esta teoria do desenvolvimento da inteligência
foi desenvolvida pelo biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), e consiste em parte numa combinação das teorias
filosóficas existentes à época, o apriorismo e o empirismo. Baseado em experiências com crianças a partir do nascimento até
a adolescência, Piaget postulou que o conhecimento não é totalmente inerente ao próprio sujeito, como postula o
apriorismo, nem provém totalmente do meio que o cerca, como postula o
empirismo. Para Piaget, o conhecimento é construído através da interação do
sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes. Assim sendo, a
aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito
como da relação dele, sujeito, com o objeto.
Resumo da teorização e
perspectiva de interação neuroanatomofuncional.
A Interação entre aprendizado e desenvolvimento
é para Vygotsky, as concepções sobre a relação entre os processos de
aprendizado e desenvolvimento que se reduzem a três posições teóricas, todas
por ele rejeitadas:
PRIMEIRA:
- Parte da premissa que o aprendizado segue a
trilha do desenvolvimento (biopsicossocial do indivíduo?), pressupondo que o
desenvolvimento é independente do aprendizado. O aprendizado seria um processo
externo que se utilizados avanços do desenvolvimento mas não o impulsiona nem
altera seu curso. O desenvolvimento (ou maturação) é considerado pré-condição
para o aprendizado e nunca o resultado dele. Se as funções mentais de uma
criança não amadureceram o suficiente para aprender um determinado assunto,
nenhuma instrução se mostrará útil. Piaget
seria representante desta linha;
SEGUNDA
- Postula que aprendizagem é desenvolvimento. O
desenvolvimento é visto como o domínio dos reflexos condicionados. A diferença
com relação ao primeiro grupo relaciona-se ao tempo. Para os primeiros, o
desenvolvimento precede a aprendizagem. Para estes, os dois processos são
simultâneos. James representa esta linha;
TERCEIRA
- Tenta superar os extremos das duas primeiras,
combinando-as. Para os defensores desta linha (Koffka, gestaltistas), o
desenvolvimento se baseia em dois processos diferentes (maturação e
aprendizado), porém relacionados e mutuamente dependentes, sendo que um
influencia o outro. Assim, a maturação (desenvolvimento do sistema nervoso, ASPECTO
NEURO-ANATOMO-FUNCIONAL) torna possível o aprendizado e este estimula a
maturação. Assim, ao aprender de¬terminada operação, a criança cria estruturas
mentais de certo tipo independentemente dos materiais e elementos envolvidos.
Portanto, o desenvolvimento é sempre um conjunto maior que o aprendizado. Na
interpretação de Vygotsky, essa discussão leva a um estado senil de problema
pedagógico: “a relação entre disciplina formal e transferência de
aprendizagem”. Movimentos pedagógicos tradicionais têm justificado a ênfase em
disciplinas aparentemente irrelevantes para a vida diária (línguas clássicas,
por exemplo), por sua influência sobre o desenvolvimento global: se o estudante
aumenta sua atenção ao estudar gramática latina, aumentaria sua capacidade de
focalizar atenção sobre qualquer outra tarefa. O pressuposto é que as
capacidades mentais funcionam independentemente do material com que operam.
Para outros pensadores teóricos como os autores, Thorndike e Woodworth
desmontaram esse argumento ao demonstrar, por exemplo, que a velocidade de
somar números não está relacionada à velocidade de dizer antônimos. Na Zona de
desenvolvimento proximal uma nova abordagem de Vigotsky apresenta uma posição
com relação às três anteriores declinadas, comentadas. O aprendizado, diz ele,
“começa muito antes de as crianças freqüentarem a escola”. Qualquer situação de
aprendizado escolar tem uma história prévia. Por exemplo, antes de aprender
aritmética a criança já lida com noções de quantidade, de adição e outras
operações, de comparação de tamanhos etc. A diferença é que o aprendizado
escolar está voltado para a assimilação de fundamentos do conhecimento
científico da lógica matemática. Segundo os autores em questão a
"Aprendizagem e desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro
dia de vida da criança" O aprendizado escolar produz algo novo no
desenvolvimento da criança do ponto de vista da integração psicosocial, além da
afamada sistematização. Para esclarecer esse "algo novo", Vygotsky
apresenta o conceito de zona de desenvolvimento proximal. Para ele, existem
dois níveis de desenvolvimento:
PRIMEIRO
- Nível de desenvolvimento real, que é o
resultado ou produto final de ciclos de desenvolvimento já completados. Por
exemplo, a idade mental de uma criança medida num teste. Esse nível é dado por
aquilo que a criança consegue fazer por si mesma, isto é, pela solução
independente de problemas. Ele caracteriza o desenvolvimento mental
retrospectivamente.
SEGUNDO – Nível de desenvolvimento
proximal, que define as funções que estão em processo de maturação, o estado
dinâmico de desenvolvimento: é a distância entre o nível de desenvolvimento
real e o nível de desenvolvimento potencial. O nível de desenvolvimento
proximal é determinado através da solução de problemas sob a orientação de
adultos e em colaboração com companheiros mais capazes (quando o professor inicia
a solução e a criança completa, por exemplo). Ele caracteriza o desenvolvimento
mental prospectivamente. Assim, aquilo que é zona de desenvolvimento proximal
hoje será zona de desenvolvimento real amanhã. Ou, em outras palavras, o que a
criança faz hoje com assistência, amanhã fará sozinha. O conceito de zona de
desenvolvimento proximal leva a uma reavaliação do papel da imitação no
aprendizado. Para Vygotsky, a imitação não é um processo meramente mecânico,
uma pessoa só consegue imitar aquilo que está no seu nível de desenvolvimento.
Por exemplo, se o professor usa material concreto para resolver um problema, a
criança entende; caso ele utilize processos matemático superiores, a criança
não compreende a solução, não importa quantas vezes a copie. Uma conseqüência
disso é a mudança nas conclusões que podem ser tiradas de testes de
diagnósticos de desenvolvimento. A zona de desenvolvimento real medida pelos
testes orienta "o aprendizado de ontem", isto é, os estágios já
completados, sendo, portanto, ineficaz para orientar o aprendizado futuro. A
zona de desenvolvimento proximal permite propor uma nova fórmula. O bom
aprendizado é aquele que se adianta ao desenvolvimento. Assim, para Vygotsky, o
aprendizado desperta processos internos de desenvolvimento que são capazes de
operar somente quando a criança interage em seu ambiente e em cooperação com
seus companheiros, uma vez internalizados, esses processos tornam-se aquisições
independentes. A grande diferença do homem com o animal é que este último não
consegue resolver problemas de forma independente, por mais que seja treinado.
Conclusão: Para o cientista Vygotsky, os processos de desenvolvimento não
coincidem com os processos de aprendizado. O desenvolvimento progride de forma
mais lenta e atrás de aprendizado.
Caixa de Skinner.
Caixa de Skinner Ethernet – Lançamento – DATA EM - 2008-06-.Caixa de Skinner Ethernet. Última palavra em
comunicação, tecnologia sem igual. SISTEMA pode monitorar 254 Caixas de Skinner
simultaneamente. Sistema de cabeamento facilitado. Comunicação com o computador
via Ethernet, possibilitando acesso remoto ao equipamento em qualquer local de
pesquisa, inclusive via Internet. Dispensa o uso de interface externa para
comunicação via computador. Design arrojado com tecnologia sem igual no
mercado. 1º Caixa de Skinner informatizada do Brasil. Características do
Software de Monitoramento: Possibilidade de programação aberta dos esquemas de
reforço; Criação de múltiplos protocolos atendendo às necessidades da pesquisa
do usuário, com possibilidade de programação direta dos seguintes esquemas:
reforço contínuo, razão fixa, razão variável, razão progressiva, intervalo
fixo, intervalo variável, multi-protocolos e criação de novos protocolos;
Multi-Entradas de eventos e Multi-Saídas de estímulos; Relatório configurável
permitindo ao usuário a seleção de campos de dados a serem impressos; Arquivo
exportável para Word, Excel, Arquivos de texto ou PDF; Gerenciamento simultâneo
das Caixas de Skinner com protocolos individualizados, permitindo ao usuário o
uso de diferentes protocolos simultaneamente. Equipamento destinado a
laboratório.
INFORMAÇÕES SOBRE CAIXA DE SKINNER 3 BARRAS –
Função: A caixa de Skinner é um equipamento usado em laboratório de psicologia experimental e seu funcionamento é baseado em estímulos visuais, auditivos e olfativos, que elicidam um comportamento operante, fundamentado em três procedimentos: reforço, punição e extinção. Caixa composta em laterais de alumínio pintada com tinta eletrostática epóxi, teto e frente em acrílico transparente, fecho magnético na porta, chão em barras de aço inox, barras em aço inox para acionamento pelo rato do lado direito com bebedouro em sua parte inferior, luz (led), no topo da caixa do lado esquerdo em suporte tubular de alumínio em pintura epóxi. Controle eletrônico externo, entrada e saída USB. Alimentação: BIVOLT (de 85 a 240 V). Características Técnicas / Caixa de Skinner 3 barras: Peso: 2,9 kg; Dimensões (A x L x C): 340 mm x 205 mm x 325 mm; Acompanha Interface 8 canais: - Conector Db25 / Ligação na Caixa de Skinner: Conector USB modo 2.0; Fusível de 250 mA. Peso: 600g; Dimensões (A x L x C): 87 mm x 160 mm x 192 mm.
Em 1932, B. F. Skinner, da
Universidade de Harvard relatou uma de suas observações, sobre o comportamento
de pombos e ratos brancos. Para seus experimentos Skinner
inventou um aparelho que depois de passar por modificações é hoje muito
conhecido e utilizado nos laboratórios de psicologia, chamado como Caixa de
Skinner. Influenciado pelos trabalhos de Pavlov e Watson, Skinner passou a
estudar o comportamento operante, desenvolvendo intensa atividade no estudo da
psicologia da aprendizagem. Esses estudos levaram-no a criar os métodos de
ensino programado que podem ser aplicadas sem a intervenção direta do professor
através de livros, apostilas ou mesmo máquinas (realidade virtual, Ead,
etc.). O texto do presente tomo faz
menção a uma experiência referencial que não pode ser descartada em relação a
um comentário. A caixa de Skinner consiste em uma caixa de vidro, com
dispositivos para acionamento de água, luz e em alguns modelos é possível
emitir "choques" nos ratos da raça Wistar e em pombos, que são usados
para experimentos sobre comportamentos e aprendizagem em animais, da qual é
chamado de Análise Experimental, dentro do Behaviorismo. Esta caixa é um invento do cientista Burrhus Frederic Skinner,
um dos principais teóricos em Psicologia. O cientista é considerado um dos principais
críticos da teoria do Sigmund Freud(Psicanálise).
Da qual seus experimentos até os dias de hoje são reproduzidos, já
ultrapassando 60 anos de auto-afirmação, e que consiste em privar um rato de
água por dois dias, para que este acione uma barra no interior da caixa
experimental para acabar com a sua sede.
Ratos da raça Wistar.
Características.

Os ratos Wistar são uma linhagem albina da espécie Rattus norvegicus, desenvolvida no Instituto Wistar na Filadélfia. Esta linhagem foi a primeira a ser utilizada como organismo-modelo numa época em que pesquisadores utilizavam primariamente camundongos da espécie Mus musculus . A maioria das linhagens de ratos de laboratório descende de uma colônia estabelecida no Instituto Wistar em 1906 pelo fisiologista americano Henry Donaldson, pelo administrador científico Milton Greenman e a embriologista Helen Dean King. A linhagem Wistar é uma das mais utilizadas mundialmente em pesquisas de laboratório e sua importância deve-se ao fato de o Dr. Donaldson e sua equipe terem realizado inúmeras pesquisas para obter dados fundamentais, principalmente curvas de crescimento do animal, do crânio, do esqueleto e de vários órgãos individualmente. Todos esses resultados foram reunidos no famoso livro "The Rat: Data and References Tables for the Albino Rat (Mus norvegicus albinis) and the Norway Rat (Mus norvegicus)", cuja primeira edição foi publicada em 1915. Ratos Wistar são caracterizados pelas orelhas alongadas, cabeça grande e comprimento da cauda sempre menor que o comprimento corporal. A gestação dura de 20 a 22 dias e o desmame ocorre com 17 a 19 dias de idade. São considerados animais dóceis, de fácil manipulação e têm boa capacidade de aprendizado. Apresentam, em geral, baixa incidência tumoral e a alopécia, algumas vezes temporária, é uma característica comum . A partir da linhagem Wistar, foram desenvolvidas as linhagens Sprague Dawley e Long-Evans.

Uso em pesquisa.
Albino, heterogênico. Quando mantido em condições apropriadas é um
animal dócil, de fácil manejo com alta taxa reprodutiva. Modelo utilizado para
diversos propósitos, reumatologia, endocrinologia, ortopedia etc.
Referências: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?mode=Info&id=10116; Bonnie Tochar Clause.
The Wistar Institute Archives: Rats (Not
Mice) and History, Mendel Newsletter, Feb. 1998; The Wistar Institute: History.
The Wistar
Institute. 2007.; TUFIK, S. et al. Princípios Éticos e Práticos do Uso de
Animais de Experimentação. São Paulo: Unifesp – Universidade Federal de São
Paulo, 2004; http://www.criver.com/SiteCollectionDocuments/Wistar%20Rat.pdf
Peso/Idade
Gráfico comparativo – PESO x IDADE

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WISTAR
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Gráfico comparativo – PESO x IDADE
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IDADE
(semanas) |
PESO
Macho(gramas) |
PESO
Fêmea(gramas) |
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3
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50
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45 / 50
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4
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51 / 100
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50 / 80
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5
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101 /149
|
81 / 100
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6
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150 /199
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101 /125
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7
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200 /249
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120 /169
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8
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250 /299
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170 /200
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9
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300 /320
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201 /220
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10
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Acima de 321
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Acima de 220
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Disponibilidade.
Existe disponibilidade no mercado
e em alguns laboratórios os tipos:
Código
Nome
BIOT2100
WISTAR MACHO RN;
BIOT2101
WISTAR MACHO 50/100 G;
BIOT2102
WISTAR MACHO 100/150 G;
BIOT2103
WISTAR MACHO 150/200 G;
BIOT2104
WISTAR MACHO 200/250 G;
BIOT2105
WISTAR MACHO 250/300 G;
BIOT2106
WISTAR MACHO 300/350 G;
BIOT2107
WISTAR MACHO 350/400 G;
BIOT2108
WISTAR MACHO ACIMA DE 400 G;
BIOT2109 WISTAR FÊMEA RN;
BIOT2110 WISTAR FÊMEA 50/100 G;
BIOT2111 WISTAR FÊMEA 100/150 G;
BIOT2112 WISTAR FÊMEA 150/200 G;
BIOT2113 WISTAR FÊMEA 200/250 G;
BIOT2114 WISTAR FÊMEA 250/300 G;
BIOT2115 WISTAR FÊMEA 300/350 G;
BIOT2116 WISTAR FÊMEA 350/400 G;
BIOT2117
WISTAR FÊMEA ACIMA DE 400 G;
BIOT2118
WISTAR FÊMEA PRENHA;
BIOT2119
WISTAR FÊMEA COM NINHADA.
Observações.
A diferenciação dos animais CONVENCIONAL e SPF estão na barreira sanitária adotada.
A diferenciação dos animais CONVENCIONAL e SPF estão na barreira sanitária adotada.
Classificação Microbiológica.
Os animais de
laboratório podem ser classificados em
três grupos, de acordo com seu padrão sanitário, ou seja, quanto à microbiota
que a eles esteja associada. As barreiras sanitárias são menos rígidas ou mais
rígidas por estarem em função do padrão sanitário desejado destes animais.
Portanto, as classificações em grupos são:
Convencionais ou haloxênicos: tal
denominação se refere aos animais de padrão sanitário convencional, isto é,
aqueles que possuem microbiota indefinida por serem mantidos em ambiente
desprovido de barreiras sanitárias rigorosas. Sua criação apresenta apenas
princípios básicos de higiene onde se procede somente à limpeza e desinfecção
do ambiente e material utilizado. Quanto ao pessoal técnico, em geral,
realiza-se apenas troca de uniformes (avental) para o trabalho com
os animais. São mais utilizados em aulas práticas.
SPF (Specific Pathogen Free) livre
de patógenos específicos ou heteroxênicos(Parasitas
que necessitam de hospedeiro definitivo e intermediário para propagação do seu
ciclo de vida. Hospedeiro definitivo:
nele o parasita reproduz-se sexuadamente ou o hospedeiro humano. Hospedeiro
intermediário: nele o parasita reproduz-se assexuadamente ou o agente
transmissor. Exemplo de protozoário : Plasmodium falciparum. Hospedeiro
definitivo è anofelino. Hospedeiro intermediário è homem. E cisticerco é o
estado larval da Taenia solium...)são aqueles que não apresentam microbiota
capaz de lhes determinar doenças, ou seja, albergam somente microorganismos não
patogênicos. Sua criação é realizada em ambientes protegidos por barreiras
sanitárias rigorosas que podem ser resumidas do seguinte modo: cada vez que se
entra nas áreas com animais, os técnicos devem tomar banho e utilizar uniforme
esterilizado, todo material a ser utilizado (peças de vestuário, ração,
gaiolas, cama, água, bebedouros e outros) deve ser esterilizado, seja, por meio
de autoclavagem, câmara com gás esterilizante, ou solução desinfetante em
tanques de passagem de materiais. Sua criação também pode ocorrer dentro de
isoladores. Para o padrão sanitário SPF, os animais podem ser obtidos via
cesariana (histerectomia) asséptica (ver técnica em anexo).
Gnotobióticos: são
animais que possuem microbiota associada definida, e devem ser criados em
ambientes dotados de barreiras sanitárias absolutas, mantidos em isoladores
plásticos e obtidos pela técnica de cesariana asséptica. A produção de
indivíduos de tão alto padrão sanitário só é alcançada através de sua
manutenção em isoladores. São animais muito caros e somente usados em pesquisas
específicas como, por exemplo, na área de estudos nutricionais. Em função da
quantidade de microbiotas que estejam associadas ao animal, este pode ser
classificado como:
Axênico ou Germ Free: refere-se ao animal totalmente livre de microbiota, isto é, isento
de quaisquer vírus, bactérias, fungos ou parasitas.
Monoxênico: é o animal que foi contaminado deliberadamente (através de água,
ração, contato com um animal de status sanitário desejado) com apenas um tipo
de microorganismo, o que equivale a dizer que possui um microbiota associado.
Dixênico: é a designação dada ao animal que foi contaminado deliberadamente
com dois tipos de microbiota.
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