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quarta-feira, 15 de março de 2017

NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA Síndromes com repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico. TOMO II CAPÍTULO II Deficiência Intelectual.





NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA
Síndromes com repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico.
TOMO II
CAPÍTULO II
Deficiência Intelectual.







Capitulo II
Deficiência Intelectual
1.      Introdução.
2.      Atualizações semânticas na inclusão de pessoas.
3.      Deficiência mental ou intelectual.
4.      Doença ou transtorno mental.
5.      Córtex Cerebral.
6.      Tipos de córtices:
7.      Tipos de Células.
8.      MAPEAMENTO CEREBRAL
9.      JAMES WILLIS (1980).
10.  Reflexões conceituais.
11.  Delirium x Delírio (**).
12.  Delirium. Prejuízo Cognitivo.
13.  As classificações. DSM-IV.
14.  As classificações. CID-10.
15.  Delírio.
16.  Características e classificação dos delírios.
17.  Enquadrando no CID-10.
18.  Distúrbio delirante no CID-10.
19.  Especificação para possíveis subtipos.
20.  Delírio, Delirium e Delirium tremens.
21.  CID-10 Capítulo V: Transtornos mentais e comportamentais.
22.  ANEXOS ANALÍTICO/INTERPRETATIVO/COGNIÇÃO DISCENCIAL.
23.  DSM IV.
24.  Cuidados.
25.  As fontes do DSM-IV.
26.  DSM-V.
27.  Deficiência.
28.  Evolução social em conceitos contemporâneos.
29.  Convenção da deficiência.
30.  Vygostskyana e o Sócio-interacionismo.
31.  Zona de desenvolvimento proximal.
32.  Interacionismo e desenvolvimento.
33.  Conectivismo. 
34.  Teoria(s) da Aprendizagem.
35.  Resumo da teorização e perspectiva de interação neuroanatomofuncional.
36.  Caixa de Skinner.
37.  Ratos da raça Wistar.
38.  Características.
39.  Uso em pesquisa.
40.  Referências: 
41.  Peso/Idade
42.  Disponibilidade.
43.  Observações.
Classificação Microbiológica.
44.  Microbiota.
45.  Estrutura e funcionamento da caixa.
46.  Auschwitz.
47.  Duas espécies de aprendizagem.
48.  Implicações no Ensino: A Tecnologia do Ensino.
49.  A Máquina de Ensinar.
50.  Materiais Programados (Instrução Programada).
51.  Conclusão.
52.  História da caixa de Skinner.
54.  John Broadus Watson.
55.  Burrhus Frederic Skinner.
56.  Ponto básico de Carl Rogers.
57.  Deficiência intelectual.
58.  Neuroquímica do Cérebro.
59.  Tipos e manifestações.
60.  Prevenção.
61.  O quociente de inteligência.
62.  Tratamento.
63.  Diagnosticando a Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo.
64.  Cognitione.
65.  Significado de Intelecto.
66.  Atraso cognitivo.
67.  DEFICIENCIA COGNITIVA.
68.  INTRODUÇÃO
69.  DESENVOLVIMENTO.
70.  Deficiência Intelectual: Etiologia de alguns casos clínicos.
71.  CAUSAS INFECCIOSAS.
72.  PERÍODO PRÉ-NATAL.
73.  PERÍODO POS NATAL.
74.  O Professor.
75.  CONSIDERAÇÕES FINAIS.
76.  RECOMENDAÇÕE REFLEXIVOS.
77.  BIOGRAFIA ESPECIAL I.
78.  BIOGRAFIA ESPECIAL II.
79.  OBRAS PARA A HUMANIDADE.
80.  Português:
81.  Inglês:
82.  ANEXO I
83.  A Máquina de Ensinar II – REFERÊNCIA DE PESQUISA ÁUDIO VISUAL..
84.  Skinner fala sobre à Maquina de Ensinar
85.  ENTREVISTA DO CIENTISTA ANTES DE FALECER.
86.  B.F. Skinner at the APA Annual Convention (8\10\1990) - Discurso de BF Skinner na convenção anual da American Psychological Association



Introdução.
No capítulo I me posiciono em relação ao termo DEFICIÊNCIA INTELECTUAL. Muito em voga na comunidade pedagógica. Posso está equivocado, mas, toda via, observo entre alguns o equivocado conceito de que não existe mais o termo deficiência mental, sendo este substituído pela expressão DI – ou Deficiência intelectual. Tive o prazer de ser aluno da ilustre Mestre Professora MARIA AUXILIADORA RODRIGUES PAIVA, do Instituto de Educação do Ceará, no CURSO DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, e afirmo que as ponderações da mestra me levam a uma reflexão mais profunda. Inspirado na douta educadora decide transcrever um capítulo nesse tomo destinado a conceituações técnicas que leva ao entendimento que ainda existem os termos: DEFICIÊNCIA MENTAL, como transtorno e distúrbio, e a Deficiência Intelectual como parte do processo de dificuldade de aprendizagem com ou sem comprometimento de outras funções no espectro do * córtex cerebral.
Atualizações semânticas na inclusão de pessoas.
Deficiência mental ou intelectual.
Doença ou transtorno mental.
À medida que o movimento inclusivo se espalha pelo mundo, palavras e conceituações mais apropriadas ao atual patamar de valorização dos seres humanos estão sendo incorporadas ao discurso dos ativistas de direitos, por exemplo, dos campos da deficiência e da saúde mental.  Consideremos, em primeiro lugar, a questão do vocábulo deficiência. Sem dúvida alguma, a tradução correta das palavras (respectivamente, em inglês e espanhol) "disability" e “discapacidad" para o português falado e escrito no Brasil deve ser deficiência. Esta palavra permanece no universo vocabular tanto do movimento das pessoas com deficiência como dos campos da reabilitação e da educação. Trata-se de uma realidade terminológica histórica. Ela denota uma condição da pessoa resultante de um impedimento (“impairment”, em inglês). Exemplos de impedimento: lesão no aparelho visual ou auditivo, falta de uma parte do corpo, déficit intelectual. O termo “impairment” pode, então, ser traduzido como impedimento, limitação, perda ou anormalidade numa parte (isto é, estrutura) do corpo humano ou numa função (isto é, funções fisiológicas) do corpo, de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Deficiência e Saúde (CIF), aprovada pela 54ª Assembléia da Organização Mundial da Saúde em 22 de maio de 2001. Segundo a CIF, as funções fisiológicas incluem funções mentais. O termo anormalidade é utilizado na CIF estritamente para se referir a uma variação significativa das normas estatísticas estabelecidas (isto é, como um desvio da média da população dentro de normas mensuradas) e ele deve ser utilizado somente neste sentido.  O conceito de deficiência não pode ser confundido com o de incapacidade, palavra que é uma tradução, também histórica, do termo "handicap". O conceito de incapacidade denota um estado negativo de funcionamento da pessoa, resultante do ambiente humano e físico inadequado ou inacessível, e não um tipo de condição. Exemplos: a incapacidade de uma pessoa cega para ler textos que não estejam em braile, a incapacidade de uma pessoa com baixa visão para ler textos impressos em letras miúdas, a incapacidade de uma pessoa em cadeira de rodas para subir degraus, a incapacidade de uma pessoa com deficiência intelectual para entender explicações conceituais, a incapacidade de uma pessoa surda para captar ruídos e falas. Configura-se, assim, a situação de desvantagem imposta às pessoas COM deficiência através daqueles fatores ambientais que não constituem barreiras para as pessoas SEM deficiência. Infelizmente para nós, que lutamos há décadas pelo uso de terminologias corretas, a acima referida CIF, em inglês ICF - International Classification of Functionality, Disability, and Health (www.who.int/icf/onlinebrowser/icf.cfm), foi oficialmente traduzida para o português como CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE (www.fsp.usp.br/~cbcd). A tradução é inconsistente, pois consta na capa o título “Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde” (no plural) e esse título aparece várias vezes no singular no corpo do documento. E o pior é que só é utilizada a palavra incapacidade toda vez que, no texto original, aparece o vocábulo “disability” (deficiência). Imaginemos o Brasil inteiro voltando agora, como 50 anos atrás, a falar e a escrever: "Quantos incapacitados existem no Brasil?", "As empresas estão contratando pessoas incapacitadas", "Que tipo de incapacidade seu filho tem?". A tradução espanhola está correta: CLASIFICACIÓN INTERNACIONAL DEL FUNCIONAMIENTO, DE LA DISCAPACIDAD Y DE LA SALUD. A questão do número. Formalmente, devemos manter a palavra deficiência no singular. Por exemplo: pessoas com deficiência visual (e não pessoas com deficiências visuais). Outro exemplo: pessoas com deficiência intelectual (e não pessoas com deficiências intelectuais). É importante flexionarmos no singular ao nos referirmos à deficiência e/ou ao tipo de deficiência, independentemente de, no idioma inglês, ser utilizado o plural ("persons with disabilities", "persons with intellectual disabilities") ou o singular ("persons with a disability", "persons with an intellectual disability"). Assim, é incorreto escrevermos, por exemplo: "Fulano tem deficiências intelectuais", "Sicrano é uma pessoa com deficiências físicas", "Beltrano é um aluno com deficiências visuais". Agora, um comentário sobre os vocábulos deficiência mental e deficiência intelectual. Ao longo da história, muitos conceitos existiram e a pessoa com esta deficiência já foi chamada, nos círculos acadêmicos, por vários nomes: oligofrênica; cretina; tonta; imbecil; idiota; débil profunda; criança subnormal; criança mentalmente anormal; mongolóide; criança atrasada; criança eterna; criança excepcional; retardada mental em nível dependente/custodial, treinável/adestrável ou educável; deficiente mental em nível leve, moderado, severo ou profundo (nível estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, 1968); criança com déficit intelectual; criança com necessidades especiais; criança especial etc. Mas, atualmente, quanto ao nome da condição, há uma tendência mundial (brasileira também) de se usar o termo deficiência intelectual, com o qual agora concordo por duas razões. A primeira razão tem a ver com o fenômeno propriamente dito. Ou seja, é mais apropriado o termo intelectual por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente e não ao funcionamento da mente como um todo. A segunda razão consiste em podermos melhor distinguir entre deficiência mental e doença mental, dois termos que têm gerado confusão há vários séculos. “O primeiro passo no estudo independente da condição da deficiência mental” ocorreu no início do século 19, quando se estabeleceu “a diferenciação entre a idiotia e a loucura” (Enicéia Mendes, in Vivência, n.18, 1996, p.17). Há cinco décadas, especialistas se preocupam em explicar a diferença que existe entre os fenômenos deficiência mental e doença mental (por exemplo: Laura Dittmann, 1959, p.5-6; Min. da Saúde e Bem-Estar Social do Canadá, in Lente, 1959, p.23-24; A.J.Malin, in J.Rehab. in Ásia, 1964, p.20; Taylor & Taylor, 1966, p.4; James Brussel, 1967, p.144; Roger Freeman, in Rehab.Literature, 1969, v.30, n.4, p.103-106; Secretary of State for Wales, 1971, p.3; Mental Handicap, 1980, p. 26; Henry Cobb & Peter Mittler, 1980, p.1-12; Marcelo Gomes, s/d, p.7). Pois são termos parecidos, que muita gente pensa significarem a mesma coisa. Então, em boa hora, vamos separar os dois construtos científicos. Também no campo da saúde mental (área psiquiátrica), está ocorrendo uma mudança terminológica significativa, que substitui o termo doença mental por transtorno mental. Permanece, sim, o adjetivo mental (o que é correto), mas o grande avanço científico foi a mudança para transtorno. Em 2001, o Governo Federal brasileiro publicou uma “lei sobre os direitos das pessoas com transtorno mental” (Lei Federal número 10.216, de 6/4/2001), na qual foi utilizada exclusivamente a expressão transtorno mental. Aqui também se aplica o critério do número: pessoa(s) com transtorno mental e não pessoa(s) com transtornos mentais, mesmo que existam várias formas de transtorno mental. Segundo especialistas, o transtorno mental pode ocorrer em 20% ou até 30% dos casos de deficiência intelectual (Marcelo Gomes, “O que é deficiência mental e o que se pode fazer?”, s/d, p.7), configurando-se aqui um exemplo de deficiência múltipla. Hoje em dia cada vez mais se está substituindo o adjetivo mental por intelectual. A Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde realizaram um evento (no qual o Brasil participou) em Montreal, Canadá, em outubro de 2004, evento esse que aprovou o documento DECLARAÇÃO DE MONTREAL SOBRE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL. Observe-se que o termo intelectual foi utilizado também em francês e inglês: Déclaration de Montreal sur la Déficiénce Intelectuelle, Montreal Declaration on Intellectual Disability). A expressão deficiência intelectual foi oficialmente utilizada já em 1995, quando a Organização das Nações Unidas (juntamente com The National Institute of Child Health and Human Development, The Joseph P. Kennedy, Jr. Foundation, e The 1995 Special Olympics World Games) realizou em Nova York o simpósio chamado INTELLECTUAL DISABILITY: PROGRAMS, POLICIES, AND PLANNING FOR THE FUTURE (Deficiência Intelectual: Programas, Políticas e Planejamento para o Futuro). A propósito, uma influente organização espanhola mudou seu nome, conforme notícia publicada em 2002: “Espanha - Resolução exige a substituição do termo deficiência mental por deficiência intelectual. A Confederação Espanhola para Pessoas com Deficiência Mental aprovou por unanimidade uma resolução substituindo a expressão “deficiência mental” por “deficiência intelectual”. Isto significa que agora a Confederação passa a ser chamada Confederação Espanhola para Pessoas com Deficiência Intelectual (Confederación Española de Organizaciones en favor de Personas con Discapacidad Intelectual).  Esta organização aprovou também o novo Plano Estratégico de quatro anos para melhorar a qualidade de vida, o apoio institucional e os esforços de inclusão para pessoas com deficiência intelectual” (in Digital Disnnet Press Agency, Digital Solidarity, n 535, Bogotá, 3/12/02).
Oligrofrenia.
Oligofrenia (do grego olígos = pouco; phrěn → phrenós = espírito, inteligência), designa a gama de casos onde há um déficit de inteligência, no ser humano, compondo a chamada tríade oligofrênica: debilidade, imbecilidade e idiotia. Organismos internacionais e Associações de pessoas com deficiência, como a APAE, UNICEF, têm recomendado a utilização de termos como "Portadores de Necessidades Especiais", "Excepcionais", entre outros – como comentei anteriormente, no lugar de expressões como Cretino, Idiota, Imbecil que, apesar de termos científicos oriundos do início da história da medicina, ao longo do tempo os referidos termos adquiriram um sentido conotativo de ofensa que dificulta sua inclusão social. Por outro lado sua utilização foi um grande avanço para época em substituição da crença de indivíduos amaldiçoados ou possuídos pelo demônio. A oligofrenia constitui os casos onde a capacidade cognitiva do indivíduo - medida pelo chamado Q.I. (sigla para Quociente de inteligência) - oscila dos graus zero a noventa. Tem-se como grau de normalidade intelectual os graus de 90 a 110 (com cerca de 68% da população), acima do qual encontram-se os indivíduos com desempenho intelectual acima da média da população. Sua manifestação é precoce: o bebê tem dificuldades para mamar, manifestações intempestivas e injustificáveis de gritos e choro, fisionomia apática, movimentos lentos e difíceis, considerável retardamento no aprendizado de caminhar e da fala - quando o consegue - e, mais tarde, a incapacidade de raciocínio. Há, também, o constante bom-humor e baixa imunidade. A incapacidade cognitiva da oligofrenia interessa ao Direito especialmente por seus efeitos nos seus dois grandes ramos: 1).Direito Civil - a oligofrenia é causa de incapacidade do indivíduo para gerir os atos da vida civil, podendo ensejar a tutela ou curatela, ou ainda a interdição. 2).Direito Penal - O oligofrênico não pode ser responsabilizado por seus atos. Tendo cometido algum delito, incorre na hipótese de inimputabilidade de pena. O autor recomenda a reflexão temática diante das várias posições clássicas apresentadas.
* Córtex Cerebral.
O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. O córtex humano tem 2-4mm de espessura, com uma área de 0,22m² (se fosse disposto num plano) e desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento. Em animais com capacidade cerebral mais desenvolvida, o córtex forma sulcos para aumentar a área de processamento neuronal, minimizando a necessidade de aumento de volume. É constituído por cerca de 20 bilhões de neurônios, que parecem organizados em agrupamentos chamados microcolunas. É formado por massa cinzenta e é responsável pela realização dos movimentos no corpo humano. O córtex é o local de representações simbólicas, o que ele recebe é processado e integrado, respondendo com uma ação. É a sede do entendimento, da razão, se não houvesse córtex não haveria: linguagem, percepção, emoção, cognição, memória. No Homem, o desenvolvimento do córtex permitiu o desenvolver da cultura que, por sua vez, foi servindo de estimulo ao desenvolvimento cortical.  Uma das maiores mudanças que ocorreu durante o curso da evolução na escala filogenética do sistema nervoso dos vertebrados foi o grande aumento em tamanho relativo dos hemisférios cerebrais. Este fato justifica-se porque o córtex cerebral desempenha um papel fundamental em numerosas atividades algumas das quais de alto nível, acontecendo no ser humano – como a linguagem e o pensamento abstrato. De um modo geral, o córtex cerebral desempenha várias funções, nomeadamente: Aspectos básicos da percepção, movimento e resposta adaptativa ao mundo exterior; Atividades de alto nível como a linguagem e o pensamento abstrato.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Cerebral_Cortex_location.jpg
O córtex cerebral não apresenta sempre a mesma estrutura.
Existem, pois três tipos de córtices:
Paleocórtex – está majoritariamente presente em áreas restritas da base do telencéfalo. Relacionado com o sistema olfativo.
Arquicórtex – está compreendido no hipocampo.
Neocórtex – quase toda a superfície do córtex cerebral é designada de neocórtex (o que apareceu mais tardiamente na escala filogenética);
Desenvolve-se interposto entre o arquicórtex e o paleocórtex e separam-se destes por zonas de transição cortical com estruturas intermédias (zonas de justalocortex). Alguns mamíferos apresentam o neocórtex relativamente pequeno, mas este se desenvolve muito nos primatas e representa na espécie humana cerca de 95% -  da área cortical. Esta expansão do neocórtex leva á rotação aparente dos hemisférios cerebrais em forma de C, com o paleocórtex e o arquicórtex a terminar nas duas pontas do C. Todas as áreas neocorticais no decurso do seu período de desenvolvimento apresentam uma organização estrutural em seis camadas. No entanto, no cérebro adulto esta estrutura em seis camadas vai sendo alterada em algumas áreas, pelo que se vão distinguir no córtex homogenético, córtices homotípicos e heterotípicos. Basicamente existem: Córtex homogenético ou isocórtex – córtex inicial e áreas do córtex adulto que mantêm ainda as seis camadas. Cortex heterogenético ou alocórtex – O paleocórtex e o arquicórtex nunca apresentam estas camadas.
Ficheiro:Cerebral Cortex 10.5mm.jpg

Tipos de Células.

Células piramidais: As células piramidais são as células que se apresentam em maior número no neocórtex. O seu diâmetro pode variar muito (de 10 micrómetros a 70 ou até mesmo 100 micrómetros – células piramidais gigantes de Betz do córtex motor). Estas células apresentam um corpo celular da forma cônica do qual saem numerosos dendritos ricos em espinhas, entre elas umdendrito apical, muito longa e que abandona o corpo celular para ascender verticalmente pela superfície cortical, denominando-se os restantes dendritos de dendritos basais que emergem de perto da base da célula e se espalham horizontalmente. De notar que após o nascimento verifica-se um crescimento acentuado da árvore dendrítica e o aumento das espinhas dendríticas. O seu axónio é longo atingindo outras áreas corticais ou até mesmo áreas subcorticais, e utilizam como neuromediador o glutamato (ou o aspartato) – são por isso excitatórias.  Células não piramidais: as restantes células presentes no córtex cerebral são designadas coletivamente de células não piramidais e podem ser: células estreladas (ou granulares) – são multipolares. Com algumas exceções, as células não piramidais apresentam axônios curtos e que permanecem no córtex (interneurónios). Algumas recebem inputs excitatórios do tálamo, mas a sua maioria possui eferências inibitórias que utiliza como neuromediador o GABA.  Deste modo as células piramidais são o principal output do cérebro e as não piramidais os principais interneurônios.
Outros tipos de células:
Células em cesto do córtex – estendem-se no plano horizontal, cujo axônio é curto e vertical e se divide em diversos colaterais horizontais. Fazem sinapse com os corpos celulares e dendritos das células piramidais;
Células em candelabro – os seus terminais axônicos apresentam-se dispostos verticalmente (área de sombra é vertical), o que pronuncia o arranjo colunar do córtex;
Células de Martinotti – existem na maioria das lâminas, sendo pequenas, multipolares, com campos dendríticos localizados e axônios longos (células pequenas cujos axônios se estendem da lamina VI  à lamina I);
Células fusiformes;
Células neurogligormes;

MAPEAMENTO CEREBRAL
No mapeamento cerebral, entre um deles, encontra-se um que é muito comumente usado foi o concebido por Brodmann, que dividiu o córtex cerebral em 47 áreas. Os limites entre muitas destas áreas não são precisos, e também não se verifica uma relação funcional e anatômica tão precisa como seria inicialmente esperado. No entanto, muitas das áreas descritas por Brodmann correspondem de fato a áreas funcionalmente bem definidas. É de referir também, que apesar de cada ser humano ter a mesma quantidade de massa cerebral relativa, a verdade é que existem muitas variações no tamanho das áreas de indivíduo para indivíduo.
JAMES WILLIS(1980).
Antes de avançar em pormenores com fins de justificar conceitos “a” ou e “b”, trago a lume a visão do doutrinador JAMES WILLIS(1980) do KING’s College Hospital, Londres, UK, que chama a atenção nos termos...
(...) Terminologia Psiquiátrica – “do modo como examinamos e descrevemos o estado mental, eis uma lista de termos psiquiátricos comumente usados: ansiedade; depressão; demência; delirium; despersonalização; desrealização; delírio (**); idéias deliróides; fuga de idéias; alucinações; hipocondria; ilusão; idéias de referência; neurose; psicose; maneirismo; obsessões; paranóide; sensações de passividade; esquizofrenia; distúrbios esquizofrênicos do pensamento”... Etc.
Para os médicos psiquiatras que tem acesso ao presente trabalho, um alerta, os conceitos aqui citados, como referência no mestre JAMES WILLIS tem como citação um período anterior ao DSM IV. Na prática da clínica médica se encontra divergências doutrinárias, mais no aspecto didático considero necessário como uma citação de investigação conceitual. Ainda no capítulo I senti a necessidade de assumir uma postura na indicação de recomendações em relação a procedimentos psicopedagógicos por conta da minha atuação (autor) como Diretor em uma instituição que cuida de cidadãos portadores de deficiência intelectual, distúrbios e transtornos mentais.
Reflexões conceituais.
Delirium x Delírio (**).
Neck stiffness.jpg
Delirium – Classificação. Homem com delirium por infecção severa da meninge. CID-10. F05. CID-9.  293.0. Diseases - DB 29284 - MeSH    D003693. Classificação internacional de doenças –CDI. O DATASUS disponibiliza o programa PESQCID, que permite a partir de um nome, parte do nome ou código, localizar as informações sobre a CID. Este programa está disponível para download na página do DATASUS www.datasus.gov.br clique em Sistemas e Aplicativos , depois em Cadastros Nacionais ,depois CID10 e por último em Aplicações, ou visite o sítio do CID-10  -
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=040203/v2008/cid10.htm - Diseases Database é um website gratuito que fornece informações sobre as relações entre doenças, sintomas e medicamentos. http://www.diseasesdatabase.com/  -  Medical Subject Headings (MeSH) é um amplo vocabulário controlado para publicações de artigos e livros na ciência.  http://www.nlm.nih.gov/mesh/
Delirium. Prejuízo Cognitivo.
O Delirium ou Estado de confusão mental foi descrito por Hipócrates por volta de 460-366 a.C., sendo um dos primeiros transtornos neurológicos conhecidos. O termo delirium deriva do latim 'delirare', que significa "estar fora do lugar", mas é usado atualmente com o sentido de "estar confuso, distorcendo a realidade, fora de si". Recomendo a referência: WACKER, Priscilla; NUNES, Paula V. and FORLENZA, Orestes V.. Delirium: uma perspectiva histórica. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2005, vol.32, n.3 [cited 2011-06-29], pp. 97-103 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832005000300001&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0101-6083. doi: 10.1590/S0101-60832005000300001.
O 'delirium' é uma síndrome neurocomportamental, causada pelo comprometimento transitório da atividade cerebral, obrigatoriamente em função de distúrbios sistêmicos. O prejuízo cognitivo decorre da quebra da homeostase (equilíbrio/bom funcionamento) do cérebro e da desorganização da atividade neural. O início é geralmente agudo, variando de algumas horas até poucos dias. Geralmente o paciente em delirium apresenta sonolência diurna e agitação noturna, causando prejuízos a seu ciclo saudável de sono. Os principais sintomas são:
Alterações da consciência e da atenção; Déficits cognitivos específicos (desorientação temporoespacial, comprometimento da memória, do pensamento e do juízo); Alterações da sensopercepção (distorções ou ilusões visuais, auditivas etc.); Perturbações da psicomotricidade (letargia, movimentos desorganizados); Distúrbios do comportamento e do humor (apatia, irritabilidade, ansiedade ou euforia). Inversão do ciclo de sono-vigília (sonolência de dia, insônia a noite). É comum que a pessoa com delirium tenha uma fala desconexa ou pouco coerente, gemidos de dor e pouca lucidez. Em delirium longos é comum ocorrerem variações na intensidade dos sintomas e períodos de maior e menor lucidez.
Estima-se que nas práticas clínica e cirúrgica, o diagnóstico correto de delirium só é feito em cerca de 30% a 50% dos pacientes. Portanto é difícil avaliar a real prevalência do delirium.  Dentre os idosos admitidos em serviços de emergência, estima-se que cerca de aproximadamente entre 25% a 60% apresentem delirium em algum momento. Sendo assim, trata-se de um dos sintomas mais comuns em idosos hospitalizados. Está associado à maior taxa de morbimortalidade e mais apresentação de sinais de deterioração física, com mais complicações pós-cirúrgicas, registra-se no sentido de maiores taxas de admissão em Unidade de Terapia Intensiva(UTI), com maior tempo de permanência hospitalar e maiores índices de institucionalização após a alta. Em um estudo com 325 idosos na UTI de um hospital, 44% dos que tiveram delirium eventualmente foram re-institucionalizados, 10% dos que tiveram sintomas de delirium e nenhum entre os que não apresentaram sintomas. Portanto, esse diagnóstico não deveria ser subestimado. Trata-se de um importante preditor de complicações, fundamental para formular um prognóstico adequado. No plano da teleologia bioneuropsicológico existem inúmeras possíveis causas, sendo as mais comuns:
1.      Problemas neurológicos ou endócrinos (demência, problemas da tireóide, AVC);
2.      Infecções em estados avançados (pneumonia, meningite);
3.      Efeitos de drogas anticolinérgicos, anticonvulsivantes ou outros depressores do sistema nervoso central como benzodiazepínicos e opiáceos;
4.      Efeito de alguns medicamentos que atuam no GABA, serotonina ou na dopamina;
5.      Intoxicação, inclusive por reação adversa a medicamentos;
6.      Traumatismo craniano;
7.      Passar mais de 24h sem dormir;
8.      Síndrome de abstinência de certas drogas ou medicamentos;
9.      Pressão intracraniana alterada;
10.  Hipoglicemia;
As classificações. DSM-IV.
O DSM-IV apresenta como critérios diagnósticos para delirium a seguinte ordem:
A. Perturbação da consciência (isto é, redução da clareza da consciência em relação ao ambiente), com redução da capacidade de direcionar, focalizar, manter ou deslocar a atenção.
B. Uma alteração na cognição (tal como déficit de memória, desorientação, perturbação da linguagem) ou desenvolvimento de perturbação da percepção que não é mais bem explicada por demência preexistente, estabelecida ou em evolução.
C. A perturbação desenvolve-se ao longo de curto período de tempo (em geral de horas a dias), com tendência a flutuações no decorrer do dia.
D. Existem evidências, a partir da história, exames físicos ou achados laboratoriais de que a perturbação é causada por conseqüências fisiológicas diretas de condição médica geral.
DSM-IV. - Uma atenção especial para a nota direcionada para a codificação - PRIMEIRA: se o delirium está associado a uma demência preexistente do tipo Alzheimer ou Demência vascular, deve-se codificar o delirium apenas como subtipo apropriado de demência. Por exemplo: 290.3. Demência - do tipo Alzheimer, com início tardio, com delirium.
DSM-IV. - Uma atenção especial para a nota direcionada para a codificação - SEGUNDA: incluir o nome da condição médica geral no eixo I (Transtornos psiquiátricos clínicos), por exemplo, 293.0 delirium devido à encefalopatia hepática; codificar também a condição médica geral no eixo III (Condições médicas agudas ou doenças físicas).
As classificações. CID-10.
O CID-10 apresenta como critérios diagnósticos para delirium a seguinte ordem:
A. Comprometimento da consciência e atenção (em continuum de obnubilação ao coma; capacidade reduzida para dirigir, focar, sustentar e mudar a atenção);

B. Perturbação global da cognição (distorções perceptivas, ilusões e alucinações mais freqüentemente visuais; comprometimento do pensamento abstrato e compreensão, com ou sem delírios transitórios, mas tipicamente com algum grau de incoerência, comprometimento das memórias imediata e recente, mas com a memória remota relativamente intacta; desorientação temporal, assim como, em casos mais graves, espacial e pessoal);

C. Perturbações psicomotoras (hipoatividade ou hiperatividade e mudanças imprevisíveis de uma para outra; tempo de reação aumentado; aumento ou diminuição do fluxo da fala; intensificação da reação de susto);

D. Perturbação do ciclo sono vigília (insônia ou, em casos graves, perda total do sono ou reversão do ciclo sono vigília; sonolência diurna; piora noturna dos sintomas; sonhos perturbadores ou pesadelos, os quais podem continuar como alucinação após o despertar);

E. Perturbações emocionais, por exemplo, depressão, ansiedade ou medo, irritabilidade, euforia, apatia ou perplexidade abismada. O início é usualmente rápido, o curso flutuante ao correr do dia e a duração total da condição menor que seis meses.

O quadro clínico é tão característico que o diagnóstico pode ser feito mesmo que a causa subjacente não esteja completamente esclarecida. Inclui-se ainda:

Síndrome cerebral aguda;
Estado confusional agudo (não-alcoólico);
Psicose infecciosa aguda;
Reação orgânica aguda;
Síndrome psicorgânica aguda.

Delírio.

Em português o conceito de delírio se aproxima do mesmo significado de delirium. Porém como nos ensina JAMES WILLIS, J. Wolpe, A. Horden e H. EYSENCK, tecnicamente assumem características difusas com diferenciais. Um delírio (às vezes denominado desilusão) é caracterizado por crenças mal fundamentadas fortemente enraizadas na vida de uma pessoa e que causem prejuízo significativo para si mesmo ou para outros. É um sintoma comum em transtornos psicóticos, mas também pode ocorrer sozinho como um transtorno delirante persistente (CID-10: F22). Podem ser classificados como delírios persecutórios, delírios de grandeza, ciúme patológico, delírios somatoformes, delírios amorosos ou um misto desses. Delírios ocorrem tipicamente no contexto de doenças mentais ou neurológicas, embora não estejam ligados a qualquer moléstia em particular e tenham sido encontradas no contexto de muitos estados patológicos (tanto físicos quanto mentais). Todavia, elas são de particular importância no diagnóstico de desordens psicóticas e particularmente na esquizofrenia.  Talvez o caso mais emblemático de um quadro de delírio na história da humanidade é a de Julio César que  ficou famoso por seu delírio de grandeza.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ee/C%C3%A4sar.jpg/220px-C%C3%A4sar.jpgEmbora conceitos não-específicos de loucura estejam em circulação há vários milhares de anos, o psiquiatra e filósofo Karl Jaspers foi o primeiro a definir os três critérios principais para que uma crença seja considerada delirante, em seu livro General Psychopathology: Certeza (mantida com absoluta convicção); Incorrigibilidade (não passível de mudança por força de contra-argumentação ou prova em contrário); Impossibilidade ou falsidade do conteúdo (implausível, bizarro ou patentemente inverídico). Estes critérios ainda sobrevivem no diagnóstico da psiquiatria moderna. Na edição mais atual do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, o delírio (juízo) é definido como: "Uma falsa crença baseada em inferência incorreta sobre a realidade externa que é sustentada com firmeza apesar das crenças da quase totalidade das pessoas e apesar do que se constitui em prova incontroversa e óbvia de evidência em contrário. A crença não é aceita ordinariamente pelos outros membros da cultura ou subcultura da pessoa (por exemplo, não é uma questão de fé religiosa)"
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e4/Yakunchikova_Fear.jpg/220px-Yakunchikova_Fear.jpgEm delírios de perseguição a pessoa se sente constantemente perseguida por entidades perigosas e por isso tem dificuldade em descansar adequadamente. Caso esse medo seja fundamentado trata-se de um transtorno de ansiedade (Ex: medo de ladrões e estupradores em áreas perigosas) e caso seja mal-fundamentado trata-se provavelmente de psicose (Ex: medo de demônios, alienígenas, fantasmas... etc). A definição moderna e os critérios originais de Jaspers têm sido objeto de críticas, posto que contra-exemplos podem ser encontrados para cada característica definida. Estudos em pacientes psiquiátricos têm mostrado que os delírios podem variar em intensidade e convicção através do tempo, o que sugere que certeza e incorrigibilidade não são componentes necessários de uma crença delirante. Delírios não têm necessariamente de ser falsos ou ter "inferência incorreta sobre a realidade externa".Algumas crenças religiosas ou espirituais (tais como "eu acredito na existência de Deus"), incluindo aquelas diagnosticadas como delirantes, podem não ser falsificáveis por sua natureza, e portanto não podem ser descritas como falsas ou incorretas. Em outras situações, o delírio pode se revelar uma crença real. Por exemplo, o ciúme delirante, onde uma pessoa acredita que seu companheiro está sendo infiel (e pode mesmo segui-lo até o banheiro, acreditando que ele vai ver a amante até nessas mínimas ausências), pode resultar no companheiro fiel ser levado à infidelidade pela tensão constante e sem motivo causado nele pela esposa delirante. Neste caso, o delírio não deixa de ser delírio pelo fato do conteúdo ter-se revelado posteriormente como verdadeiro.
Características e classificação dos delírios.
Resistência e irredutibilidade perante a lógica e à experiência; Tendência a crescer e a difundir-se por toda a consciência, tornando-se o centro de gravitação da vida do indivíduo; Falta de consciência da perturbação.  Podem ser classificados em primários (que aparecem de forma espontânea) ou secundários (compreende-se o conteúdo do delírio a partir da história pessoal do doente). Por exemplo, uma mulher que não aceita que seu marido a abandonou pode desenvolver a idéia delirante de que ele morreu. Quanto à estrutura podem ser classificados em delírios simples (uma só classe de conteúdos delirantes) ou complexos e ainda em sistematizados ou não sistematizados (se existe ou não uma interpretação global e alteração global do comportamento do doente em função dos delírios). Também podem ser classificados quanto ao conteúdo ( o tema sobre o qual o indivíduo delira). Os mais comuns são os seguintes:
1 - Delírio de Perseguição, o mais comum de todos. O doente percebe o ambiente como hostil, acredita ser perseguido por pessoas ou entidades que o querem prejudicar, ferir ou mesmo matar. Este delírio, por vezes muito elaborado, é característico, embora não exclusivo, da Psicose Esquizofrênica e Psicose em estágio paranóico;
2 - Delírio de Influência, freqüentemente associado ao delírio persecutório, é uma evolução mais grave já que significa destruição maciça da lógica do doente. O doente crê que as suas atividades e o seu corpo, pensamentos, etc, são influenciados por forças ocultas (espíritos, microchips, astros, etc);
3 - Delírio de Hipocôndrio, o doente queixa-se de preocupações e sintomas somáticos sem nenhuma causa orgânica;
4 - Delírio Melancólico, esse delírio também conhecido como ruína é freqüente na depressão nervosa psicótica. O doente crê-se ameaçado por acontecimentos irremediáveis e que nada pode fazer para evitar a ruína ou catástrofe;
5 - Delírio de Grandeza, o doente sente-se rico, poderoso, cheio de vigor e possibilidades. Apresenta-se generoso para quem aceita seu delírio, mas pode tornar-se violento para aqueles que o contrariam;
6 - Delírio de Ciúme,  é o mais freqüente dos delírios passionais. O doente, por temer uma infidelidade conjugal, cria uma série de racionalizações que o levam para idéias mórbidas de ciúme. Pode constituir situações de grande periculosidade (agressividade e até homicídio), sobretudo em doentes alcoólicos.
Podemos elencar um conjunto de outros exemplos, polis existem outros tipos de delírios: messiânico, de auto-relacionação, reformador, invenção, etc. As idéias delirantes isoladas, fragmentárias, surgem em grande número de situações, por exemplo, nas patologias demenciais, em estados confusionais de origem orgânica e em situações de uso de substâncias psicotrópicas. O delírio, ou conjunto de idéias delirantes, obriga com freqüência ao recurso a meios especializados e mesmo ao internamento psiquiátrico. Apesar de ainda não ser bem conhecida a etiologia bioquímica do delírio existem medicamentos que controlam eficazmente e na maioria dos casos este sintoma.
Enquadrando no CID-10.
Outra dificuldade com o diagnóstico de delírios é que quase todas as características citadas no parágrafo anterior podem ser encontradas em crenças "normais". Muitas crenças religiosas contêm exatamente as mesmas características, embora não sejam universalmente consideradas delirantes. De modo semelhante, como Thomas Kuhn demonstrou em The Structure of Scientific Revolutions (seu livro pioneiro sobre a história e sociologia da ciência), cientistas podem manter fortes crenças fixas em teorias científicas apesar de consideráveis evidências em contrário quanto a sua validade. Estes fatores levaram o psiquiatra Anthony David notar que "não há uma definição aceitável (em vez de aceita) do que seja delírio". a prática, psiquiatras tendem a diagnosticar uma crença como delirante se ela é ou patentemente bizarra, causando sofrimento significativo, ou preocupa excessivamente o paciente, especialmente se a pessoa não se deixa influenciar subseqüentemente por contra-evidências ou argumentos razoáveis. O pensamento constitui a função da nossa atividade psicológica capaz de orientar e integrar as representações (imagens), bem como os demais dados elaborados pelo conhecimento (idéias) em juízos e em conceitos (concretos ou abstratos). No delírio, os mecanismos associativos do indivíduo desviam-se da realidade ou da lógica, podendo conduzir a juízos e raciocínios anormais e à produção de alucinações, percepções e idéias delirantes - ou seja, conteúdos irreais que se impõem a este indivíduo com uma convicção inabalável.  Emil Kraepelin definia no seu tratado de psiquiatria que "a idéia delirante é uma representação morbidamente falseada, cuja demonstração não se pode comprovar". Esta idéia, ou conjunto de idéias, não é acessível ao raciocínio e argumentação lógica nem é modificada pelo confronto com a realidade.
Distúrbio delirante no CID-10.

F22 DISTÚRBIOS DELIRANTES PERSISTENTES.
F22.0 - Distúrbio Delirante.
A. A presença de um delírio ou de um conjunto de delírios relacionados a outros além dos listados como tipicamente esquizofrênicos sob F20G1.1b ou d (ou seja, delírios que são completamente impossíveis ou culturalmente inapropriados). Os exemplos mais comuns são delírios persecutórios, megalomaníacos, hipocondríacos, de ciúme ou eróticos;
B. O(s) delírio(s) em “A” deve estar presente durante pelo menos três meses.
C. Os critérios gerais para esquizofrenia (F20.0 - F20.3) não são preenchidos;
D. Alucinações persistentes em qualquer modalidade não devem estar presentes (porém alucinações auditivas transitórias ou ocasionais que não estejam na terceira pessoa ou fazendo um comentário corrido podem estar presentes).
E. Se sintomas afetivos encontram-se presentes durante uma parte do episódio, os delírios devem persistir sem mudanças em relação ao conteúdo, na ausência de sintomas de humor;
F. Critérios de exclusão mais comumente usados: Não deve haver nenhuma evidência de doença cerebral primária ou secundária conforme listado sob F0 ou um distúrbio psicótico devido a uso de substância psicoativa;



Especificação para possíveis subtipos.
Os tipos seguintes podem ser especificados, caso se deseje: tipo persecutório; tipo litigioso; tipo auto-referencial; tipo megalomaníaco; tipo hipocondríaco (somático); tipo ciumento; tipo erotomaníaco.
F22.8 - Outros distúrbios delirantes persistentes.
Esta é uma categoria residual para distúrbios delirantes persistentes que não preenchem os critérios para distúrbios delirantes (F22.0). Distúrbios, nos quais delírios são acompanhados por vozes alucinatórias persistentes ou por sintomas esquizofrênicos insuficientes para satisfazer critérios para esquizofrenia, deveriam ser codificados aqui. Distúrbios delirantes com duração inferior a três meses deveriam, no entanto, ser codificados, pelo menos temporariamente, em F23.
F22.9 - Distúrbio Delirante Persistente, não especificado.
F24 DISTÚRBIO DELIRANTE INDUZIDO.
A. O indivíduo deve desenvolver um delírio ou sistema delirante originalmente desenvolvido por alguém mais, com um distúrbio classificado em F20-F23
B. As duas pessoas devem ter um relacionamento muito próximo e estar relativamente isoladas.
C. O indivíduo não deve ter mantido a crença em questão antes do contato com a outra pessoa e não deve ter sofrido de nenhum outro distúrbio classificado em F20-F23 no passado.
Delírio, Delirium e Delirium tremens.
“O delirium tremens é uma forma grave de abstinência do álcool que envolve súbitas e graves alterações no sistema nervoso ou mental”.
Todos se referem a transtornos do pensamento, porém os delírios envolvem crenças distorcidas sem prejuízo na inteligência, enquanto delirium envolve distúrbios cognitivos em função de um problema orgânico. Delírio envolve crenças mal fundamentadas, que a pessoa resiste a qualquer argumentação lógica e que causa sérios prejuízos na vida social do indivíduo. Exemplos: Delírio de grandeza, delírio de perseguição, ciúme patológico... Delirium se refere a uma confusão mental aguda e importante fator diagnóstico de transtorno orgânico. Exemplo: Após passar dias sem dormir Salvador Dali relatava ver objetos sólidos escorrendo e alucinações que inspiravam suas pinturas. Um exemplo mais comum é não conseguir raciocinar adequadamente, se sentir desorientado, confuso, lento e apático diante de uma infecção muito séria. Delirium tremens é um tipo de delirium específico da Síndrome de abstinência de drogas como álcool, maconha, cocaína ou medicamentos depressores do sistema nervoso central. Envolve confusão mental, muita ansiedade, euforia, rápidas variações de humor, distúrbios do sono e convulsões.
CID-10 Capítulo V: Transtornos mentais e comportamentais.
Capítulo
Códigos
Título
I
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
II
Neoplasmas (tumores)
III
Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários
IV
Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas
V
Transtornos mentais e comportamentais
VI
Doenças do sistema nervoso
VII
Doenças do olho e anexos
VIII
Doenças do ouvido e da apófise mastóide
IX
Doenças do aparelho circulatório
X
Doenças do aparelho respiratório
XI
Doenças do aparelho digestivo
XII
Doenças da pele e do tecido subcutâneo
XIII
Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo
XIV
Doenças do aparelho geniturinário
XV
Gravidez, parto e puerpério
XVI
Algumas afecções originadas no período perinatal
XVII
Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas
XVIII
Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte
XIX
Lesões, envenenamentos e algumas outras conseqüências de causas externas
XX
Causas externas de morbidade e de mortalidade
XXI
Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde
XXII
Códigos para propósitos especiais
A Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados a Saúde é a última de uma série que se iniciou em 1893 como a Classificação de Bertillon ou Lista Internacional de Causas de Morte. Uma revisão completa dos antecedentes históricos da classificação é apresentada no Volume 02. Ainda que o título tenha sido alterado visando tornar mais claro o conteúdo e a finalidade bem como refletir a extensão progressiva da abrangência da classificação além de doenças e lesões, permanece mantida a familiar abreviatura CID. Quando da atualização da classificação, as afecções foram agrupadas de forma a torná-las mais adequadas aos objetivos de estudos epidemiológicos gerais e para a avaliação de assistência à saúde. O capítulo V corresponde aos Transtornos mentais e comportamentais.  A versão de 2007 - corresponde aos Transtornos mentais e comportamental do CID está disponível em: 
A versão Online com Busca rápida está disponível em: http://www.cid10.com.br.
ANEXOS ANALÍTICO/INTERPRETATIVO/COGNIÇÃO DISCENCIAL.
1 F00-F99 - Transtornos Mentais e do Comportamento;
1.1 (F00-F09) Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos;
1.2 (F10-F19) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa;
1.3 (F20-F29) Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes;
1.4 (F30-F39) Transtornos do humor [afetivos];
1.5 (F40-F48) Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o estresse e transtornos somatoformes;
1.6 (F50-F59) Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos;
1.7 (F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto;
1.8 (F70-F79) Retardo mental;
1.9 (F80-F89) Transtornos do desenvolvimento psicológico;
1.10 (F90-F98) Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência;
1.11 (F99) Transtorno mental não especificado.

F00-F99 - Transtornos Mentais e do Comportamento.

(F00-F09) Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos;
(F00) Demência na doença de Alzheimer;
(F01) Demência vascular;
(F01.1) Demência por infartos múltiplos;
(F02) Demência em outras doenças classificadas em outra parte;
(F02.0) Demência da doença de Pick;
(F02.1) Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob;
(F02.2) Demência na doença de Huntington;
(F02.3) Demência na doença de Parkinson;
(F02.4) Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV);
(F03) Demência não especificada;
(F04) Síndrome amnésica orgânica não induzida pelo álcool ou por outras substâncias psicoativas;
(F05) Delirium não induzido pelo álcool ou por outras substâncias psicoativas;
(F06) Outros transtornos mentais devidos a lesão e disfunção cerebral e a doença física;
(F07) Transtornos de personalidade e do comportamento devidos a doença, a lesão e a disfunção cerebral;
(F09) Transtorno mental orgânico ou sintomático não especificado.

(F10-F19) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa.

As subdivisões seguintes de quarto caractere devem ser usadas com as categorias F10-F19:
(F1x.0) Intoxicação aguda;
(F1x.1) Uso nocivo para a saúde;
(F1x.2) Síndrome de dependência;
(F1x.3) Síndrome de abstinência;
(F1x.4) Síndrome de abstinência com delirium;
(F1x.5) Transtorno psicótico;
(F1x.6) Síndrome amnésica;
(F1x.7) Transtorno psicótico residual ou de instalação tardia;
(F1x.8) Outros transtornos mentais ou comportamentais;
(F1x.9) Transtorno mental ou comportamental não especificado;
(F10) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool;
(F11) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de opiáceos;
(F12) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de canabinóides;
(F13) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de sedativos e hipnóticos;
(F14) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso da cocaína;
(F15) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de outros estimulantes, inclusive a cafeína;
(F16) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de alucinógenos;
(F17) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de fumo;
(F18) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de solventes voláteis;
(F19) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas.
(F20-F29) Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes.
1.                         (F20) Esquizofrenia.
                                                                                      i.      (F20.0) Esquizofrenia paranóide;
                                                                                    ii.      (F20.1) Esquizofrenia hebefrênica;
                                                                                  iii.      (F20.2) Esquizofrenia catatônica;
                                                                                  iv.      (F20.3) Esquizofrenia indiferenciada;
                                                                                    v.      (F20.4) Depressão pós-esquizofrênica;
                                                                                  vi.      (F20.5) Esquizofrenia residual;
                                                                                vii.      (F20.6) Esquizofrenia simples;
                                                                              viii.      (F20.8) Outras esquizofrenias;
                                                                                  ix.      (F20.9) Esquizofrenia não especificada;
2.                         (F21) Transtorno esquizotípico;
3.                         (F22) Transtornos delirantes persistentes;
                                                                                      i.      (F22.0) Transtorno delirante;
4.                         (F23) Transtornos psicóticos agudos e transitórios;
                                                                                      i.      (F23.0) Transtorno psicótico agudo polimorfo, sem sintomas esquizofrênicos;
                                                                                    ii.      (F23.1) Transtorno psicótico agudo polimorfo, com sintomas esquizofrênicos;
                                                                                  iii.      (F23.2) Transtorno psicótico agudo de tipo esquizofrênico (schizophrenia-like);
                                                                                  iv.      (F23.3) Outros transtornos psicóticos agudos, essencialmente delirantes;
                                                                                    v.      (F23.8) Outros transtornos psicóticos agudos e transitórios;
                                                                                  vi.      (F23.9) Transtorno psicótico agudo e transitório não especificado;
5.                         (F24) Transtorno delirante induzido;
                                                                                      i.      Folie à deux;
6.                         (F25) Transtornos esquizoafetivos;
                                                                                      i.      (F25.0) Transtorno esquizoafetivo do tipo maníaco;
                                                                                    ii.      (F25.1) Transtorno esquizoafetivo do tipo depressivo;
                                                                                  iii.      (F25.2) Transtorno esquizoafetivo do tipo misto;
                                                                                  iv.      (F25.8) Outros transtornos esquizoafetivos;
                                                                                    v.      (F25.9) Transtorno esquizoafetivo não especificado;
7. (F28) Outros transtornos psicóticos não-orgânicos;
8. (F29) Psicose não-orgânica não especificada.

(F30-F39) Transtornos do humor (afetivos).

1.                         (F30) Episódio maníaco;
2.                         (F30.0) Hipomania;
3.                         (F31) Transtorno afetivo bipolar;
4.                         (F32) Episódios depressivos;
5.                         (F33) Transtorno depressivo recorrente;
6.                         (F34) Transtornos de humor [afetivos] persistentes;
7.                         (F34.0) Ciclotimia;
8.                         (F34.1) Distimia;
9.                         (F38) Outros transtornos do humor [afetivos];
10.                     (F39) Transtorno do humor [afetivo] não especificado.

(F40-F48) Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o estresse e transtornos somatoformes.

(F40) Transtornos fóbico-ansiosos;
(F40.0) Agorafobia;
(F40.1) Fobia social;
(F40.2) Fobia específica;
(F41) Outros transtornos ansiosos;
(F41.0) Transtorno do pânico [ansiedade paroxística episódica];
(F41.1) Transtorno de ansiedade generalizada;
(F42) Transtorno obsessivo-compulsivo;
(F43) Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação;
(F43.0) Reação aguda ao estresse;
(F43.1) Estado de “stress” pós-traumático;
(F43.2) Transtorno de adaptação;
(F44) Transtornos dissociativos [de conversão];
(F44.0) Amnésia dissociativa;
(F44.1) Fuga dissociativa;
(F44.2) Estupor dissociativo;
(F44.3) Transtornos de transe e possessão;
(F44.4) Transtornos dissociativos do movimento;
(F44.5) Convulsões dissociativas;
(F44.6) Anestesia e perda sensorial dissociativas;
(F44.6) Transtorno dissociativo misto [de conversão];
(F45) Transtornos somatoformes;
(F45.0) Transtorno de somatização;
(F48) Outros transtornos neuróticos;
(F48.0) Neurastenia.

(F50-F59) Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas.

(F50) Transtornos da alimentação;
(F50.0) Anorexia nervosa;
(F50.2) Bulimia nervosa;
(F51) Transtornos não-orgânicos do sono devidos a fatores emocionais;
(F51.0) Insônia não-orgânica;
(F51.1) Hipersonia não-orgânica;
(F51.2) Transtorno do ciclo vigília-sono devido a fatores não-orgânicos;
(F51.3) Sonambulismo;
(F51.4) Terrores noturnos;
(F51.5) Pesadelos;
(F52) Disfunção sexual, não causada por transtorno ou doença orgânica;
(F52.0) Ausência ou perda do desejo sexual;
(F52.1) Aversão sexual e ausência de prazer sexual;
(F52.2) Falha de resposta genital (Impotência psicogênica);
(F52.3) Disfunção orgásmica (Anorgasmia psicogênica);
(F52.4) Ejaculação precoce;
(F52.5) Vaginismo não-orgânico;
(F52.6) Dispareunia não-orgânica;
(F52.7) Apetite sexual excessivo (Ninfomania para mulheres, Satiríase para homens);
(F53) Transtornos mentais e comportamentais associados ao puerpério, não classificados em outra parte;
(F53.0) Transtornos mentais e comportamentais leves associados ao puerpério não classificados em outra parte;
Depressão pós-parto SOE;
Depressão puerperal SOE;
(F53.1) Transtornos mentais e comportamentais graves associados ao puerpério não classificados em outra parte;
Psicose puerperal SOE;
(F54) Fatores psicológicos ou comportamentais associados a doença ou a transtornos classificados em outra parte;
(F55) Abuso de substâncias que não produzem dependência;
(F59) Síndromes comportamentais associados a transtornos das funções fisiológicas e a fatores físicos, não especificados;

(F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto.

(F60) Transtorno de personalidade específico;
(F60.0) Transtorno de personalidade paranóide;
(F60.1) Transtorno de personalidade esquizóide;
(F60.2) Transtorno de personalidade dissocial (sociopatia);
Transtorno de personalidade anti-social;
(F60.3) Transtorno de personalidade emocionalmente instável
Transtorno de personalidade limítrofe;
(F60.4) Transtorno de personalidade histriônica;
(F60.5) Transtorno de personalidade anancástica
Transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva;
(F60.6) Transtorno de personalidade esquiva;
(F60.7) Transtorno de personalidade dependente;
(F60.8) Outros Transtorno de personalidade específico;
Transtorno de personalidade narcisista;
Transtorno de personalidade passivo-agressiva;
(F60.9) Transtorno de personalidade, inespecífico;
(F61) Misto e outros transtorno de personalidade;
(F62) Troca de personalidade permanente, não atribuível a danos cerebrais e enfermidades;
(F63) Transtornos dos hábitos e dos impulsos;
(F63.0) Jogo patológico;
(F63.1) Piromania;
(F63.2) Roubo Patológico (Cleptomania);
(F63.3) Tricotilomania;
(F64) Transtorno de identidade de gênero;
(F64.0) Transexualismo;
(F64.1) Transvestismo de duplo papel;
(F64.2) Transtorno de identidade de gênero infantil;
(F65) Transtornos da preferência sexual (parafilia);
(F65.0) Fetichismo;
(F65.1) Transvestismo fetichista;
(F65.2) Exibicionismo;
(F65.3) Voyeurismo;
(F65.4) Pedofilia;
(F65.5) Sadomasoquismo;
(F65.6) Múltiplas distorções da preferência sexual;
(F65.8) Outras desordens da preferência sexual: Frotteurismo; Necrofilia;
(F66) Transtornos psicológicos e comportamentais associados ao desenvolvimento e à sua orientação sexual;
(F66.0) Desordem da maturidade sexual
(F66.1) Orientação sexual egodistônica;
(F66.2) Transtorno do relacionamento sexual;
(F66.8) Outros transtornos do desenvolvimento psicossexual;
(F66.9) Transtorno do desenvolvimento sexual, não especificado;
(F68) Outros transtornos da personalidade e do comportamento do adulto;
(F68.0) Sintomas físicos aumentados por fatores psicológicos;
(F68.1) Produção deliberada ou simulação de sintomas ou de incapacidades, físicas ou psicológicas transtorno factício; Síndrome de Münchhausen;
(F68.8) Outros transtornos especificados da personalidade e do comportamento do adulto;
(F69) Transtorno da personalidade e do comportamento do adulto, não especificado.

F70-F79) Retardo mental.

(F70) Retardo mental leve;
(F71) Retardo mental moderado;
(F72) Retardo mental grave;
(F73) Retardo mental profundo;
(F78) Outro retardo mental;
(F79) Retardo mental não especificado.

(F80-F89) Transtornos do desenvolvimento psicológico.

(F80) Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem;
(F80.0) Transtorno específico da articulação da fala;
(F80.1) Transtorno expressivo de linguagem;
(F80.2) Transtorno receptivo da linguagem - Transtorno de desenvolvimento (do tipo) afasia de Wernicke;
(F80.3) Afasia adquirida com epilepsia (síndrome de Landau-Kleffner);
(F80.8) Outros transtornos de desenvolvimento da fala ou da linguagem Balbucio;
(F80.9) Transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem;
(F81) Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares;
(F81.0) Transtorno específico de leitura;
Dislexia de desenvolvimento;
(F81.1) Transtorno específico da soletração;
(F81.2) Transtorno específico da habilidade em aritmética; Acalculia de desenvolvimento; Síndrome de Gerstmann de desenvolvimento;
(F81.3) Transtorno misto de habilidades escolares;
(F81.8) Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares;
(F81.9) Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares;
(F82) Transtorno específico do desenvolvimento motor;
Transtorno do desenvolvimento do tipo dispraxia;
(F83) Transtornos específicos misto do desenvolvimento;
(F84) Transtornos globais do desenvolvimento;
(F84.0) Autismo infantil;
(F84.2) Síndrome de Rett;
(F84.4) Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e a movimentos estereotipados;
(F84.5) Síndrome de Asperger;
(F88) Outros transtornos do desenvolvimento psicológico;
(F89) Transtorno do desenvolvimento psicológico não especificado.

(F90-F98) Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência

(F90) Transtornos hipercinéticos;
(F90.0) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade;
(F90.1) Transtorno hipercinético de conduta;
(F91) Distúrbios de conduta;
(F91.0) Distúrbio de conduta restrito ao contexto familiar;
(F91.1) Distúrbio de conduta não-socializado;
(F91.2) Distúrbio de conduta do tipo socializado;
(F91.3) Distúrbio desafiador e de oposição;
(F92) Transtornos mistos de conduta e das emoções;
(F92.0) Distúrbio depressivo de conduta;
(F93) Transtornos emocionais com início especificamente na infância;
(F93.0) Transtorno ligado à angústia de separação;
(F93.1) Transtorno fóbico ansioso da infância;
(F93.2) Distúrbio de ansiedade social da infância;
(F93.3) Transtorno de rivalidade entre irmãos;
(F94) Transtornos do funcionamento social com início especificamente durante a infância ou a adolescência;
(F94.0) Mutismo eletivo;
(F94.1) Distúrbio reativo de vinculação da infância;
(F94.2) Transtorno de fixação da infância, com desinibição;
(F95) Tiques;
(F95.0) Tique transitório;
(F95.1) Tique motor ou vocal crônico;
(F95.2) Tiques vocais e motores múltiplos combinados (Síndrome de Tourette);
(F98) Outros transtornos comportamentais e emocionais com início habitualmente durante a infância ou a adolescência;
(F98.0) Enurese de origem não-orgânica;
(F98.1) Encoprese de origem não-orgânica;
(F98.2) Transtorno de alimentação na infância;
(F98.3) Pica do lactente ou da criança;
(F98.4) Estereotipias motoras;
(F98.5) Gagueira (tartamudez);
(F98.6) Linguagem precipitada;
(F98.8) Outros transtornos comportamentais e emocionais especificados com início habitualmente na infância ou adolescência (Exemplos: roer unhas, déficit de atenção sem hiperatividade, masturbação exagerada...);
(F98.9) Transtornos comportamentais e emocionais não especificados com início habitualmente na infância ou adolescência.

(F99) Transtorno mental não especificado.
(F99) Transtorno mental não especificado em outra parte.
O campo de exploração em pesquisa cientifica no seguimento neurociência é amplo. Nesse escopo acima apresentado, abrimos precedentes para a compreensão das bases descritivas de diversos transtornos e distúrbios que envolvem a questão da “mente”, ou, leia-se do comportamento humano.  Por fim, nessa primeira etapa descritiva recomendo os estudos com base em métodos científicos e metodológicos que sugere a interpretação dos diagnósticos - CID de fetichismo e sadomasoquismo (Neste trabalho se discuti os diagnósticos psiquiátricos de desvio sexual como eles aparecem na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a classificação internacionalmente aceite e sistema de diagnóstico da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ou seja, a discussão envolve a temática em categorias diagnósticas: Fetichismo (F65.0), travestismo fetichista (F65.1), e sadomasoquismo (F65.5). Questões de fundo importantes em relação as categorias acima são seguidos por uma crítica da utilidade de diagnosticar esses fenômenos hoje. Especificamente, nós argumentamos que o fetichismo, travestismo fetichista e sadomasoquismo, também rotulado Parafilia ou perversão, não devem ser considerados doenças. Por fim, apresentamos os esforços de uma iniciativa conhecida como ReviseF65, que foi criada em 1997, para abolir esses diagnósticos)que são em diversas universidades bases de estudos neurocientíficos envolvendo a questão da compreensão da violência e da conduta de sexualidade diversas.

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