CURIOSIDADE
CIENTIFICA II.
CRANIOPLASTIA.
Cranioplastia em termos gerais é definido como a reparação de um defeito
ou deformidade do crânio que pode ser primário ou secundário. Se o defeito ou
deformidade for secundária, a cranioplastia pode ser realizada já no final da
craniotomia (cirurgia no crânio), ou como uma nova neurocirurgia, após o evento
que provocou o defeito ósseo craniano (nesta última há separação temporal). Há
inúmeras causas ou eventos que promovem falhas ósseas do crânio como
deformidades crânio - faciais, trauma, infecções, tumores e cirurgia prévia. O
defeito ósseo do crânio é indesejável tanto para o efeito estético quanto para
o risco de trauma direto na topografia da falha óssea. Além disso, a síndrome
do trefinado, uma complicação reconhecida dependendo da craniectomia pode
atrasar a recuperação clínica - neurológica e levar a um mau resultado na
evolução do paciente. Sendo assim a falha óssea pode levar a profundas mudanças
na dinâmica cerebral através dos seguintes mecanismos:
Impedimento do retorno venoso e, assim, alteração local de hemodinâmica
cerebral
Efeito da pressão direta das cicatrizes, dura - máter, pele e o ambiente
(pressão atmosférica) no córtex cerebral
Alterações locais na dinâmica liquórica
Na prática comum do neurocirurgião pode - se realizar a restauração da
falha óssea dependendo do seu tamanho com o uso de retalho ósseo (enxerto) do:
Próprio indivíduo
Outro indivíduo da mesma espécie
Outras espécies
Substitutos de osso fora do reino dos tecidos vivos como os metais
(ouro, prata, titânio, platina, alumínio), plásticos e cimentos
(hidroxiapatita)
Historicamente há fortes evidências que as primeiras cranioplastias
foram realizadas pelos cirurgiões Incas no Peru há mais ou menos 3000 A.C.
utilizando - se de metais preciosos e cabaças. Sempre que possível, a
utilização do retalho ósseo (enxerto) do próprio indivíduo é preferível,
embora isso, às vezes, seja inviável devido a sua quantidade insuficiente ou mesmo
a sua pouca maleabilidade para se moldar na falha óssea do crânio a ser
corrigida. Destacamos que houve um grande impulso no uso de enxertos e
modernização da técnica de cranioplastia no início do século XX, conseqüente
aos estragos da Segunda Guerra Mundial que, resultaram em uma série de grandes
defeitos cranianos nos indivíduos sobreviventes aos campos de batalha. Assim ao
longo dos tempos umas enormes variedades de materiais foram sendo empregados
para a reparação dos defeitos cranianos. O material substituto ideal deve ser
forte, leve, maleável, não-condutivo termicamente, esterilizável, seguro,
inerte, radio transparente, não magnético, esteticamente agradável, prontamente
disponível e barato. O metilmetacrilato descoberto em 1939 e amplamente estudado
na década de 1940 possui uma série de qualidades desejáveis como as descritas
acima, se aproximando do material ideal e, até hoje, o acrílico é o material
mais empregado, apresentando resistência e força medianas, produzindo reações
tissulares aceitáveis, com capacidade de aderir firmemente ao osso, não termo
condutor, de fácil obtenção e baixo custo. A reconstrução da falha óssea pode
ser realizada através da prototipagem que é o método de reprodução de
seguimentos corporais a partir da imagem adquirida por exames radiológicos como
a tomografia computadorizada de crânio (TC) com cortes finos (1mm) e
reconstrução tridimensional - 3D e/ou a ressonância magnética de crânio (RMN).
Existem várias formas de prototipagem empregadas para criação de biomodelos
(replicação da morfologia de uma estrutura biológica em substância sólida) e,
dentre eles, o de estereolitografia é o mais utilizado atualmente. Tem sido
amplamente utilizada na área médica para construção de moldes que facilitam a
simulação e programação cirúrgica, assim como criar próteses definitivas que
permitem a reconstrução do crânio evidenciando as reais proporções da falha
óssea. Possibilita ainda a construção da prótese reparadora com diferentes
materiais como: metilmetacrilato, titânio (malhas) e hidroxiapatita (entre
outros). As vantagens apresentadas por este método para auxiliar a realização
de cranioplastia apontadas na literatura são: redução do tempo cirúrgico,
facilitação técnica com conseqüente diminuição da taxa de infecção e melhor resultado estético. Além disto, não poderíamos deixar de
enfatizar que a simulação do procedimento neurocirúrgico com a prótese pré -
moldada, durante a consulta pré - operatória, permite ao paciente melhor
entendimento de sua patologia e do procedimento a ser realizado. A seguir
abaixo apresentamos modelos de crânio - cranioplastia prototipada (molde da
prótese pré - confeccionada):
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Figura
1. Visão do crânio
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Figura
2. Prótese fixada à falha óssea recobrindo o leito receptor da região frontal
com incidência frontal
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Figura
3. Prótese fixada à falha óssea
recobrindo o leito receptor da região frontal com incidência em perfil
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Apresentamos também imagens de tomografia
computadorizada de crânio (T.C.) com reconstrução tridimensional - 3D,
demonstrando tanto a falha óssea da região fronto - têmporo - parieto -
occipital direita quanto a prótese fixada à falha óssea recobrindo o leito
receptor com incidências frontal e lateral (Figuras 4 e 5).
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Figura 4. Incidência frontal
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Figura 5. Incidência lateral
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CURIOSIDADE
CIENTIFICA II.
DEFICIENTES
FÍSICOS x TRANSPLANTE DE OSSOS HUMANOS.
O Transplante de ossos e tecidos é um
procedimento relativamente novo. O Transplante Ósseo começou a ser realizado
durante a Segunda Guerra Mundial, quando não existia alternativa de tratamento
para os soldados gravemente feridos. No Brasil, o transplante ósseo começou a
ser realizado durante a década de 70 na ortopedia médica e, no inicio do século
21 passou a ser realizado pela Odontologia brasileira, com a finalidade de implante
dentário. Assim como existem bancos de sangue, também existem os bancos de
ossos e tecidos, tendo em vista que eles podem ser armazenados para serem
aproveitados posteriormente, diferentemente do que acontecem com órgãos vitais
como coração, rins, pulmão entre outros. O Ministério da Saúde é o órgão
responsável pela regulamentação dos bancos de ossos instalados no país e, para
garantir a confiabilidade dos transplantes ósseos realizados, o Ministério da
Saúde, juntamente com o Sistema Nacional de Transplantes são responsáveis pelo
cadastro e credenciamento dos bancos de ossos. A grande maioria dos bancos de
ossos do país segue as orientações da American Association of Tissue Banks
(AATB), órgão que regulamenta os processos para a obtenção, processamento e
esterilização dos enxertos ósseos (Bruna Oliveira, ABOMI). Apesar da
doação de ossos e tecidos ser desconhecida de grande parte da população
brasileira, existe uma demanda muito grande pela doação de tecidos
músculos-esqueléticos (tendões, ligamentos, músculos e, é claro ossos). O que
acontece é que em grande parte dos hospitais, ainda não se tem profissionais
aptos a explicar como é o procedimento de retirada dos ossos, prejudicando o
processo de captação (Bibliomed, 25 de junho de 2003).
Nos últimos anos, o país vem
apresentando desenvolvimento crescente no setor transplante. No ano de 2005,
foram realizados 15.527 transplantes de órgãos e tecidos. Esse número é 18,3%
maior que em 2003, quando ocorreram 13.131 procedimentos, e 36,6% maior em
relação a 2002, com 11.365 procedimentos de transplantes. Este crescimento é
conseqüência da conscientização da população brasileira, da atuação competente
de equipes e instituições autorizadas pelo Sistema Nacional de Transplantes do
Ministério da Saúde e da regulação do SNT fundamentada na legislação vigente.

Entre em contato com as 24 CNCDO's do país.
A política nacional de transplantes de órgãos e tecidos está
fundamentada na Legislação (Lei Federal nº 9.434/97 e Lei Federal nº
10.211/01), tendo como diretrizes a gratuidade da doação, a beneficência em
relação aos receptores e não maleficência em relação aos doadores vivos.
Estabelece também garantias e direitos aos pacientes que necessitam destes
procedimentos e regula toda a rede assistencial através de autorizações e
reautorizações de funcionamento de equipes e instituições. Toda a política de
transplante está em sintonia com a Lei Federal nº 8.080/90 e Lei Federal nº
8.142/90, que regem o funcionamento do SUS. LEGISLAÇÃO NOS ANEXO. V. ANEXOS ICONOGRÁFICOS
DAS FASES DE UM TRANSPLANTE DE OSSO. QUE PODER TRAZER A MOBILIDADE DO SUJEITO.
MEMBROS
INFERIORES.
O membro inferior é formado
por cintura pélvica, coxa, perna e pé.
É formada por 30 ossos em cada lado. Os membros inferiores são mais fortes e resistentes que os superiores pois eles fazem o processo de locomoção,sustentação do corpo e postura. Desses 30 ossos que formam o membro inferior
26 ficam no pé,que são subdivididos em tarsos[07],metatarsos[05] e
falanges[14]. A pelve (palavra
de origem no lat. pelvis = bacia, tigela) encontra-se na cintura pélvica dos Tetrapoda. É composta por uma série de ossos longos (em anfíbios, répteis e aves) ou chatos (em mamíferos), quase sempre apresentando os seguintes componentes: sacro, ílio, ísquio e púbis. É nesta estrutura que se inserem os membros inferiores e se apoiam uma
série de músculos ligados ao seu movimento. Nos seres humanos a pelve é a região de
transição entre o tronco e os membros inferiores. O períneo, na anatomia
humana, é geralmente definido como a região superficial entre a sínfise
púbica e o cóccix, tanto em homens quanto em mulheres. A pelve óssea
(esqueleto da pelve) possui grande resistência e é formada pelos ossos: Osso do
quadril - formado
pela fusão do ílio, ísquio e púbis; Sacro; Cóccix. Nos seres
humanos, a pelve (ou
popularmente chamada de bacia) contém os principais componentes abdominais: a bexiga, partes terminais dos ureteres, órgãos genitais, pélvicos, reto, vasos sangüíneos, vasos linfáticos e nervos. Nas mulheres, também aloja ovários e útero. Para acomodar um feto no final da gestação, a pelve feminina é mais larga do que nos homens, uma característica útil
para a determinação do sexo em ossadas e fósseis humanos. Existem quatro tipos de forma da abertura
superior da pelve humana: Ginecóide: arredondada, mais favorável ao parto. É a
mais comum entre as mulheres; Andróide: possui forma de coração. É a mais comum
entre os homens; Antropóide: possui forma alongada; Platipelóide: possui forma achatada.
A cavidade pélvica é dividida em pelve maior (pelve falsa) e pelve menor
(pelve verdadeira).
Esqueleto Apendicular - Membros Inferiores - Cintura Pélvica.
Da mesma forma que a cintura escapular é a junção entre membros
superiores, e tronco, a cintura pélvica é a junção entre membros inferiores e
tronco. Preste atenção, quando falamos em osso do quadril estamos nos referindo
ao ílio, ísquio e púbis, a pelve é a junção do osso do quadril direito com o
osso do quadril esquerdo, articulados anteriormente com o púbis e
posteriormente com o sacro. O sacro participa aqui da pelve, porém ele é um osso do esqueleto axial, lembre - se que
o mesmo faz parte da coluna vertebral... Não confunda! Conhecer tais conceitos
enquanto educador é importante para fornecer ao aprendente/aprendiz e
mediador/professor, uma base anatômica da lesão que leva a DEFICIÊNCIA FÍSICA.
Creio ser relevante.
Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia
Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Ossos que compõem a pelve humana.

Fonte:
NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Fonte: NETTER,
Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
MEMBROS SUPERIORES.
Anatomia humana é um campo especial dentro da anatomia. Ele estuda grandes estruturas e sistemas do corpo humano, deixando o estudo de tecidos para a histologia e das células para a citologia. O corpo humano, como no corpo de todos os animais, consiste de sistemas, que são formados de órgãos, que são constituídos de tecidos, que por sua vez são formados de células. Os princípios de pesquisa podem ser a anatomia
descritiva, quando analisa-se e descreve-se os órgãos baseado nos tecidos
biológicos que o compõem
ou pode ainda ser adotado o critério da anatomia topográfica, quando
analisa-se e descreve-se os órgãos com base em sua localização no corpo (região
corporal). É através da dissecação (ou dissecção) e de outras técnicas adjacentes que se consegue
visualizar, analisar e estudar cada parte do corpo humano. Veja o artigo história da anatomia para detalhes a respeito do desenvolvimento desta área,
incluindo a anatomia humana.


Características anatômicas básicas de seres
humanos do sexo masculino e feminino (legendas em inglês).
Os membros superiores na anatomia
humana são formados pela
cintura escapular ou ombro, braço, antebraço,pulso e mão. Cintura escapular:
formada por dois ossos: a clavícula, que torna possível aproximar e afastar os braços do corpo, e a escápula, que fica na
parte de trás do ombro. Braço:
Primeiro segmento móvel do membro superior, é formado por um osso único chamado
úmero,que é um osso do membro superior. Antebraço: Segundo
segmento móvel do membro superior, é formado por dois ossos: o Rádio e a Ulna.
Quando a palma da mão està voltada para frente, o rádio situa-se lateralmente e
a ulna medialmente. Mão: Divide-se em três grupos de ossos: Carpo,que
é formado por oito pequenos ossos, metacarpo que é formado por cinco
ossos iguais que constituem o esqueleto da palma da mão e falanges são
os três ossinhos dos dedos: falange proximal, média e distal. O polegar apresenta apenas duas falanges.As
Falanges que fazem os dedos se moverem pra lá e pra cá.

Essa região refere – se a junção entre os membros superiores e o
tronco, ou esqueleto apendicular e axial. Constituído pela escápula e pela
clavícula, a primeira encontra – se a parte dorsal do tórax, envolta por
musculatura que impede o contato direto com o gradil costal, enquanto que a
clavícula se encontra na parte ventral do tórax, superior ao gradil costal.


Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Clavícula.
Osso longo,
que se estende da borda superior do manúbrio esternal ao acrômio da escápula,
ligando dessa forma o tronco ao membro superior indiretamente através da
escápula. Seus dois terços mediais são convexos anteriormente; seu terço
lateral é côncavo; sua extremidade acromial é achatada; sua extremidade
esternal é levemente arredondada; possui uma face rugosa voltada inferiormente
e sua face lisa esta voltada superiormente.
Escápula
Ligada ao osso esterno pela clavícula, articula – se com o úmero
pela cavidade glenóide e está situada na parede póstero – superior do tórax.
Para observar sua posição anatômica, observe que sua face côncava (fossa
subescapular), é anterior; sua espinha é posterior; o acrômio e a cavidade
glenóide são laterais. Possui ainda bordas superior, medial e lateral e ângulos
superior, inferior, lateral e acromial.

Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006

Osso do braço.
Úmero.
Osso longo, articula – se superiormente com a cavidade glenóide da escápula, e inferior ou distalmente, com o rádio lateralmente; e com a ulna medialmente. Para e obter a posição anatômica quando o osso esta desarticulado, preste atenção na cabeça, deve estar superior com a face articular voltada medialmente, com os tubérculos anteriores separados pelo sulco intertubercular.
Osso longo, articula – se superiormente com a cavidade glenóide da escápula, e inferior ou distalmente, com o rádio lateralmente; e com a ulna medialmente. Para e obter a posição anatômica quando o osso esta desarticulado, preste atenção na cabeça, deve estar superior com a face articular voltada medialmente, com os tubérculos anteriores separados pelo sulco intertubercular.

Ossos do Antebraço
Rádio.
Também
osso longo, encontrado lateralmente no antebraço, articula – se proximalmente
pela concavidade da cabeça do rádio, com o capítulo do úmero, a circunferência
articular da cabeça do rádio articula – se com a incisura radial da ulna.
Distalmente articula – se com os ossos do carpo por meio da face articular do
carpo e com a ulna por incisura ulnar. Sua extremidade maior é colocada
distalmente, com sua face côncava e lisa voltada anteriormente e o processo
estilóide distal e lateral. A tuberosidade radial deve ser colocada
medialmente.

Ulna.
Osso
localizado medialmente no antebraço, proximalmente, articula – se com a
tróclea, do úmero pela estrutura denominada incisura troclear. Ainda
proximalmente, articula – se com o rádio, por meio da incisura radial, na qual
gira a circunferência da cabeça do rádio (movimentos de pronação e supinação).
Distalmente, a face inferior da cabeça da ulna articula – se com o disco
articular, que a separa dos ossos do carpo. A porção lateral da cabeça
(circunferência articular da cabeça) articula-se com a incisura ulna do rádio
(movimentos de pronação e supinação). Par achar sua posição anatômica coloca –
se a grande incisura voltada anteriormente e a borda interóssea cortando o osso
lateralmente. O processo estilóide é posicionado distal e medialmente.








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