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quarta-feira, 15 de março de 2017

Capítulo III Síndromes – Conceitos e generalidades. Neurociência – Síndromes de repercussão em Distúrbios, transtornos e deficiências intelectual.



Capítulo III
Síndromes – Conceitos e generalidades.
Neurociência – Síndromes de repercussão em Distúrbios, transtornos e deficiências intelectual.
Síndrome.
Síndrome (do grego συνδρομή syndromé, reunião), também chamado síndroma ou síndromo é o grupo ou agregado de sinais e sintomas associados a uma mesma patologia e que em seu conjunto definem o diagnóstico e o quadro clínico de uma condição médica.  Ou seja, síndrome não é doença, é uma condição médica. Em geral são sintomas e ou sinais de causa desconhecida ou em estudo ou conhecida posteriormente que são classificados geralmente com o nome do cientista que o descreveu ou o nome que o cientista lhes atribuir. Uma síndrome não caracteriza necessariamente uma só doença, mas um grupo de doenças da mesma patologia ou da mesma condição médica.  Entre as síndromes mais conhecidas estão a síndrome de Down, a síndrome do pânico, a síndrome de Estocolmo e a síndrome de Cri du Chat (ou síndrome do miado de gato).
Síndroma (Do grego síndrome, reunião; conjunto). 
Em medicina síndroma é conjunto bem determinado de sintomas que não caracterizam uma só doença, mas podem traduzir uma modalidade patogênica; em sentido figurado é o conjunto de sinais ou características associados a uma situação crítica e causadores de receio ou insegurança; Em PATOLOGIA síndrome da imunodeficiência adquirida doença grave causada pelo vírus da imunodeficiência humana, transmitido por via sexual, sanguínea ou por via materno fetal, que destrói as defesas imunitárias do organismo, expondo-o a infecções e tumores oportunistas (isto é, que se manifestam em situação de debilidade), sida; PATOLOGIA síndrome de Down deficiência congênita profunda, associada a uma alteração no cromossoma 21 (três em vez de dois, por isso chamada trissomia 21), que se manifesta por atraso no desenvolvimento mental mais ou menos profundo e por características fisionômicas específicas, sobretudo pela face achatada e pela junção dos ossos nasais, mongolismo; PATOLOGIA síndrome do Golfo conjunto de sintomas verificado entre soldados que participou na Guerra do Golfo (1990-1991) cujo quadro clínico inclui, na sua maioria, perturbações subjetivas e que inclui artralgias, erupções cutâneas, dispnéia, insônia, perda de cabelo, fadiga, etc.; PATOLOGIA síndrome necrótica, estado que se caracteriza por edemas e grande perda de proteínas pela urina, com conseqüente baixo nível de albumina no sangue, e que pode ter como causa uma variedade de doenças renais; MEDICINA síndrome pré-menstrual conjunto de perturbações sentidas por algumas mulheres na semana que antecede a menstruação.
Síndromo.
Do grego sýndromos, que correm juntos.
Sinais.
Sinais, para a área de saúde, são as alterações no metabolismo, no aspecto de uma pessoa, em sua conformação física, que podem ser indicadoras de adoecimento e podem ser percebidas ou medidas pelo profissional de saúde. Difere de sintomas que são as alterações que apenas o paciente pode perceber. A Semiologia, ou Semiótica é a disciplina que se dedica ao estudo dos sinais e sintomas.

Semiologia.

Semiologia pode ser didaticamente dividida em: a) Semiologia médica, nas ciências médicas, se refere aos exames e avaliações físicas em pacientes para o diagnóstico de patologias e disfunções,  usada às vezes como sinônimo de Semiótica; b)  a ciência geral dos signos, que estuda todos os fenômenos de significação e ou, mais restritamente, c) como a ciência da linguagem verbal.

Classificação dos Sinais.

Assim como os sintomas, os sinais também podem ser caracterizados segundo sete princípios, mas com interpretação diferente, a saber:
Cronologia, Localização Corporal, Qualidade, Quantidade, Circunstâncias, Fatores Agravantes ou atenuantes e Manifestações Associadas.
Cronologia é a identificação dos aspectos relacionados ao tempo e seqüência de evolução dos sinais como a hora do dia, períodos de melhora ou piora.
Localização Corporal não é apenas determinar o local dos sinais mas também determinar qual o sistema orgânico acometido.
Qualidade dos sinais, ao contrário dos sintomas, é de mais fácil determinação, uma vez que o observador tem como visualizar ou medir os sinais.
Quantidade é a descrição da intensidade, frequência, número de vezes em que o fenômeno ocorreu, intervalo entre os episódios, volumes de secreções, abaulamentos, edemas.
Circunstâncias em que o sinal ou sinais ocorrem, como local, atividade que exerce no momento da ocorrência do sinal, exposição a fatores ambientais, ingestão de alimentos, por exemplo.
Fatores Agravantes ou Atenuantes, embora claramente compreendidos, exigem do examinador a ciência exata das relações entre os sinais e os fatores que neles interferem, de modo a poder selecionar e identificar, sem sugestionar o paciente, aquilo que realmente interfere ou não com o sinal.
Manifestações Associadas podem ajudar até mesmo na identificação de Síndromes, uma vez que nem sempre o paciente tem a noção da importância da ocorrência de um fenômeno simultâneo a outro. São exemplos de sinais:
Icterícia (coloração amarelada da pele);
Alopécia (perda de pelos e cabelos);
Fácies (aparência facial);
QUADRO ANALÍTICO.
Fala e voz. Disartria - Alexia - Agnosia - Apraxia –  Disfonia.Sistema circulatório e respiratório.
Taquicardia - Bradicardia - Palpitação - Sopro cardíaco - Sangramento nasal - Hemoptise - Tosse - Dispnéia (Ortopneia, Trepopneia, DPN) - Estridor - Sibilos - Respiração de Cheyne-Stokes - Hiperventilação - Respiração pela boca - Soluços - Dor no peito - Asfixia - Pleurisia - Parada respiratória - Escarro - Bruit - Rinorreia - CorizaSinais e sintomas gerais.
Febre/Pirexia - Dor de cabeça/Cefaleia - Dor crônica - Fadiga/Astenia - Debilidade - Desmaio (Síncope vasovagal) - Convulsão febril - Choque - Linfadenopatia - Edema/Anasarca - Hiperidrose - Retardo de maturação - Retardo do desenvolvimento - Baixa estatura (Idiopática) - Anorexia/Polidipsia/Polifagia - Caquexia - Xerostomia - Baqueteamento digital - Sensibilidade à palpaçãoSistema digestivo e abdômen.
Boca seca - Dor abdominal - Abdômen agudo - Náusea - Vômito - Pirose (azia) - Disfagia - Flatulência - Arroto - Incontinência fecal - Encoprese - Hepatomegalia - Esplenomegalia - Hepatoesplenomegalia - Icterícia - Ascite - Halitose - Hematêmese - MelenaPele e tecido subcutâneo.
Hipoestesia - Parestesia - Hiperestesia - Rash cutâneo (Exantema) - Cianose - Palidez - Eritema - Petéquia - Descamação - Induração - Cacifo - Hipocratismo digital - PruridoSistema nervoso e musculoesquelético.
Tremor - Espasmo - Fasciculação - Perturbações da marcha - Ataxia - Tetania - Meningismo - Hiper-reflexia - Nistagmo - Disdiadococinesia – Bocejo.
Sistema urinário.
Disúria - Tenesmo vesical - Incontinência urinária - Retenção urinária - Oligúria - Poliúria - Noctúria - Hematúria - Cólica renalCognição, percepção, estado emocional e comportamento.
Astenia - Ansiedade - Sonolência - Coma - Amnésia anterógrada - Amnésia retrógrada - Tontura - Anosmia - Parosmia - Ageusia - Parageusia - Vertigem
Na literatura médica, sintoma é qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não consistir-se em um indício de doença. Sintomas são frequentemente confundidos com sinais, que são as alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde. A diferença entre sintoma e sinal é que o sinal é aquilo que pode ser percebido por outra pessoa sem o relato ou comunicação do paciente e o sintoma é a queixa relatada pelo paciente, mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação do próprio paciente. A variabilidade descritiva dos sintomas varia enormemente em função da cultura do paciente, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções. Quando de um atendimento de alguém por um profissional de saúde, compete ao profissional saber colher as informações necessárias ao pleno conhecimento das características dos sintomas.
Doença.
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Doença (do latim dolentia, padecimento) designa em medicina e outras ciências da saúde um distúrbio das funções de um órgão, da psiqué ou do organismo como um todo que está associado a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las. Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquemias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional.  O profissional de saúde faz a anamnese e examina o paciente a procura de sinais e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exames complementares conforme suas hipóteses diagnósticas, visando chegar a um diagnóstico. O passo seguinte é indicar um tratamento.
Patologia.
Patologia (grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados, tanto na medicina quanto em outras áreas do conhecimento como matemática e engenharias, onde é conhecida como "Patologia das Edificações" e estuda as manifestações patológicas que podem vir a ocorrer em uma construção. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.
Divisão da Patologia.
RamosTradicionalmente, o estudo da patologia é dividido em:
Patologia geral - Está envolvida com as reações básicas das células e tecidos a estímulos anormais provocados pelas doenças. Por isso é denominada patologia geral, doenças relacionadas a todos os processos patológicos, refentes as celulas.
Patologia especial - Examina as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a estímulos mais ou menos bem definidos.

Áreas.

Todas as doenças têm causa (ou causas) que age(m) por determinados mecanismos, os quais produzem alterações morfológicas e/ou moleculares nos tecidos, que resultam em alterações funcionais do organismo ou parte dele, produzindo alterações subjetivas(sintomas) ou objetivas(sinais).
A patologia engloba áreas diferentes como:

Etiologia.

Estuda as causa gerais de todos os tipos de doenças,podendo ser determinado por fatores intrínsecos ou adquiridos.

Patogenia.

É o processo de eventos do estímulo inicial até a expressão morfológica da doença.
Alterações Morfológicas.
As alterações morfológicas, que são as alterações estruturais em células e tecidos características da doença ou diagnósticas dos processos etiológicos. É o que pode ser visualizado macro ou microscopicamente.
Fisiopatologia.
Estuda os distúrbios funcionais e significado clínico. A natureza das alterações morfológicas e sua distribuição nos diferentes tecidos influenciam o funcionamento normal e determinam as características clínicas, o curso e também o prognóstico da doença. O estudo dos sinais e sintomas das doenças é objeto da Propedêutica ou Semiologia, que têm por finalidade fazer seu diagnóstico, a partir do qual se estabelecem o prognóstico, a terapêutica e a profilaxia.
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Microscópio eletrônico da Siemens, 1973. Musée des Arts et Métiers , Paris.
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Velocidade de hemossedimentação (VHS) é um teste comum na hematologia usado para uma medida não-específica da inflamação.
Referencia para os pesquisadores na área de Saúde Pública.
CBCDO Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Classificação Internacional de Doenças em Português, ou Centro Brasileiro de Classificação de Doenças - CBCD, como passou a ser conhecido, foi criado em 1976.  Desde que foi aprovada a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, os Centros da OMS para a Classificação de Doenças passaram a se chamar Centros Colaboradores da OMS para a Família de Classificações Internacionais. É um dos 9 Centros Colaboradores da OMS para a Família de Classificações Internacionais. Esses Centros têm como função traduzir para seu idioma, adaptar, publicar e divulgar as Classificações que fazem parte da Família de Classificações Internacionais da OMS nos países de sua língua. É também função dos Centros assessorar os países no desenvolvimento e uso de classificações relacionadas à saúde assim como todos os usuários das classificações da OMS.
Fundação SEADE: http://www.seade.gov.br
OMS – CIF: http://www3.who.int/icf/icftemplate.cfm
Organização Pan-americana da Saúde: Erro! A referência de hiperlink não é válida.
WORLD HEALTH ORGANIZATION: http://www.who.ch
Jovens – Classificações difusas.
"CIF para Crianças e Jovens"
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - versão para crianças e jovens (ICF-CY) foi lançada pela OMS em Outubro de 2007, em Veneza. Esta adaptação da CIF está sendo traduzida ao Português pelo CBCD, em parceria com Portugal, que traduziu a parte que disponibilizamos aqui através do link: http://www.fsp.usp.br/~cbcd/(Versão Experimental traduzida e adaptada, com base na CIF (2003) e ICF-CY (2007) - Centro de Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto – VERSÃO NÃO PODE SER REPRODUZÍVEL COMO MÉTODO). Visando orientar e debater junto com os doutorando e mestrandos do eixo MERCOSUL, segue em anexo a cópia integral. ATENÇÃO: O Material consignado no site é um arquivo com conteúdo parcial da CIF-CY, apresentado para conhecimento e consulta. Sua reprodução é totalmente proibida, em qualquer hipótese, forma ou circunstância, por desejo da organização que o traduz. Para estudos analíticos e debates. Este material, referente a Atividades e Participação e aos Fatores Ambientais, foi elaborado por Ana Isabel Pinto, Catarina Grande e Helena Magalhães Rosário, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e por Margarida Barbieri, do Ministério da Educação. Esta versão tem sido utilizada em Oficinas e Cursos da Universidade do Porto. O CBCD está trabalhando na tradução ao Português desta adaptação da CIF, que deverá ser publicada nos próximos anos, segundo as fontes consignadas nos links.
A Família de Classificação.
Desde a elaboração de 9ª Revisão da CID o termo Família de Classificações vem sendo discutido e, com a aprovação da nova Classificação - CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, em maio de 2001, passou-se a adotar o termo Família de Classificações para designar o grupo de Classificações da OMS relacionadas à saúde. Até o momento, o grupo é formado pela CID, em sua décima revisão e pela CIF. Fazem parte da família as adaptações das especialidades, como mostra o esquema da página a seguir. Outras Classificações podem vir a fazer parte da Família, como a Classificação Internacional para Atenção Primária (International Classification for Primary Care) ou uma Classificação Internacional de Procedimentos em Medicina. Existe um comitê, formado por membros dos Centros, que elabora as normas para aceitação das Classificações como parte da Família de Classificações Internacionais da OMS.
Atualizações de CID-10.
Até a nona revisão, qualquer mudança a ser efetuada na Classificação, seja por erro, por identificação de nova doença ou agentes, só poderia ser feita no momento de uma nova revisão. As revisões aconteciam, em geral, a cada 10 anos. Assim, desde que a CID ficou definida como uma Classificação de uso internacional, em 1893, tivemos as seguintes revisões: a primeira em 1900, a segunda em 1909, a terceira em 1920, a quarta em 1929, a quinta em 1938, a sexta em 1948, a sétima em 1955, a oitava em 1965 a nona em 1975 e finalmente a décima aprovada em 1993. A partir desta última revisão, ficou definido que poderiam haver atualizações periódicas, entre as revisões e foi definida uma regularidade para essas atualizações. Foi criado um comitê responsável pela atualização da CID-10. Esse grupo recebe as propostas de mudanças originárias de usuários do mundo todo. Elabora uma lista com as propostas recebidas e faz esta circular entre os componentes do comitê. Após discussões, as propostas de alteração aprovadas pelos membros do comitê é encaminhada para a aprovação pelos diretores dos Centros Colaboradores de OMS para a Família de Classificações Internacionais.
Psicopatologia.
Como já mencionado na Divisão da Patologia, temos um seguimneto especial que busca e se propoe a examinar as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a estímulos mais ou menos bem definidos, e nesse contexto apresentamos a Psicopatologia. Assim, a Psicopatologia é uma área do conhecimento que objetiva estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental. Pode ser considerada, a nível teórico e clínico, o coração da psiquiatria, a bese do neurocientista que se dispõe estudar a deficiência intelectual, disturbios e transtoirnos mentais. É um campo de saber, um conjunto de discursos com variados objetos, métodos, questões: por um lado, encontram-se em suas bases as disciplinas biológicas e as neurociências, e por outro se constitui com inúmeros saberes oriundos da psicologia, antropologia, sociologia, filosofia, linguística e história.  Pode-se considerar a psicopatologia um campo de pesquisa principalmente de psiquiatras, psicanalistas, psicopedagos, psicoterapeutas e de psicólogos clínicos. A palavra "Psico-pato-logia" é composta de três palavras gregas: "psychê", que produziu "psique", "psiquismo", "psíquico", "alma"; "pathos", que resultou em "paixão", "excesso", "passagem", "passividade", "sofrimento", e "logos", que resultou em "lógica", "discurso", "narrativa", "conhecimento". Psico-pato-logia seria, então, um discurso, um saber, (logos) sobre o sofrimento, (pathos) da mente (psiquê). Ou seja, um discurso representativo a respeito do pathos, o sofrimento psíquico, sobre o padecer psíquico(CECCARELLI, Paulo. O sofrimento psíquico na perspectiva da psicopatologia fundamental. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 3, p. 471-477, set./dez. 2005. Disponível em: Scielo; Karl Jaspers, J. Hoenig, Marian W. Hamilton General Psychopathology. John Hokins Ed. 1977 e Chicago University Disponível no Google Livros Dez. 2010).
A psicopatologia enquanto estudo dos transtornos mentais é às vezes referida como psicopatologia geral, psicologia anormal, psicologia da anormalidade e psicologia do patológico. É uma visão das patologias mentais, e pode estar vinculada a uma teoria psicológica específica (por exemplo, psicanálise, psicologia humanista), uma área da psicologia (psicologia do desenvolvimento) ou mesmo a outras áreas do conhecimento (neurologia, genética, evolução). Pode-se dizer que a psicopatologia pode ser compreendida por vários vieses, e estes, combinados, dão determinada leitura acerca do sofrimento mental. Essa diversidade de compreensões, ao mesmo tempo em que mostra a complexidade da área, pode causar certa confusão; assim, é fundamental que o interessado no estudo da psicopatologia tenha ciência de que existem várias teorias e abordagens na compreensão dos transtornos mentais e de comportamento. Segundo a OMS, a saúde mental refere-se a um amplo espectro de atividades direta ou indiretamente relacionadas com o componente de bem-estar, que inclui a definição de um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doença(WORLD HEALTH ORGANIZATION. Health topics: mental health). Este conceito engloba não apenas o comportamento manifesto, mas o sentimento de bem-estar e a capacidade de ser produtivo e bem adaptado à sociedade.  O Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais e de Comportamento da Associação Psiquiátrica Americana, quarta edição (DSM-IV-TR), que é o manual utilizado nos Estados Unidos como referência para entendimento e diagnóstico, define os transtornos mentais como síndromes ou padrões comportamentais ou psicológicos com importância clínica, que ocorrem num indivíduo. Estes padrões estão associados com sofrimento, incapacitação ou com risco de sofrimento, morte, dor, deficiência ou perda importante da liberdade. Essa síndrome ou transtorno não deve constituir uma resposta previsível e culturalmente aceita diante de um fato, como o luto. Além disso, deve ser considerada no momento como uma manifestação de uma disfunção comportamental, psicológica ou biológica no indivíduo. Karl Jaspers(Ver biografia), o responsável por tornar a psicopatologia uma ciência autônoma e independente da psiquiatria, afirmava que o objetivo desta é "sentir, apreender e refletir sobre o que realmente acontece na alma do homem". No entanto, a psicopatologia é a própria razão de existir da psiquiatria, sua disciplina fundamental, básica, nuclear. Para Jaspers, a psicopatologia tem por objetivo estudar descritivamente os fenômenos psíquicos anormais, exatamente como se apresentam à experiência imediata, buscando aquilo que constitui a experiência vivida pelo enfermo. A psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, educadores especiais, psicopedagogos, terapeutas, em especial os psiquiatras, os psicólogos, os neurocientistas da pesquisa em comportamento, aos médicos de família e os neurologistas clínicos. Pode estar fundamentada na fenomenologia (no sentido das manifestações da consciência), em oposição a uma abordagem estritamente médica de tais patologias, buscando não reduzir o sujeito a conceitos patológicos, enquadrando-o em padrões baseados em pressupostos e preconceitos. Autores como Karl Jaspers (1883 - 1969) ("Psicopatologia geral", 1913) e Eugène Minkowski, (1885 - 1972) ("Tratado de psicopatologia", 1966) devem nos inspirar ainda a que estabeleçamos uma ponte possível entre a psicopatologia descritiva e a fenomenológica. Diferentemente de outras especialidades médicas, em que os sinais e sintomas são ícones ou índices, a psiquiatria trabalha também com símbolos. Posto isso, o pensamento, a sensibilidade e a intuição ainda são, e sempre serão, o instrumento propedêutico principal do psiquiatra, pois que, sem a homogeneidade conceitual do que seja cada fato psíquico não há, e não haverá, homogeneidade na abordagem clínico-terapêutica do mesmo. Essa é a nossa tarefa: mergulhar nos fenômenos que transitam entre duas consciências, a nossa, a do psiquiatra/pessoa e a do outro, a do paciente/pessoa. Deixar que os fenômenos se fragmentem, que suas partes confluam ou se esparjam, num movimento próprio e intrínseco a eles. Cabe-nos a leitura da configuração final desse jogo estrutural, sem maiores pressupostos ou intencionalidade, e com procedimentos posteriores de verificação. Essa é a tarefa da Fenomenologia. Observe-se que várias categorias de classificação podem ser desenvolvidas a partir dos critérios fornecidos por distintas teorias como por exemplo a fenomenologia que propõem a descrição a partir das manifestações observáveis ou a psicanálise que lida com modelos de relação do ego com os mecanismos inconscientes do desejo e a realidade.
Eugène Minkowski - 1885 – 1972 - "Tratado de psicopatologia" – 1966.
Consultez la liste des tâches à accomplir en page de discussion. Eugeniusz Minkowski (né à Saint-Petersbourg en Russie en 1885, mort à Paris en 1972) fut une figure éminente de la psychiatrie et de la psychopathologie françaises du XX e siècle. Il a été l'assistant d'Eugen Bleuler avant d'émigrer en France.
Auteur : Eugène Minkowski  - Editeur : Harmattan - Collection : Psychanalyse Et Civilisations - Date de parution : 09/10/1997 - EAN13 : 9782738457936 - Genre : Psychopathologie  /  Psychologie - phénoménologique - Langue : français
http://www.images-chapitre.com/ima3/newbig/948/1261948_3165466.jpg
Transcrevi o seguinte:
“Karl Jaspers, o responsável por tornar a psicopatologia uma ciência autônoma e independente...” Karl Jaspers,J. Hoenig,Marian W. Hamilton General Psychopathology. John Hokins Ed. 1977 e Chicago University Disponível no Google Livros Dez. 2010.
A questão é... O que é ciência? Pode a Psiquiatria, a Psicopedagogia, a Psicanálise e a Terapiaparapsicológica serem consideradas ciências? Em outro Tomo da Série de 24, deste trabalho dedicarei uma capítulo a analise da contextualidade. Lembrando que Merriam-Webster Online Dictionary. science - Definition from the Merriam-Webster Online Dictionary (em inglês), edição 2009, conceitua como sendo ciência “Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. Assim, o homem domina a natureza não pela força, mas pela compreensão. É por isto que a ciência teve sucesso onde a magia fracassou: porque ela não buscou um encantamento para lançar sobre a natureza" (Jacob Bronowski). A  ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos" (Albert Einstein) Conforme relatado por SINGH, Simon. Big Bang. p. 459.
Complexidade das Síndromes.
Síndromes Genéticas.
O caráter de uma doença é o resultado da ação da combinação de fatores genéticos e ambientais, porém é conveniente distinguir se a causa principal transformação genética, e sim uma combinação de pequenas variações que, juntas podem produzir um defeito serio. Durante vários anos foram feitas pesquisas sobre as doenças genéticas e foram identificados mais de 50 tipos de doenças, anomalias cromossômicas dentre as quais destacamos algumas:
  1. Síndrome Cri du Chat;
  2. Síndrome de Cornélia de Lange;
  3. Síndrome de Dandy Walker (SDW);
  4. Síndrome de Down;
  5. Síndrome de Edwards ou Trissomia do 18
  6. Síndrome de Klinefelter;
  7. Síndrome de LissencefaliaMiller Dieker;
  8. Síndrome de Marfan;
  9. Síndrome de Patau;
  10. Síndrome de PraderWilli;
  11. Síndrome de Rett;
  12. Síndrome de Treacher Collins;
  13. Síndrome de Turner;
  14. Síndrome de West;
  15. Síndrome de WilliamsBeuren – SW;
  16. Síndromes Infantis.
Síndromes Psiquiátricas.
Como comenta o Professor José Waldo Saraiva Câmara Filho, no universo do conhecimento temos um conjunto de informes relevantes, para o mestrando e o doutorando, como pesquisadores, é relevante a base universal do conhecimento. Como existem Síndromes no campo genético, podemos também correlacioná-la no contexto psiquiátrico. Entre as Síndromes Psiquiátricas podemos mencionar, entre outras:
Síndrome Depressiva.
Como doutrina a ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, como base o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM IV);  KAPLAN; SADOCK e GREBB em seu Compêndio de Psiquiatria: Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica...  Afetos e humores referem-se a diferentes aspectos da emoção. O afeto é comunicado através da expressão facial, inflexão vocal, gestos e postura. O afeto visa indicar se uma pessoa está satisfeita, aflita, desgostosa ou em perigo. Portanto, alegria, tristeza, raiva e medo são afetos básicos que servem a uma função comunicativa em humanos, bem como em outros mamíferos. Os afetos tendem a ser expressões de curta duração, refletindo contingências emocionais momentâneas. Os humores transmitem emoções mais prolongadas, sua natureza mais constante significa que eles são vividos por um tempo suficiente para serem sentidos internamente. As emoções normais de tristeza e alegria devem ser diferenciadas das síndromes patológicas depressivas e maníacas. A tristeza, ou depressão normal, é uma resposta universal a derrotas, decepções ou adversidades. A alegria está predominantemente ligada a conquistas, ao sucesso.  
No contexto geral, em particular nas síndromes aqui co-relatadas, é importante reforçar, como nos lembra Prof. Aida Santin:
“Síndrome: conjunto de sinais e sintomas que costumam aparecer juntos e pode ser determinada por diversas etiologias. Luto: é um estado emocional normal que se caracteriza pelo conjunto de sinais e sintomas que ocorrem como resposta a separações e perdas significativas. No DSM IV, o luto é descrito por sintomas (acentuado prejuízo funcional, preocupação mórbida com desvalia, ideação suicida, sintomas psicóticos ou retardo psicomotor) que persistem por não mais do que dois meses após a perda de um ente querido”.
Ainda na linha da hermenêutica do DSM-IV, CID-10 e respaldado nas bases cientificas dos doutrinadores designados nas referencia bibliográficas se postura nessa contextualização, três grandes grupos de sintomas que estão e ficam definidos  nas síndromes depressiva e maníaca: afeto, cognição e percepção, atividade e comportamento. Destes é o afeto (humor) talvez o menosvariável nos estados depressivos. Cognição e percepção mudam profundamente, bem como a atividade e o comportamento.
Afeto: Os estados mórbidos do humor são caracterizados pelos seguintes aspectos: 
(1) quando a intensidade é exagerada e está fora das proporções esperadas; 
(2) não respondem ao apaziguamento; 
(3) são mantidos por maior tempo do que o esperado; 
(4) tem efeito sobre o estado mental global, sendo o julgamento seriamente influenciado pelo humor; 
(5) são inadequados para a circunstância, assim: apatia, anedonia, insensibilidade para eventos agradáveis, hipersensibilidade para eventos desagradáveis, alegria excessiva.
Cognição e Percepção: Virtualmente toda a atividade mental está de forma marcadamente diminuída na depressão e aumentada na mania. Por definição, quando pacientes com depressão e mania apresentam obscurecimento da consciência, delírios e alucinações, fala-se que esses apresentam depressão com psicose ou mania com psicose. No entanto, pensamentos suicidas, ruminações mórbidas e pensamentos hipocondríacos são comuns nos estados depressivos. No estado maníaco, são características a onipotência no pensamento e a grandiosidade.
Atividade e comportamento: O pensamento e a expressão verbal, a atividade e o comportamento estão quase sempre lentificados na depressão. Fadiga falta de atividade (adinamia), prejuízo na vontade de querer (avolia), e profundas alterações nos padrões de sono e alimentação podem estar presentes na síndrome depressiva. Na síndrome maníaca, há aceleração de todas as funções, o pensamento e a expressão verbal, a atividade e o comportamento estão acelerados.
O Neurocientista com formação especializada, por exemplo, FARMACOLOGIA, INTEPRETAÇÃO DE SINAIS NEUROSINAPTICOS, etc., devem em uma visão mais ampla conhecer o universo dos PROBLEMAS de ordem anatômica; fisiológica e patológica que se estabelece nas funções cerebrais. Assim, não será exagero recordar.
SÍNDROME DEPRESSIVA.
Lista de Sinais e Sintomas:
a. Humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase todas as atividades: O humor é descrito pela pessoa como triste, deprimido, desesperançado, desencorajado. A expressão facial e corporal mostra-se deprimida. O paciente pode ter queixas somáticas, como dorescorporais. Alguns referem aumento da irritabilidade (raiva persistente, tendência para responder a eventos com ataques de ira ou culpando os outros, ou um sentimento exagerado de frustração por questões menores). A perda de interesse ou prazer está quase sempre presente, pelo menos em algum grau. A pessoa apresenta menor interesse por passatempos, tem menos prazer com qualquer atividade anteriormente considerada agradável. Pode haver redução do interesse ou desejo sexual.
b. Alterações do apetite ou peso, sono e atividade psicomotora: O apetite geralmente está reduzido, muitos se forçam a comer. Pode também haver um aumento do apetite. A alteração do sono mais freqüente é a insônia. Os pacientes também podem apresentar hipersônia noturna ou diurna. As alterações psicomotoras incluem a agitação (incapacidade de ficar sentado quieto, ficar andando sem parar, agitar as mão, puxar ou esfregar a pele, roupas ou objetos) ou o retardo psicomotor (discurso, pensamento ou movimentos corporais lentificados, fala com volume diminuído, fala menos). As outras pessoas devem perceber a alteração psicomotora, não sendo somente um relato do paciente.
c. Diminuição da energia: O paciente pode relatar fadiga persistente sem esforço físico. As tarefas leves parecem exigir um esforço substancial. Pode haver diminuição na eficiência para realizar tarefas.
d. Sentimentos de desvalia ou culpa: Pode incluir avaliações negativas e irrealistas do próprio valor, sentimentos de culpa e ruminações acerca de pequenos fracassos do passado. Essas pessoas geralmente interpretam mal eventos triviais ou neutros do cotidiano, como evidências de defeitos pessoais, e têm um senso exagerado de responsabilidade pelas adversidades. Esses sentimentos podem assumir proporções delirantes.
e. Dificuldades para pensar, concentrar-se ou tomar decisões: As pessoas podem distrair- se facilmente e ter dificuldade de memória.
f.  Pensamentos recorrentes sobre morte, ideação suicida, planos ou tentativas de suicídio: Esses pensamentos variam desde uma crença de que seria melhor estar morto até pensamentos transitórios porém recorrentes sobre cometer suicídio ou planos específicos para se matar.
SÍNDROME MANÍACA.
Lista de Sinais e Sintomas.
a. Humor elevado: Eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. Humor expansivo:Entusiasmo incessante e indiscriminado por interações interpessoais, sexuais ou profissionais (ex. pode ter longas conversas com estranhos em locais públicos). Humor instável.
b. Auto estima inflada ou grandiosidade: Tipicamente presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes. Os indivíduos podem oferecer conselhos sobre questões acerca das quais não possuem qualquer conhecimento especial. Podem, sem experiência ou talento qualquer, começar a escrever um romance, uma sinfonia.
c.  Necessidade de sono diminuída: A pessoa acorda várias horas antes do habitual, sentindo-se cheia de energia. Pode passar dias sem dormir, sem sentir-se cansado.
d.  Pressão por falar: A fala é pressionada, alta, rápida, difícil de interromper. 
e.  Fuga de idéias: Com mudanças abruptas de um assunto para o outro. Experiência subjetiva de que os pensamentos estão correndo: Os pacientes descrevem como se estivessem assistindo dois ou três programas de TV simultaneamente. 
f.  Distratibilidade: Incapacidade de filtrar estímulos externos irrelevantes. 
g.  Maior envolvimento em atividades dirigidas a objetivos: Participação em múltiplas atividades (sexuais, profissionais, políticas ou religiosas). Há um aumento da sociabilidade (renovar antigas amizades, telefonar para amigos ou pessoas a qualquer hora do dia). Apresentam agitação ou inquietação psicomotora, andam sem parar, mantém múltiplas conversas simultaneamente. 
h.  Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento levam aoenvolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas, como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa. 
Síndrome Depressiva.
Estados depressivos caracterizados por uma lentificação e diminuição em quase todos os aspectos das emoções e do comportamento: velocidade do pensamento e fala, energia, sexualidade e habilidade para sentir prazer. A severidade da doença varia amplamente. O humor é usualmente desolado, pessimista e desesperado. Acompanha um profundo senso de futilidade, muitas vezes precedido pela crença de que a habilidade de experimentar prazer definitivamente se foi. O mundo físico e o emocional são experimentados como monocromáticos, como sombras cinzas e negras. Aumento da irritabilidade, raiva, idéias, turbulência emocional e ansiedade estão muitas vezes correlacionadas ao humor depressivo. Os sintomas podem variar desde uma leve diminuição da atividade física e mental, com pequenas distorções cognitivas e da percepção, ao profundo estupor depressivo, delírios, alucinações e obscurecimento da consciência. 
Síndrome Maníaca.
Estados maníacos se caracterizam tipicamente por humor elevado, fala abundante e rápida, pensamentos acelerados, nível de atividades física e mental elevado, mais energia (com uma correspondente diminuição da necessidade de sono), irritabilidade, aumento da sensibilidade e sexualidade, paranóia e impulsividade.
 No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4a edição - DSM IV (Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders) da Associação Americana de Psiquiatria - as síndromes de alteração do Humor são classificadas assim:
EPISÓDIOS DE HUMOR.
1. Episódio Depressivo Maior - um período mínimo de duas semanas, durante as quais há um humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase todas as atividades. Em crianças e adolescentes o humor pode ser irritável ao invés de triste. O indivíduo também deve apresentar quatro sintomas adicionais extraídos de uma lista que inclui: alterações no apetite ou no peso, no sono e na atividade psicomotora; diminuição da energia; sentimentos de desvalia ou culpa; dificuldades para pensar, concentrar-se ou tomar decisões; pensamentos recorrentes sobre morte ou ideação suicida, planos ou tentativas de suicídio. Os sintomas devem persistir na maior parte dos dias, praticamente todos os dias. O episódio deve ser acompanhado por sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. O episódio não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso ou um medicamento. Também não deve decorrer de uma condição médica geral e nem ser mais bem explicado por luto.  
2. Episódio Maníaco - É definido por um período distinto, durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. Este período de humor anormal deve durar pelo menos uma semana (ou menos se a hospitalização for exigida). A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos 3 sintomas adicionais de uma lista que inclui: auto-estima inflada ou grandiosidade, necessidade de sono diminuída, pressão por falar, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividade dirigidas a objetivos ou agitação psicomotora, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas. Se humor irritável, pelo menos 4 dos sintomas adicionais devem estar presentes. Os sintomas não satisfazem os critérios para um episódio misto, que se caracteriza pelos sintomas tanto de um episódio maníaco quanto de um episódio depressivo maior, ocorrendo quase todos os dias, por pelo menos uma semana. A perturbação deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo ou para exigir hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos. O episódio não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, um medicamento, outros tratamentos somáticos para a depressão ou exposição a toxina. Também não deve decorrer de uma condição médica geral.
3. Episódio Misto - Satisfazem-se os critérios para episódio maníaco e depressivo quase todos os dias, por no mínimo uma semana. A perturbação deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo ou para exigir hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos. O episódio não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso ou um medicamento ou decorrer de uma condição médica geral.
4. Episódio Hipomaníaco - É definido como um período distinto, durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, com duração mínima de 4 dias. A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos 3 sintomas adicionais de uma lista que inclui: auto-estima inflada ou grandiosidade, necessidade de sono diminuída, pressão por falar, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividade dirigidas a objetivos ou agitação psicomotora, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas. Se o humor é irritável, pelo menos 4 dos sintomas adicionais devem estar presentes. Comparado com um episódio maníaco, um episódio hipomaníaco não é suficientemente severo para causar prejuízo acentuado no funcionamento social, profissional ou outras áreas importantes da vida do indivíduo ou para exigir hospitalização e não existem aspectos psicóticos. O episódio não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso ou um medicamento ou decorrer de uma condição médica geral.
TRANSTORNOS DEPRESSIVOS.
1. Transtorno Depressivo Maior - um ou mais episódios depressivos maiores (2 semanas de humor deprimido ou perda de interesse, acompanhada por pelo menos quatro sintomas adicionais de depressão).
2. Transtorno Distímico - pelo menos 2 anos de humor deprimido na maior parte do tempo, acompanhado de sintomas adicionais de depressão, que não satisfazem os critérios para um episódio depressivo maior.
3. Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação - não satisfaz critérios para transtorno depressivo maior, transtorno distímico, transtorno de ajustamento com humor deprimido ou transtorno de ajustamento misto de ansiedade e depressão.
TRANSTORNOS BIPOLARES
1. Transtorno Bipolar I - um ou mais episódios maníacos ou mistos, geralmente acompanhados por episódios depressivos maiores.
2. Transtorno Bipolar II - um ou mais episódios depressivos maiores, acompanhado por pelo menos um episódio hipomaníaco.
3. Transtorno Ciclotímico - pelo menos 2 anos com numerosos períodos de sintomas hipomaníacos, que não satisfazem critérios para um episódio maníaco, e numerosos períodos de sintomas depressivos, que não satisfazem critérios para um episódio depressivo maior.
4. Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação - não satisfazem critérios para qualquer transtorno bipolar específico
OUTROS TRANSTORNOS DO HUMOR.
1.      Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral;
2.      Transtorno do Humor Induzido por Substância;
3.      Transtorno do Humor Sem Outra Especificação. 
Síndrome Psicótica.
Quadro Analítico.
Perda do contato com a realidade (interpretação psicodinâmica).
Alterações da consciência do eu.
Atividade do eu, despersonalização, vivências de influência corporal e psíquica, inserção do pensamento, roubo do pensamento, interceptação do pensamento.
Unidade do eu, vivências psicóticas do duplo eu.
Identidade do eu, vivências delirantes ( mudança de personalidade).
Oposição ao exterior, difusão do pensamento, telepatia, eco do pensamento.
Perda do controle sobre seu eu, invasão do mundo a sua intimidade, perda dos limites egóicos corporais e psíquicos.
Alterações do juízo de realidade.
Delírios.
Percepção delirante.
Interpretação delirante.
Ocorrência delirante.
Representação delirante.
Humor delirante.
Idéias delirantes x idéias deliróides.
Alterações senso perceptivas.
Alucinações.
Ilusões.
Alterações da afetividade.
Indiferença afetiva, embotamento, esvaziamento afetivo, ambivalência afetiva, incongruência afetiva, dissociação ideo-afetiva, afeto pueril.
Alterações do pensamento.
Empobrecimento, alogia* afrouxamento de associações correlacionadas com segregação do pensamento, perda das relações conceituais, desintegração e condensação de conceitos.
* - Alogia - Afasia, perda da capacidade lingüística de maneira parcial ou total; impossibilidade de falar por lesão dos centros nervosos.
Alterações da linguagem.
Diminuição da fluência verbal correlacionada com mutismo, empobrecimento, neologismos, ecolalia, palilalia**, solilóquios.
Alterações da psicomotricidade.
Agitação, lentificação, estupor, maneirismos, catalepsia, flexibilidade ***cérea, ambitendência, ecopraxia, ****ecomimia.
* - Alogia - Afasia, perda da capacidade lingüística de maneira parcial ou total; impossibilidade de falar por lesão dos centros nervosos. ** - Palilalia  - Dificuldade da fala, que consiste na repetição involuntária das palavras e, às vezes, das frases. ***Cérea – de cera; da cor da cera;  figurado muito pálido.  ****Ecomimia - Eco+gr – mimos + ia1.  Ecocinesia. É a imitação compulsiva dos movimentos de outras pessoas. Sinônimo de ecocinesia ou Ecopraxia.
Outras alterações.
Ambivalência volitiva, autonegligência, hipobulia, avolição (abulia), isolamento social, negativismo.

SÍNDROME ANSIOSA.

Sintomas autonômicos.

Taquicardia, palpitação, taquipnéia,  sensação de falta de ar ou sufocação, sudorese, boca seca, náusea, micção freqüente,  dificuldade para engolir, mal-estar abdominal, eructações, arrepios de frio, ondas de calor, aumento do peristaltismo ( diarréia ), flatulência, *****piloereção, midríase.
***** - A piloereção é um mecanismo natural para manter/aumentar a temperatura corporal valendo-se do fato de que o ar é um excelente isolante térmico, eriçar os pelos (ou penas no caso das aves) é uma maneira de criar e preservar um leve colchão de ar em torno do corpo. Claro que para nós, macacos nús, com nossos pouquíssimos pêlos o resultado não é lá grande coisa, mas a permanência deste mecanismo natural torna possível utilizar a piloereção como meio de diagnosticar a hipotermia em humanos ou outros mamíferos - com a baixa temperatura nosso corpo eriça os pêlos tentando compensá-la.
Hiperventilação.
(******)Parestesias, tonturas, vertigem, opressão no peito, desrealização, despersonalização.
(******) Parestesias são sensações cutâneas subjetivas (ex., frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação. Podem ocorrer caso algum nervo sensorial seja afetado, seja por contato ou pelo rompimento das terminações nervosas. Formigamento é a sensação causada após efeito de anestesia ou por falta de circulação sanguínea. Pode acontecer por obstrução momentânea da passagem de sangue a alguma região do corpo. Assim que a irrigação sanguínea é restabelecida, o corpo reage com a sensação de estímulo cutâneo. Pode também ocorrer devido à pressão sobre um nervo, tal como nos casos de hérnia de disco e também devido à ocorrência de zoster em pacientes com manifestação clínica. Pode acontecer também devido à imobilidade prolongada de membros.

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