NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA
Síndromes com repercussão na deficiência
intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico.
TOMO II
CAPÍTULO I
Os fundamentos das deficiências e síndromes.
Capitulo I
Introdução
1. Os fundamentos das
deficiências e síndromes.
2. Introdução.
3. Deficiência(s) física.
4. Definição.
5. Características.
6. Recomendações.
7. PARALISIA CEREBRAL.
8. Definição.
9. Características.
10. Recomendações.
11. Deficiência
Visual.
12. Definição.
13. Características.
14. Recomendações.
15. Deficiência
Auditiva
16. Definição.
17. Características.
18. Recomendações.
19. Deficiência
múltipla.
20. Definição.
21. SURDO-CEGUEIRA
22. Definição.
23. Características.
24. Recomendações.
25. Deficiência
intelectual
26. Definição.
27. SÍNDROME DE
DOWN.
28. Definição.
29. Características.
30. Recomendações.
31. TGD.
32. Definição
33. AUTISMO.
34. Definição.
35. Características.
36. Recomendações.
37. SÍNDROME DE
ASPERGER.
38. Definição.
39. Características.
40. Recomendações.
41. SÍNDROME DE
WILLIAMS.
42. Definição.
43. Características.
44. Recomendações.
45. SÍNDROME DE RETT.
46. Definição.
47. Características.
48. Recomendações.
49. Associações

"O professor na educação especial deve se comprometer e
acompanhar o desenvolvimento de seu discente, pois ele é capaz, só depende de
sua capacidade docencial de motivá-lo e interagir nas estimulações. Mesmo
diante das evidencias das dificuldades a determinação supera as
dificuldades" - Professor César Venâncio – Pesquisador, escritor.

"Procurei saber sobre a paralisia cerebral com os
médicos que cuidam do Matheus. Logo percebi que isso é
algo essencial para mim em classe." Eleuza de Fátima Neiva,
professora da EE/Pedro Fernandes da Silva Júnior,
em Ribeirão das Neves, MG, que leciona para Matheus Alves,
8 anos. Foto: Léo Drummond – http://revistaescola.abril.com.br/INCLUSÃO
EDUCAÇÃO ESPECIAL

"Precisei estudar para ensinar Educação Física para alunos
com deficiência visual. Hoje, na sala de recursos, procuro novas possibilidades
para a turma." Anderson Martins, professor de Educação Física da EMEF
Antônio Fenólio, em Taboão da Serra, SP, onde estuda Taianara Monteiro, 13
anos. Foto: Marcelo Min.

"Fui pesquisar como trabalhar com
surdos, aprendi Libras e logo fiz uma pós-graduação em Educação Inclusiva, o que me ajudou
muito." Selma Xavier (no centro), da EE Governador Barbosa Lima, no Recife, onde estudam
Itainan, Matheus e Juliana,
que têm deficiência auditiva.

"No início, achei que não seria capaz
de ensinar o João Vitor. O que me ajudou foi às leituras sobre a
deficiência múltipla e o apoio de uma psicopedagoga." Amanda
Rafaela Silva, professora de pré-escola
na EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, MG. João Vitor tem 7(sete)
anos. Foto: Léo Drummond.

"Ajudou no meu trabalho perceber que o Benjamin precisa visualizar. Ele
entende mais diante de situações
concretas." Roseléia Blecher, professora da Nova Escola Judaica Bialik Renascença, em São
Paulo, onde estuda
Benjamin Saidon, 15 anos, com
síndrome de Down. Foto: Marcelo Min

"Trocando experiências com
colegas, descobri novas maneiras de ensinar o Matheus. E,
quando percebi que ele aprendia, nunca mais dei sossego a ele." Hellen Beatriz
Figueiredo, que deu aulas para Matheus Santana da Silva, autista, na 1ª série da EMEF Coronel Hélio
Franco Chaves, em São Paulo. Foto: Marcelo Min.
Os fundamentos das
deficiências e síndromes.
No campo da psicopedagogia conhecer o que afeta o aluno/aprendente
é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem.

Introdução.
Você sabe o que é síndrome de Rett, síndrome de Williams ou
surdo-cegueira? Para receber os alunos com necessidades educacionais especiais
pela porta da frente, é preciso conhecer as características de cada síndrome ou
deficiência. O primeiro passo é entender as diferenças entre os dois termos.
Deficiência é um desenvolvimento insuficiente, em termos globais ou
específicos, ou um déficit intelectual, físico, visual, auditivo ou múltiplo
(quando atinge duas ou mais dessas áreas). Síndrome é o nome que se dá a uma
série de sinais e sintomas que, juntos, evidenciam uma condição particular. A
síndrome de Down, por exemplo, engloba deficiência intelectual, baixo tônus muscular
(hipotonia) e dificuldades na comunicação, além de outras características, que
variam entre os atingidos por ela. Se você leciona para alguém com diagnóstico
que se encaixa nesse quadro, precisa saber que é possível ensiná-lo.
Deficiência(s) física.
Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a
coordenação motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por lesões
neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, más-formações congênitas ou por
condições adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal (doença que causa fraqueza
muscular), hidrocefalia (excesso do líquido que serve de proteção ao sistema
nervoso central) e paralisia cerebral (desordem no sistema nervoso central),
que exige dos professores cuidados específicos em sala de aula.
Características: são comuns as dificuldades no grafismo em função
do comprometimento motor. Às vezes, o aprendizado é mais lento, mas, exceto nos
casos de alteração na motricidade oral, a linguagem é adquirida sem problemas.
Muitos precisam de cadeira de rodas ou muletas para se locomover. Outros apenas
de apoios especial e material escolar adaptado, como apontadores, suportes para
lápis etc.
Recomendações: a escola precisa ter elevadores ou rampas. Fique
atento a cuidados do dia a dia, como a hora de ir ao banheiro. "Algum
funcionário que tenha força deve acompanhar a criança", explica Professora
Ray Rabelo, professora do Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura –
INESPEC - CAEE, na capital cearense. Nos casos de hidrocefalia, é preciso observar
sintomas como vômitos e dores de cabeça, que podem indicar problemas com a
válvula implantada na cabeça.
PARALISIA CEREBRAL.
Definição: lesão no sistema nervoso central causado, na maioria
das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao
nascer ou até dois anos após o parto. "Em 75% dos casos, a paralisia vem
acompanhada de um dano intelectual", acrescenta Professora Ray Rabelo,
professora do Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura – INESPEC -
CAEE,
Características: a principal é a espasticidade, um desequilíbrio
na contenção muscular que causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na
coordenação motora, na força e no equilíbrio. Pode afetar a fala.
Recomendações: para contornar as restrições de coordenação motora,
use canetas e lápis mais grossos - uma espuma em volta deles presa com um
elástico costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que
os cadernos. Escreva com letras grandes e peça que o aluno se sente na frente.
É importante que a carteira seja inclinada. Se ele não consegue falar e não
utiliza uma prancha própria de comunicação alternativa, providencie uma para
ele com desenhos ou fotos por meio dos quais se estabelece a comunicação. Ela
pode ser feita com papel cartão ou cartolina, em que são coladas figuras
pequenas do mesmo material e fotos que representem pessoas e coisas
significativas como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o
abecedário e palavras-chave, como "sim", "não", "fome",
"sede", "entrar", "sair" etc. Para informar o que
quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se comunica. Ele precisa de uns
cuidados para ir ao banheiro e, em alguns casos, para tomar lanche.
Deficiência Visual.
Definição:
condição apresentada por quem tem baixa visão (em geral, entre 40 e 60%) ou
cegueira (resíduo mínimo da visão ou perda total), que leva à necessidade de
usar o braile para ler e escrever.
Características:
a perda visual é causada em geral por duas doenças congênitas: glaucoma
(pressão intra-ocular que causa lesões irreversíveis no nervo ótico) e catarata
(opacidade no cristalino). Em alguns casos, as doenças são confundidas com uma
ametropia (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), que pode ser corrigida pelo
uso de lentes, o que permite o retorno total da visão. A catarata também pode
ser corrigida, mas só com cirurgia. "O aluno que não enxerga o colega a 2
metros nas brincadeiras, principalmente em espaços abertos, pode ter 5 ou 6
graus de miopia e não necessariamente baixa visão ou cegueira", explica a
oftalmologia.
Recomendações:
promover a realização de exames de acuidade visual na escola para identificar
possíveis doenças - reversíveis ou não - ou ametropias. Se o estudante não percebe expressões
faciais, lide com ele de maneira perceptiva, alterando, por exemplo, o tom de
voz. As atenções devem ser redobradas quando o assunto é orientação e
mobilidade. É preciso identificar os degraus com contraste (faixa amarela ou
barbante), os obstáculos, como pisos com alturas diferentes, e, principalmente,
os vãos livres e desníveis. A
sinalização de marcos importantes, como
tabuletas indicando cada sala e espaço, é feita também em braile. Uma ideia é trabalhar maquetes
da escola para que o espaço seja facilmente identificado.
Na sala de aula, é
aconselhável não colocar mochilas no chão ou no corredor entre as carteiras.
Use materiais maiores e reconhecíveis pelo tato. Aproxime os que têm baixa
visão do quadro-negro, já que alguns conseguem enxergar quando sentados na
primeira carteira. Outros precisam de equipamentos especiais. Para os que não
conseguem ler o que está escrito no quadro, há algumas possibilidades.
"Traga o material já escrito de casa e entregue a eles ou peça que os
colegas, em sistema de revezamento, os auxiliem na tarefa", explica a
Professora Ray Rabelo.
Deficiência Auditiva.
Definição:
condição causada por má-formação na orelha, no conduto (cavidade que leva ao
tímpano), nos ossos do ouvido ou ainda por uma lesão neurossensorial no nervo
auditivo ou na cóclea (porção do ouvido responsável pelas terminações
nervosas). Tem origem genética ou pode ser provocada por doenças infecciosas,
como a rubéola e a meningite. Também pode ser temporária, causada por otite.
Características:
pode ser leve, moderada, severa ou profunda. Quanto mais aguda, mais difícil é
o desenvolvimento da linguagem. Um exame fonoaudiológico é capaz de identificar
o grau da lesão.
Recomendações:
há duas formas de o aluno com deficiência auditiva desenvolver a linguagem. Uma
delas é usar um aparelho auditivo e passar por acompanhamento terapêutico,
familiar e escolar. "Pessoas surdas conseguem falar", explica a
técnica Beatriz Mendes.(Docente da
Pontifícia Universidade Católica (PUC), em São Paulo, que atua na Divisão de
Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação - Derdic). Para isso, tem de passar por terapia, receber
novos moldes e próteses e ter o apoio da família e do professor(especialista em
EE ou AEE)", complementa Beatriz Novaes, docente da PUC e coordenadora do
Centro Audição na Criança da Derdic, da mesma universidade paulistana. Outro
meio é aprender a língua brasileira de sinais (Libras). O estudante que tem
perda auditiva também demora mais para se alfabetizar. Pedir que se sente nas
carteiras da frente pode ajudá-lo a aprender melhor. "Fale perto e de
frente para ele", destaca Beatriz Mendes. Aposte também no uso de recursos
visuais e na diminuição de ruídos - e tente o apoio e a integração por meio de
um intérprete de Libras.
Deficiência múltipla.
Definição:
ocorrência de duas ou mais deficiências: autismo e síndrome de Down; uma
intelectual com outra física; uma intelectual e uma visual ou auditiva, por
exemplo. "Não há estudos que indiquem qual associação de deficiência é a
mais comum", afirma Shirley Rodrigues Maia, diretora de programas
educacionais da Associação Educacional para Múltipla Deficiência (Ahimsa). Uma
das mais comuns nas salas de aula é a surdo-cegueira.
SURDO-CEGUEIRA.
SURDO-CEGUEIRA.
Definição:
perdas auditivas e visuais simultâneas e em graus variados. As causas são
principalmente doenças infecciosas, como rubéola, toxoplasmose e
citomegalovírus (doença da mesma família do herpes). A diferença de um cego ou
surdo para um surdo-cego é que este não tem consciência da linguagem e,
portanto, não aprende a se comunicar de imediato.
Características:
traz problemas de comunicação e mobilidade. O surdo-cego pode apresentar dois
comportamentos distintos: isola-se ou é hiperativo.
Recomendações:
o primeiro desafio é criar formas de comunicação. Busque também integrar esse
estudante aos demais e criar rotinas previsíveis para que ele possa entender o
que vai acontecer. Ofereça objetos multisensoriais, que facilitam a
comunicação.
Deficiência intelectual.
Definição: funcionamento intelectual inferior à média (QI), que se
manifesta antes dos 18 anos. Está associada a limitações adaptativas em pelo
menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar,
adaptação social, saúde e segurança, capacidade de uso de recursos da
comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho). O diagnóstico
do que acarreta a deficiência intelectual é muito difícil, englobando fatores
genéticos e ambientais. Além disso, as causas são inúmeras e complexas,
envolvendo fatores pré, peri e pós-natais. Entre elas, a mais comum na escola é
a síndrome de Down.
SÍNDROME DE DOWN.
Definição: alteração genética caracterizada pela presença de um
terceiro cromossomo de número 21.
Características: além do déficit cognitivo, são sintomas as
dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular). Quem tem
a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna, na tireoide, nos
olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas vezes, nasce com
anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. "Ele demora um pouco mais para entender", afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. "Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem", diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. "Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo." Tente perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. "Ele demora um pouco mais para entender", afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. "Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem", diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. "Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo." Tente perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
TGD.
Definição: os Transtornos
Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais
recíprocas, com padrões de comunicação estereotipados e repetitivos e
estreitamento nos interesses e nas atividades. Geralmente se manifestam nos
primeiros cinco anos de vida.
AUTISMO.
Definição: transtorno com
influência genética causado por defeitos em partes do cérebro, como o corpo
caloso (que faz a comunicação entre os dois hemisférios), a amídala (que tem
funções ligadas ao comportamento social e emocional) e o cerebelo (parte mais
anterior dos hemisférios cerebrais, os lobos frontais).
Características: dificuldades de
interação social, de comportamento (movimentos estereotipados, como rodar uma
caneta ou enfileirar carrinhos) e de comunicação (atraso na fala). "Pelo
menos 50% dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência
intelectual", afirma o neurologista José Salomão Schwartzman, docente da pós-graduação
em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em
São Paulo. Alguns, porém, têm habilidades especiais e se tornam gênios da
informática, por exemplo.
Recomendações: para minimizar
a dificuldade de relacionamento, crie situações que possibilitem a interação.
Tenha paciência, pois a agressividade pode se manifestar. Avise quando a rotina
mudar, pois alterações no dia a dia não são bem-vindas. Dê instruções claras e
evite enunciados longos.
SÍNDROME DE ASPERGER.
Definição: condição
genética que tem muitas semelhanças com o autismo.
Características: focos restritos
de interesse são comuns. Quando gosta de Matemática, por exemplo, o aluno só
fala disso. "Use o assunto que o encanta para introduzir um novo",
diz Salomão Schwartzman.
Recomendações:
as mesmas do autismo.
SÍNDROME DE WILLIAMS.
Definição: desordem no
cromossomo 7.
Características: dificuldades
motoras (demora em andar e falta de habilidade para cortar papel e andar de
bicicleta, entre outros) e de orientação espacial. Quando desenha uma casa, por
exemplo, a criança costuma fazer partes dela separadas: a janela, a porta e o
telhado ficam um ao lado do outro. No entanto, há um interesse grande por
música e muita facilidade de comunicação. "As que apresentam essa síndrome
têm uma amabilidade desinteressada", diz Mônica Leone Garcia.
Recomendações: na sala de
aula, desenvolva atividades com música para chamar a atenção delas.
SÍNDROME DE RETT.
Definição: doença
genética que, na maioria dos casos, atinge meninas.
Características: regressão no
desenvolvimento (perda de habilidades anteriormente adquiridas), movimentos
estereotipados e perda do uso das mãos, que surgem entre os 6 e os 18 meses. Há
a interrupção no contato social. A comunicação se faz pelo olhar.
Recomendações: "Crie
estratégias para que esse aluno possa aprender, tentando estabelecer sistemas
de comunicação", diz Shirley Rodrigues Maia, da Ahim-sa. Muitas vezes,
crianças com essa síndrome necessitam de equipamentos especiais para se
comunicar melhor e caminhar.
Subsidiam esse capítulo os textos e entrevistas diversas
produzidas pela organizações seguintes:
Fundação
Dorina Nowill para Cegos, www.fundacaodorina.org.br;
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