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quarta-feira, 15 de março de 2017



Critérios Diagnósticos dos Transtornos Globais do Desenvolvimento.
Desde 1994, a Associação Americana de Psiquiatria passou a colocar em sua quarta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais (DSM-IV-TR) dentro de uma mesma categoria as crianças que eram anteriormente classificadas como psicóticas e autistas, não importando as causas admitidas. O CID-10 (Classificação Internacional das Doenças-décima edição revisada) também traz esta reformulação, incorporando em uma categoria diferentes distúrbios. Embora essa classificação possa facilitar as trocas entre os profissionais da área, ela não produziu, contudo um avanço real na compreensão desses quadros, já que fornece apenas uma descrição destes. Alguns autores, como Kupfer (2000) apontam que esta descrição não auxiliou na prática dos psicanalistas que continuam utilizando-se dos diagnósticos de psicose infantil e de autismo, afirma isso, pois é um sistema de classificação e descrição de sintomas. Mas podemos pensar que se tratando de um campo difícil que envolve falta de concordância entre profissionais e impede qualquer estudo epidemiológico, dificultando enormemente as trocas científicas, já que os pesquisadores não estão falando do mesmo objeto de pesquisa, esta tentativa de uniformidade diagnóstica pode ser entendida como um passo para um maior número de estudos e aproximações neste campo. Assumpção Jr. (1997) afirma que estes distúrbios agrupados não correspondem a uma entidade nosográfica única, mas a um complexo de síndromes das mais variadas etiologias e que tem um repertório comportamental característico, caracterizado por um prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento, como habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação ou presença de comportamentos ou interesses estereotipados. Temos que entender que quando falamos em nosografia, podemos entender a atribuição de um nome a cada entidade mórbida. De acordo com Laurenti (1991) a nosografia tenta traduzir e possibilitar nossa compreensão sobre as causas, sobre a patogênese e sobre a natureza da doença e, é o arcabouço conceitual para o conhecimento sobre os problemas de saúde, fornecendo as bases para o planejamento e a avaliação. Possibilita a todos que tratam da assistência bem como dos problemas de saúde se comunicar entre si em uma mesma linguagem. E é por isso, que o autor explica que esses distúrbios globais do desenvolvimento reunidos no DSM-IV-TR e no CID-10 não são uma única entidade nosográfica, pois englobam diferentes doenças em uma categoria. E às crianças desta ampla categoria foi atribuído o nome de "portadores de distúrbios globais do desenvolvimento.”.  O CID-10 e DSM-IV-TR citados neste trabalho caracterizam os transtornos globais do desenvolvimento de uma maneira parecida. Os dois manuais dão ênfase ao autismo, explicando que este é o distúrbio com maior número de pesquisas relacionadas. O CID-10 apresenta uma diferença em relação à descrição do DSM-IV-TR, no que se refere ao autismo. O autismo no CID-10 é subdivido em categorias de acordo com a idade em que se manifesta. Este apontamento serve apenas para exemplificar como os manuais de classificação diagnóstica são parecidos, com certa padronização em suas descrições.
Classificação no DSM-IV-TR.
Neste manual os transtornos como o autismo são descritos como Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. E abarca: Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância (síndrome de Heller, demência infantil ou psicose desintegrativa), Transtorno de Asperger e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. E de acordo com o DSM-IV-TR caracterizam-se por prejuízos severos nas habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação, ou presença de comportamento, interesses e atividades estereotipados. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo. Refere-se que podem estar associados a algum grau de retardo mental (Eixo II) e são observados, muitas vezes, com um grupo de outras condições médicas (por ex., anormalidades cromossômicas, infecções congênitas e anormalidades estruturais do sistema nervoso central), relacionadas no Eixo III(American Psychiatric Association (2003). DSM-IV-TR: Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas).
Classificação no CID-10.
De acordo com este manual os Transtornos Globais do Desenvolvimento são um grupo de transtornos caracterizados por alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e modalidades de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. E neste texto iremos fazer referência a descrição feita para o autismo, para o autismo atípico e para o transtorno desintegrativo da infância. No que se refere ao autismo infantil, este é descrito pelo CID-10 como uma transtorno caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado que se manifesta antes dos três anos de idade e apresenta uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. E inclui o autismo infantil, a psicose infantil, a síndrome de Kanner e o transtorno autístico. Sobre o autismo atípico, este manual explica que é um transtorno manifestado após os três anos de idade ou que não responde a todos os três grupos de critérios diagnósticos do autismo infantil. De acordo com o CID- 10, o autismo atípico ocorre habitualmente em crianças que apresentam um retardo mental profundo ou um transtorno específico grave do desenvolvimento de linguagem do tipo receptivo. E inclui a psicose infantil atípica, retardo mental com características autísticas. Sobre o transtorno desintegrativo da infância o manual aponta que é caracterizado pela presença de um período de desenvolvimento completamente normal antes da ocorrência do transtorno, sendo que este período é seguido de uma perda manifesta das habilidades anteriormente adquiridas em vários domínios do desenvolvimento no período de alguns meses. Estas manifestações se acompanham tipicamente de uma perda global do interesse com relação ao ambiente, condutas motoras estereotipadas, repetitivas e maneirismos e de uma alteração do tipo autístico da interação social e da comunicação. Esta categoria inclui a demência infantil, a psicose desintegrativa, simbiótica e a síndrome de Heller(OMS. CID-10. Classificação Internacional das Doenças, décima edição revisada, Manual e Glossário. Porto Alegre: Artes Médicas).
Síndrome de Heller.
A síndrome de Heller, também conhecida como Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância, é uma doença degenerativa do cérebro. Nessa síndrome a criança apresenta desenvolvimento motor e intelectual normal até os 3 anos de idade (ás vezes mais) e, a partir de determinado momento, começa a perder todas as capacidades anteriormente adquiridas, passando a ter comportamento semelhantes aos do autismo. A fase de regressão dura de 4 a 8 semanas, onde os principais sintomas são dificuldade em usar palavras já conhecidas, perda de autonomia, perda de controle intestinal, perda de interesse pelas atividades sociais que costumava fazer, isolamento, perda das capacidades motoras , como correr e segurar objetos.  A fase de regressão motora é a mais difícil, a criança geralmente apresenta sinais de confusão e agitação. Após essa fase desenvolve os comportamentos parecidos com os do autismo: evita contato visual, não gosta que lhe abracem, beije ou qualquer tipo de toque, e parecem viver em seu próprio mundo. O diagnóstico da síndrome de Heller é feito através da observação dos sintomas e tratado de forma multimodal, que inclui remédios que diminuem sintomas secundários da doença, como os transtornos de sono, terapias sociais(Lazer, escola, e integração) e fisioterapia. Esses remédios também auxiliam na tentativa de reintegração da criança ao meio social e na melhora do seu desenvolvimento motor.
Síndrome de Kanner.
A Síndrome de Kanner é um Autismo atípico – as pessoas com autismo atípico não partilham todas as duas principais áreas de dificuldade. O autismo atípico pode não ser detectado antes dos três anos de idade. Autismo clássico/Síndrome de Kanner – outro nome para designar o autismo. Diagnóstico – a identificação do autismo, habitualmente por um profissional da área da saúde. Dislexia – este estado causa dificuldades na aprendizagem da leitura, da escrita e da ortografia. Presentes nessa Síndrome. Ecolalia – repetição de palavras que acabaram de ser ditas por outras pessoas. Pensamento inflexível – ter padrões rígidos de pensamento; dificuldade em compreender pontos de vista, novas idéias e conceitos abrangentes. Autismo de alto nível funcional – o mesmo que Síndrome de Asperger, mas com atraso no desenvolvimento da fala. Perturbação Semântica Programática – dificuldades com interação social e com linguagem, mas não com o pensamento imaginativo. Este termo não é comum no Reino Unido, e no Brasil e Portugal. Interação social – comunicar-se com outras pessoas e reagir a elas numa grande variedade de situações sociais. Regras sociais – formas aceitas de comportamento em diferentes situações, tais como a escola, o lar e o trabalho. Espectro – as pessoas com autismo são afetadas pelo seu estado em diferentes graus, assim o autismo é conhecido como um estado de espectro que vai desde o autismo de baixo funcionamento ou autismo de alto funcionamento (o mesmo que Síndrome de Asperger). Tríade de dificuldades qualitativas – as três principais dificuldades que as pessoas com autismo têm. Apoio visual – imagens, fotografias ou materiais escritos que ajudem à compreensão.
Espectro Autista. - ”Autism spectrum”.
O espectro autista, também referido por desordens do espectro autista (DEA, ou ASD em inglês) ou ainda condições do espectro autista (CEA, ou ASC em inglês), é um espectro de condições psicológicas caracterizado por anormalidades generalizadas de interação social e de comunicação, e por gama de interesses muito restrita e comportamento altamente repetitivo. Um levantamento de dados(Inglês Americano, USA) no ano de  2005 estimou em 6,0 a 6,5 por 1000 a ocorrência de DEAs. Das várias formas de DEA, o transtorno invasivo de desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS, em inglês) foi larga maioria, o autismo ficou com 1,3 por 1000 e a Síndrome de Asperger em cerca de 0,3 por 1000; as formas atípicas como transtorno desintegrativo da infância e Síndrome de Rett foram muito mais raros.

Classificação.

As três formas principais de DEA são autismo, síndrome de Asperger e PDD-NOS. Embora se tenha notícias de 8 nsíndromes nessa escala conceitual. O autismo é o centro das desordens do espectro autista. A Síndrome de Asperger é o mais próximo do autismo pelos sintomas e provavelmente pelas causas; mas diferente do autista, o Asperger não tem qualquer atraso significativo no desenvolvimento da linguagem. O diagnóstico de transtorno invasivo do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) ocorre quando não se encontram critérios para outro transtorno mais específico. Creio que ai reside a confusão de classificação e intervenção. Algumas fontes também incluem a síndrome de Rett e o transtorno desintegrativo da infância, que compartilham vários traços com o autismo, mas podem ter causas não-relacionadas; outras fontes combinam as DEA com estas duas condições na definição de transtornos invasivos do desenvolvimento. A terminologia do autismo pode causar confusão. Autismo, Asperger e PDD-NOS às vezes são chamados de desordens autísticas (ou transtornos autísticos), em vez de DEA, enquanto o autismo propriamente dito muitas vezes é chamado de desordem autista, ou autismo infantil. Apesar de os termos transtorno invasivo do desenvolvimento, mais antigo, e desordem do espectro autista, mais recente, se sobreporem totalmente ou quase, o primeiro foi cunhado com a intenção de descrever um conjunto específico de classificações diagnósticas, enquanto o segundo supõe uma desordem espectral que envolve diversas condições. DEA, por sua vez, é uma parte do fenótipo autista mais-amplo (FAMA, ou BAP, em inglês), que podem não ter DEA mas possuem traços semelhantes aos do autismo, tal como evitar o contato visual.

Características.

As características definidoras das desordens do espectro autista são debilidades de comunicação e interação social, junto a interesses e atividades restritos e repetitivos. Sintomas individuais ocorrem na população em geral, e não parecem ter muita relação entre si, não existindo uma linha bem definida que separe uma situação patológica de traços comuns. Outros aspectos dos DEA, como alimentação atípica, também são comuns, mas não essenciais para o diagnóstico; eles podem afetar o indivíduo ou a família. Estima-se que entre 0,5% e 10% dos indivíduos com DEA possuam habilidades incomuns, que vão desde habilidades pitorescas, como a memorização de curiosidades, até os talentos extremamente raros dos prodigiosos autistas savants. Ao contrário da crença comum, as crianças autistas não preferem estar sós. Fazer e manter amizades costuma ser difícil para aqueles com autismo. Para eles, a qualidade das amizades, não o número de amigos, determina o quão sós se sentem. Estar no espectro autista não impede a criança de entender os estereótipos de raça e gênero da sociedade; assim como a criança neurotípicas, ela aprende os estereótipos observando as atitudes de seus pais, tais como trancar o carro em certas localidades.

Tratamento.

Os objetivos principais do tratamento são a redução dos déficits associados e tensão familiar, e aumento da qualidade de vida e da independência funcional. Não há um tratamento padrão que seja melhor do que os outros, e geralmente o tratamento é ajustado às necessidades de cada paciente. Programas de educação especial intensiva e prolongada e terapia comportamental na primeira infância ajudam a criança a adquirir habilidades sociais, de trabalho e cuidados próprios. As abordagens disponíveis incluem análise aplicada de comportamento, modelos desenvolvimentais, ensino estruturado (TEACCH, sigla em inglês), terapia de fala e linguagem, terapia de habilidades sociais e terapia ocupacional.

Epidemiologia.

Os balanços mais recentes apontam a prevalência de 1 a 2 por 1000 de autismo e perto de 6 por 1.000 de DEA; mas por causa de dados inadequados, estes números podem subestimar a real prevalência de DEAs. PDD-NOS constitui vasta maioria dos DEAs, Asperger em torno de 0,3 por 1000 e as outras formas de DEA são muito mais raros. O número de casos relatados de autismo aumentou muito nos anos 1990 e início dos 2000. Este aumento é atribuído principalmente às mudanças nos critérios e práticas de diagnóstico, padrões de orientação, disponibilidade de serviços, idade do diagnóstico e conscientização pública, mas fatores de risco ambientais ainda não identificados não podem ser descartados.
Administrando situações: TGD na escola.
Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária. Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social é atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da auto-regulação. Porém atenção! Nem todos os quadros de TGD são viáveis no primeiro momento para a Educação Inclusiva. Pode se azer necessária uma Educação Especial. Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.
Síndrome de Savants.
A Síndrome de Savant(referenciada nos textos Revista Viver Mente&Cérebro - Edição Especial nº 5. Revista Super Interessante - Edição nº256 Revista Professor Leitão - Edição nº97) é considerada um distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência. As habilidades savants são sempre ligadas a uma memória extraordinária, porém com pouca compreensão do que está sendo descrito. A Síndrome é contextualizada dentro do TGD – Autismo. Encontrada em mais ou menos uma em cada 10 pessoas com autismo e em, aproximadamente, uma em cada 2 mil com danos cerebrais ou retardamento mental, a síndrome de savant é citada na literatura científica desde 1789, quando Benjamim Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível habilidade de calcular de Thomas Fuller, que de matemática sabia pouco mais do que contar. Em 1887, no entanto, John Langdon Down, mais conhecido por ter identificado a síndrome de Down, descreveu 10 pessoas com a síndrome de savant, com as quais manteve contato ao longo de 30 anos – como superintendente do Earlswood Asylum (Londres). Langdon usou o termo idiot savant (sábio idiota), para identificar a síndrome, aceito na época em que um idiota era alguém com QI inferior a 25. Atualmente, graças aos cerca de cem casos descritos na literatura científica, sabe-se muito mais sobre esse conjunto de habilidades - condição rara caracterizada pela existência de grande talento ou habilidade, contrastando fortemente com limitações que, geralmente, ocorrem em pessoas com QIs entre 40 e 70 – embora possa ser encontrado em outras com QIs de até 114. Há ainda muito a ser esclarecido sobre a síndrome de savant. Os avanços das técnicas de imageamento cerebral, entretanto, vêm permitindo uma visão mais detalhada da condição, embora nenhuma teoria possa descrever exatamente como e por que ocorre a genialidade no savant. Mais de um século, desde a descrição original de Down, especialistas vêm acumulando experimentos. Estudos realizados por Bernard Rimland, do Autism Research Institute (Instituto de Pesquisa do Autismo), em San Diego, Califórnia, vêm corroborar a tese de que algum dano no hemisfério esquerdo do cérebro faz com que o direito compense a perda. Rimland possui o maior banco de dados sobre autistas do mundo, com informações sobre 34 mil indivíduos. Ele observa que as habilidades savants presentes em pessoas autistas são mais freqüentemente associadas às funções do hemisfério direito (incluem música, arte, matemática, formas de cálculos, entre outras aptidões), e as habilidades mais deficientes são as relacionadas com as funções do hemisfério esquerdo (incluem linguagem e a especialização da fala). A síndrome de savant afeta o sexo masculino com frequência quatro a seis vezes maior e pode ser congênita ou adquirida após uma doença (como a encefalite) ou algum dano cerebral.
Podemos até dizer é a Classe dos Autista com maior possibilidade da Educação Inclusiva. Citamos algumas pessoas com a Síndrome de Savant e sua incrivel competência:
Leslie Lemke – Aos 14 anos tocou, com perfeição, o Concerto nº 1 para piano de Tchaikovsky, depois de ouvi-lo pela primeira vez enquanto escutava um filme de televisão. Lemke jamais tinha tido aula de piano, é cego, mentalmente incapacitado e tem paralisia cerebral;
Richard Wawro (Escócia) é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos artísticos. Um professor de arte (Londres), quando Wawro era ainda criança, descreveu-o como incrível fenômeno, com a precisão de um mecânico e a visão de um poeta. Wawro é autista;
Kim Peek memorizou mais de 12.000 livros. Descreveu os números de rodovias que vão para qualquer cidade, vilarejo ou condado dos EUA, códigos DDD, CEPs, estações de TV e as redes telefônicas que os servem. Identificava o dia da semana de uma determinada data em segundos. Era mentalmente incapacitado e dependia de seu pai para suas necessidades básicas. Peek serviu de inspiração para o personagem Raymond Babbit, que Dustin Hoffman representou em 1988 no filme Rain man. Faleceu, aos 58 anos, no dia 19/12/2009 de infarto nos EUA;
Alonzo Clemons pode criar réplicas de cera perfeitas de qualquer animal, não importa quão brevemente o veja. Suas estátuas de bronze são vendidas por uma galeria em Aspen, Colorado, e lhe deram reputação nacional. Clemons é mentalmente incapacitad;
Daniel Tammet tem a capacidade de dizer os "primeiros" 22.514 dígitos de PI e aprender línguas rapidamente (fala 11 línguas).
Conclusões textuais.
*V. BE.
Como amplamente comentado o autismo através de Leo Kanner é identificado em 1943. Ele usou o substantivo autismo para descrever um grupo de crianças que tinham características comuns, sendo a mais notável a incapacidade de se relacionar com outras pessoas. Então a palavra autismo tem uma conotação... Com origem germânica:
“Se você se refere à palavra “autista”, ela vem do Alemão AUTISMUS, cunhada por Bleuler em 1912, a partir do Grego AUTO-, “referente a si mesmo”, mais o sufixo -ISMOS, indicando ação ou estado”

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