Critérios
Diagnósticos dos Transtornos Globais do Desenvolvimento.
Desde
1994, a Associação Americana
de Psiquiatria passou a colocar em sua quarta edição do Manual de Diagnóstico e
Estatística de Distúrbios Mentais (DSM-IV-TR)
dentro de uma mesma categoria as crianças que eram anteriormente classificadas
como psicóticas e autistas, não importando as causas admitidas. O CID-10
(Classificação Internacional das Doenças-décima edição revisada) também traz
esta reformulação, incorporando em uma categoria diferentes distúrbios. Embora
essa classificação possa facilitar as trocas entre os profissionais da área,
ela não produziu, contudo um avanço real na compreensão desses quadros, já que
fornece apenas uma descrição destes. Alguns autores, como Kupfer (2000) apontam
que esta descrição não auxiliou na prática dos psicanalistas que continuam
utilizando-se dos diagnósticos de psicose infantil
e de autismo, afirma isso, pois é um sistema de classificação e descrição de
sintomas. Mas podemos pensar que se tratando de um campo difícil que envolve
falta de concordância entre profissionais e impede qualquer estudo
epidemiológico, dificultando enormemente as trocas científicas, já que os
pesquisadores não estão falando do mesmo objeto de pesquisa, esta tentativa de
uniformidade diagnóstica pode ser entendida como um passo para um maior número
de estudos e aproximações neste campo. Assumpção Jr. (1997) afirma que estes
distúrbios agrupados não correspondem a uma entidade nosográfica única, mas a
um complexo de síndromes das mais variadas etiologias e que tem um repertório
comportamental característico, caracterizado por um prejuízo severo e invasivo
em diversas áreas do desenvolvimento, como habilidades de interação social
recíproca, habilidades de comunicação ou presença de comportamentos ou
interesses estereotipados. Temos que entender que quando falamos em nosografia,
podemos entender a atribuição de um nome a cada entidade mórbida. De acordo com
Laurenti (1991) a nosografia tenta traduzir e possibilitar nossa compreensão
sobre as causas, sobre a patogênese e sobre a natureza da doença e, é o
arcabouço conceitual para o conhecimento sobre os problemas de saúde,
fornecendo as bases para o planejamento e a avaliação.
Possibilita a todos que tratam da assistência bem como dos problemas de saúde
se comunicar entre si em uma mesma linguagem. E é por isso, que o autor explica
que esses distúrbios globais do desenvolvimento reunidos no DSM-IV-TR e no
CID-10 não são uma única entidade nosográfica, pois englobam diferentes doenças
em uma categoria. E às crianças desta ampla categoria foi atribuído o nome de
"portadores de distúrbios globais do desenvolvimento.”. O CID-10 e DSM-IV-TR citados neste trabalho
caracterizam os transtornos globais do desenvolvimento de uma maneira parecida.
Os dois manuais dão ênfase ao autismo, explicando que este é o distúrbio com
maior número de pesquisas relacionadas. O CID-10 apresenta uma diferença em
relação à descrição do DSM-IV-TR, no que se refere ao autismo. O autismo no
CID-10 é subdivido em categorias de acordo com a idade em que se manifesta.
Este apontamento serve apenas para exemplificar como os manuais de
classificação diagnóstica são parecidos, com certa padronização em suas
descrições.
Classificação no
DSM-IV-TR.
Neste
manual os transtornos como o autismo são descritos como Transtornos Invasivos
do Desenvolvimento. E abarca: Transtorno Autista, Transtorno de Rett,
Transtorno Desintegrativo da Infância (síndrome de Heller, demência infantil ou
psicose desintegrativa), Transtorno de Asperger e Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento Sem Outra Especificação. E de acordo com o DSM-IV-TR
caracterizam-se por prejuízos severos nas habilidades de interação social
recíproca, habilidades de comunicação, ou presença de comportamento, interesses
e atividades estereotipados. Os prejuízos qualitativos que definem essas
condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de
desenvolvimento ou idade mental do indivíduo. Refere-se que podem estar
associados a algum grau de retardo mental (Eixo II) e são observados, muitas
vezes, com um grupo de outras condições médicas (por ex., anormalidades
cromossômicas, infecções congênitas e anormalidades estruturais do sistema
nervoso central), relacionadas no Eixo III(American Psychiatric Association
(2003). DSM-IV-TR: Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais. Porto
Alegre: Artes Médicas).
Classificação no
CID-10.
De
acordo com este manual os Transtornos Globais do Desenvolvimento são um grupo
de transtornos caracterizados por alterações qualitativas das interações
sociais recíprocas e modalidades de comunicação e por um repertório de
interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. E neste texto
iremos fazer referência a descrição feita para o autismo, para o autismo
atípico e para o transtorno desintegrativo da infância. No que se refere ao
autismo infantil, este é descrito pelo CID-10 como uma transtorno caracterizado
por um desenvolvimento anormal ou alterado que se manifesta antes dos três anos
de idade e apresenta uma perturbação característica do funcionamento em cada um
dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento
focalizado e repetitivo. E inclui o autismo infantil, a psicose infantil, a
síndrome de Kanner e o transtorno autístico. Sobre o autismo atípico, este
manual explica que é um transtorno manifestado após os três anos de idade ou
que não responde a todos os três grupos de critérios diagnósticos do autismo
infantil. De acordo com o CID- 10, o autismo atípico ocorre habitualmente em
crianças que apresentam um retardo mental profundo ou um transtorno específico
grave do desenvolvimento de linguagem do tipo receptivo. E inclui a psicose
infantil atípica, retardo mental com características autísticas. Sobre o
transtorno desintegrativo da infância o manual aponta que é caracterizado pela
presença de um período de desenvolvimento completamente normal antes da
ocorrência do transtorno, sendo que este período é seguido de uma perda
manifesta das habilidades anteriormente adquiridas em vários domínios do
desenvolvimento no período de alguns meses. Estas manifestações se acompanham
tipicamente de uma perda global do interesse com relação ao ambiente, condutas
motoras estereotipadas, repetitivas e maneirismos e de uma alteração do tipo
autístico da interação social e da comunicação. Esta categoria inclui a
demência infantil, a psicose desintegrativa, simbiótica e a síndrome de
Heller(OMS. CID-10. Classificação Internacional das Doenças, décima edição
revisada, Manual e Glossário. Porto Alegre: Artes Médicas).
Síndrome de
Heller.
A
síndrome de Heller, também conhecida como Perturbação Desintegrativa da Segunda
Infância, é uma doença degenerativa do cérebro. Nessa síndrome a criança
apresenta desenvolvimento motor e intelectual normal até os 3 anos de idade (ás
vezes mais) e, a partir de determinado momento, começa a perder todas as
capacidades anteriormente adquiridas, passando a ter comportamento semelhantes
aos do autismo. A fase de regressão dura de 4 a 8 semanas, onde os principais
sintomas são dificuldade em usar palavras já conhecidas, perda de autonomia,
perda de controle intestinal, perda de interesse pelas atividades sociais que
costumava fazer, isolamento, perda das capacidades motoras , como correr e
segurar objetos. A fase de regressão
motora é a mais difícil, a criança geralmente apresenta sinais de confusão e
agitação. Após essa fase desenvolve os comportamentos parecidos com os do
autismo: evita contato visual, não gosta que lhe abracem, beije ou qualquer
tipo de toque, e parecem viver em seu próprio mundo. O diagnóstico da síndrome
de Heller é feito através da observação dos sintomas e tratado de forma
multimodal, que inclui remédios que diminuem sintomas secundários da doença,
como os transtornos de sono, terapias sociais(Lazer, escola, e integração) e
fisioterapia. Esses remédios também auxiliam na tentativa de reintegração da
criança ao meio social e na melhora do seu desenvolvimento motor.
Síndrome de
Kanner.
A
Síndrome de Kanner é um Autismo atípico – as pessoas com autismo atípico não
partilham todas as duas principais áreas de dificuldade. O autismo atípico pode
não ser detectado antes dos três anos de idade. Autismo clássico/Síndrome de
Kanner – outro nome para designar o autismo. Diagnóstico – a identificação do
autismo, habitualmente por um profissional da área da saúde. Dislexia – este
estado causa dificuldades na aprendizagem da leitura, da escrita e da
ortografia. Presentes nessa Síndrome. Ecolalia – repetição de palavras que
acabaram de ser ditas por outras pessoas. Pensamento inflexível – ter padrões
rígidos de pensamento; dificuldade em compreender pontos de vista, novas idéias
e conceitos abrangentes. Autismo de alto nível funcional – o mesmo que Síndrome
de Asperger, mas com atraso no desenvolvimento da fala. Perturbação Semântica
Programática – dificuldades com interação social e com linguagem, mas não com o
pensamento imaginativo. Este termo não é comum no Reino Unido, e no Brasil e
Portugal. Interação social – comunicar-se com outras pessoas e reagir a elas
numa grande variedade de situações sociais. Regras sociais – formas aceitas de
comportamento em diferentes situações, tais como a escola, o lar e o trabalho.
Espectro – as pessoas com autismo são afetadas pelo seu estado em diferentes
graus, assim o autismo é conhecido como um estado de espectro que vai desde o autismo
de baixo funcionamento ou autismo de alto funcionamento (o mesmo que Síndrome
de Asperger). Tríade de dificuldades qualitativas – as três principais
dificuldades que as pessoas com autismo têm. Apoio visual – imagens,
fotografias ou materiais escritos que ajudem à compreensão.
Espectro
Autista. - ”Autism spectrum”.
O espectro autista, também referido por desordens do espectro
autista (DEA, ou ASD em inglês) ou ainda condições do espectro autista
(CEA, ou ASC em inglês), é um espectro de condições psicológicas caracterizado por anormalidades generalizadas de
interação social e de comunicação, e por gama de interesses muito restrita e
comportamento altamente repetitivo. Um levantamento de dados(Inglês Americano,
USA) no ano de 2005 estimou em 6,0 a 6,5
por 1000 a ocorrência de DEAs. Das várias formas de DEA, o transtorno invasivo
de desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS, em inglês) foi larga maioria, o autismo ficou com 1,3 por 1000 e a Síndrome de Asperger em cerca de 0,3 por 1000; as formas atípicas como transtorno desintegrativo da infância e Síndrome de Rett foram muito mais raros.
Classificação.
As três formas principais de DEA são autismo, síndrome de Asperger e
PDD-NOS. Embora se tenha notícias de 8 nsíndromes nessa escala conceitual. O autismo é o centro das desordens do espectro autista. A Síndrome de Asperger é o mais próximo do autismo pelos sintomas e
provavelmente pelas causas; mas diferente do autista, o Asperger não tem
qualquer atraso significativo no desenvolvimento da linguagem. O diagnóstico de transtorno invasivo do desenvolvimento
não-especificado (PDD-NOS) ocorre quando não se encontram critérios para outro transtorno mais
específico. Creio que ai reside a confusão de classificação e intervenção.
Algumas fontes também incluem a síndrome de Rett e o transtorno desintegrativo da infância, que compartilham vários traços com o autismo, mas podem
ter causas não-relacionadas; outras fontes combinam as DEA com estas duas
condições na definição de transtornos invasivos do desenvolvimento. A terminologia do autismo pode causar confusão.
Autismo, Asperger e PDD-NOS às vezes são chamados de desordens autísticas
(ou transtornos autísticos), em vez de DEA, enquanto o autismo
propriamente dito muitas vezes é chamado de desordem autista, ou autismo
infantil. Apesar de os termos transtorno invasivo do desenvolvimento,
mais antigo, e desordem do espectro autista, mais recente, se sobreporem
totalmente ou quase, o primeiro foi cunhado com a intenção de descrever um
conjunto específico de classificações diagnósticas, enquanto o segundo supõe
uma desordem espectral que envolve diversas condições. DEA, por sua vez, é uma
parte do fenótipo autista mais-amplo (FAMA, ou BAP, em inglês), que podem não ter DEA mas
possuem traços semelhantes aos do autismo, tal como evitar o contato visual.
Características.
As características definidoras das desordens do espectro autista são
debilidades de comunicação e interação social, junto a interesses e atividades
restritos e repetitivos. Sintomas individuais ocorrem na população em geral, e
não parecem ter muita relação entre si, não existindo uma linha bem definida
que separe uma situação patológica de traços comuns. Outros aspectos dos DEA,
como alimentação atípica, também são comuns, mas não essenciais para o
diagnóstico; eles podem afetar o indivíduo ou a família. Estima-se que entre
0,5% e 10% dos indivíduos com DEA possuam habilidades incomuns, que vão desde
habilidades pitorescas, como a memorização de curiosidades, até os talentos
extremamente raros dos prodigiosos autistas savants. Ao contrário da crença comum, as crianças autistas não
preferem estar sós. Fazer e manter amizades costuma ser difícil para aqueles
com autismo. Para eles, a qualidade das amizades, não o número de amigos,
determina o quão sós se sentem. Estar no espectro autista não impede a criança
de entender os estereótipos de raça e gênero da sociedade; assim como a criança
neurotípicas, ela aprende os estereótipos observando as atitudes de
seus pais, tais como trancar o carro em certas localidades.
Tratamento.
Os objetivos principais do tratamento são a redução dos déficits associados
e tensão familiar, e aumento da qualidade de vida e da independência funcional.
Não há um tratamento padrão que seja melhor do que os outros, e geralmente o
tratamento é ajustado às necessidades de cada paciente. Programas de educação
especial intensiva e prolongada e terapia comportamental na primeira infância
ajudam a criança a adquirir habilidades sociais, de trabalho e cuidados
próprios. As abordagens disponíveis incluem análise aplicada de
comportamento, modelos desenvolvimentais, ensino estruturado (TEACCH, sigla
em inglês), terapia de fala e linguagem, terapia de habilidades sociais e terapia ocupacional.
Epidemiologia.
Os balanços mais recentes apontam a prevalência de 1 a 2 por 1000 de
autismo e perto de 6 por 1.000 de DEA; mas por causa de dados inadequados,
estes números podem subestimar a real prevalência de DEAs. PDD-NOS constitui vasta maioria dos DEAs, Asperger em torno de
0,3 por 1000 e as outras formas de DEA são muito mais raros. O número de casos
relatados de autismo aumentou muito nos anos 1990 e início dos 2000. Este
aumento é atribuído principalmente às mudanças nos critérios e práticas de
diagnóstico, padrões de orientação, disponibilidade de serviços, idade do
diagnóstico e conscientização pública, mas fatores de risco ambientais ainda
não identificados não podem ser descartados.
Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e
merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e
comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma
faixa etária. Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras
de convívio social é atitudes de extrema importância para garantir o
desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na
aprendizagem da auto-regulação. Porém atenção! Nem todos os quadros de TGD são
viáveis no primeiro momento para a Educação Inclusiva. Pode se azer necessária
uma Educação Especial. Apresentar as atividades do currículo visualmente é
outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes
nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional
responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao
professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas,
estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança.
Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e
encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.
Síndrome
de Savants.
A Síndrome de Savant(referenciada
nos textos Revista Viver Mente&Cérebro - Edição Especial nº 5. Revista
Super Interessante - Edição nº256 Revista Professor Leitão - Edição nº97) é considerada um distúrbio psíquico com
o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de
inteligência. As habilidades savants são sempre ligadas a uma memória extraordinária, porém com pouca compreensão do que está sendo descrito. A Síndrome é contextualizada dentro do TGD
– Autismo. Encontrada em mais ou menos uma em cada 10 pessoas com autismo e em, aproximadamente, uma em cada 2 mil com danos
cerebrais ou retardamento mental, a síndrome de savant é citada na literatura científica desde 1789, quando Benjamim Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível habilidade de calcular de Thomas
Fuller, que de matemática
sabia pouco mais do que contar. Em 1887, no entanto, John Langdon Down, mais conhecido por ter identificado a síndrome de Down, descreveu 10 pessoas com a síndrome de savant, com as
quais manteve contato ao longo de 30 anos – como superintendente do Earlswood
Asylum (Londres). Langdon usou o termo idiot savant (sábio idiota), para
identificar a síndrome, aceito na época em que um idiota era alguém com QI inferior a 25. Atualmente, graças aos cerca de cem casos
descritos na literatura científica, sabe-se muito mais sobre esse conjunto de
habilidades - condição rara caracterizada pela existência de grande talento ou
habilidade, contrastando fortemente com limitações que, geralmente, ocorrem em
pessoas com QIs entre 40 e 70 – embora possa ser encontrado em outras com QIs de até 114. Há ainda muito a ser
esclarecido sobre a síndrome de savant. Os avanços das técnicas de imageamento
cerebral, entretanto, vêm permitindo uma visão mais detalhada da condição,
embora nenhuma teoria possa descrever exatamente como e por que ocorre a
genialidade no savant. Mais de um século, desde a descrição original de Down,
especialistas vêm acumulando experimentos. Estudos realizados por Bernard Rimland, do Autism Research Institute (Instituto de
Pesquisa do Autismo), em San Diego, Califórnia, vêm corroborar a tese de que algum dano no hemisfério esquerdo
do cérebro faz com que o
direito compense a perda. Rimland possui o maior banco de dados sobre autistas
do mundo, com informações sobre 34 mil indivíduos. Ele observa que as
habilidades savants presentes em pessoas autistas são mais
freqüentemente associadas às funções do hemisfério direito (incluem música, arte, matemática, formas de cálculos, entre outras aptidões), e as habilidades mais deficientes são as
relacionadas com as funções do hemisfério esquerdo (incluem linguagem e a
especialização da fala). A síndrome de savant afeta o sexo masculino com
frequência quatro a seis vezes maior e pode ser congênita ou adquirida após uma
doença (como a encefalite) ou algum dano cerebral.
Podemos até dizer é a Classe
dos Autista com maior possibilidade da Educação Inclusiva. Citamos algumas pessoas com a Síndrome de Savant e sua incrivel
competência:
Leslie Lemke – Aos
14 anos tocou, com perfeição, o Concerto nº 1 para piano de Tchaikovsky, depois de ouvi-lo pela primeira vez enquanto escutava
um filme de televisão. Lemke jamais tinha tido aula de piano, é cego,
mentalmente incapacitado e tem paralisia cerebral;
Richard Wawro (Escócia) é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos
artísticos. Um professor de arte (Londres), quando Wawro era ainda criança,
descreveu-o como incrível fenômeno,
com a precisão de um mecânico e a visão de um poeta. Wawro é autista;
Kim
Peek memorizou mais de 12.000 livros. Descreveu
os números de rodovias que vão para qualquer cidade, vilarejo ou condado dos EUA, códigos DDD, CEPs, estações de TV e as redes
telefônicas que os servem. Identificava o dia da semana de uma determinada data
em segundos. Era mentalmente incapacitado e dependia de seu pai para suas
necessidades básicas. Peek serviu de inspiração para o personagem Raymond
Babbit, que Dustin
Hoffman representou em 1988 no filme Rain man. Faleceu, aos 58 anos, no dia 19/12/2009 de
infarto nos EUA;
Alonzo Clemons pode
criar réplicas de cera perfeitas de qualquer animal, não importa quão
brevemente o veja. Suas estátuas de bronze são vendidas por uma galeria em
Aspen, Colorado, e lhe deram reputação nacional. Clemons é mentalmente
incapacitad;
Daniel
Tammet tem a capacidade de dizer os
"primeiros" 22.514 dígitos de PI e aprender línguas rapidamente (fala 11 línguas).
Conclusões textuais.
*V. BE.
Como amplamente
comentado o autismo através de Leo Kanner é identificado em 1943. Ele usou o
substantivo autismo para descrever um grupo de crianças que tinham
características comuns, sendo a mais notável a incapacidade de se relacionar
com outras pessoas. Então a palavra autismo tem uma conotação... Com origem
germânica:
“Se você se refere à palavra “autista”, ela vem do Alemão
AUTISMUS, cunhada por Bleuler em 1912, a partir do Grego AUTO-, “referente a si
mesmo”, mais o sufixo -ISMOS, indicando ação ou estado”
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