*PARAPLÉGICO.
A paralisia é o estado ou situação de
imobilidade, seja ela total ou parcial. A poliomielite (vulgarmente tratada por
paralisia infantil) caracteriza-se por ser uma doença que paralisa
completamente os músculos das pernas, impedindo a pessoa de andar. A paralisia é causada pelo mal funcionamento
de algumas áreas do sistema nervoso central, que deixa de transmitir impulsos
para a ativação muscular. A sede do distúrbio pode estar nas células do
encéfalo ou da medula, ou nos nervos que vão ao músculo. A poliomielite é um
tipo de paralisia em que os músculos mostram-se relaxados e fracos e a sede da
perturbação está nos nervos ligado ao músculo. O tratamento depende de
exercícios, massagens, aplicações elétricas, fisioterapia , etc.
Hemiplegia é uma paralisia de toda uma metade do corpo. Em geral é causada
por doenças cerebrais focais, em especial por uma hemorragia cerebral em caso
de apoplexia.
Hemiparesia é a paralisia parcial de um lado do corpo. Geralmente é causado
por lesões da área corticospinal que corre abaixo dos neurônios corticais do
lobo frontal para os neurônios motores da coluna vertebral, que é responsável
pelos movimentos dos músculos do corpo e seus membros. Também se pode ocorrer
essa doença em caso de complicação no parto de uma criança na hora de seu
nascimento. Atualmente, não há cura,
apenas tratamento para que essa paresia não venha atrapalhar a vivência diária
da pessoa. mas cientistas pesquisam algumas formas através das células tronco.
Hemiplegia é semelhante a hemiparesia, mas hemiparesia é considerado menos
severo.
Diplegia é a
paralisia de dois membros do corpo, sejam eles quais forem, é causada por
rompimento de meninge na altura da oitava vértebra torácica.
Monoplegia ou
monoparesia.
Caracteriza-se
pelo comprometimento de um só membro do corpo. O diagnóstico de monoplegia
indica o comprometimento mais sério de um membro, sendo uma forma de
manifestação da paralisia cerebral. Já o diagnóstico de monoparesia refere-se a
uma forma mais branda de disfunção cerebral, que acomete também apenas só um
membro.
Quando um braço é
comprometido, o ombro é mantido predominantemente em adução, ou seja junto ao
corpo. O cotovelo tende a ser mantido em flexão, assim como o pulso. Os dedos
são mantidos também em flexão, muitas vezes formando uma mão “em garra”. Isto
pode implicar numa maior ou menor dificuldade para escrever no quadro ou no
caderno, assim como para segurar objetos.
Quando a perna é
comprometida, o quadril do lado comprometido é mantido em adução. O pé
apresenta flexão plantar, recebendo a denominação de “pé eqüino”, sendo apoiado
no solo pela ponta do pé. Em função do comprometimento motor desta perna, ela
faz um arco ao avançar para a frente ou é arrastada durante a marcha. Não é
feita flexão do quadril do lado comprometido, nem flexão do joelho
comprometido.
A paraplegia ocorre no momento em que as vias motrizes do sistema piramidal
do sistema nervoso periférico, habitualmente a nível da medula espinhal, são
interrompidas medial e bilateralmente. A paralisia afeta os membros inferiores,
ou toda parte inferior do corpo. Pode ser de dois tipos: Flácida: Onde se
verifica a perda de tónus muscular e que é acompanhada habitualmente por
anestesia cutânea e abolição dos reflexos tendinosos; Espástica: Onde se
verifica a hipertonia dos músculos.
Geralmente, as paraplegias são: Irreversíveis – É causada por um corte transversal da medula ou por causas congénitas; Reversíveis – Pode ser causada por: Compressão medular – Pode ser travada quando é possível intervir a tempo para remover cirurgicamente a causa da compressão; Doenças infecciosas ou degenerativas – As possibilidades de tratamento existem, mesmo se são limitadas.
Geralmente, as paraplegias são: Irreversíveis – É causada por um corte transversal da medula ou por causas congénitas; Reversíveis – Pode ser causada por: Compressão medular – Pode ser travada quando é possível intervir a tempo para remover cirurgicamente a causa da compressão; Doenças infecciosas ou degenerativas – As possibilidades de tratamento existem, mesmo se são limitadas.
Sinais e sintomas.
Incapacidade de mover os membros inferiores; Perda de sensibilidade e formigueiro na parte
inferior do corpo; Incontinência urinária. A Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - Décima Revisão
(CID-10) corresponde a um esforço internacional para listagem
dos agravos à saúde, relacionando seus respectivos códigos. A cada estado de
saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código, que contém
até 6 caracteres. Tais categorias podem incluir um conjunto de doenças
semelhantes. Está dividida em 22 capítulos. O Capítulo VI corresponde à Doenças
do sistema nervoso.
Causas.
Muitas doenças ou acidentes que afectam o cérebro ou a medula espinhal podem provocar paraplegias, como é
caso de: Lesões da medula espinhal –
Quando um traumatismo provocou um corte completo da medula espinal (corte
transversal) em que se verificou a nível das vértebras torácicas ou lombares,
manifesta-se uma paraplegia, geralmente do tipo espástico; Compressão medular -
Quando a medula é comprimida pode manifestar-se uma paraplegia. Isto pode
verificar-se em caso de alterações ósseas congénitas ou degenerativas,
fracturas da coluna vertebral, tumores intra ou extramedulares e fístulas
artério-venosas; Doenças infecciosas – Algumas doenças, conforme a sua
evolução, podem provocar paraplegia, como é o caso da tuberculose óssea (doença
de Pott), sífilis meningovascular e a poliomielite; Intoxicações – Refere-se
sobretudo à intoxicação causada por amoníaco, que se pode verificar em caso de
alcoolismo crónico grave e prolongado, e pode provocar paraplegia nas fases
avançadas deste último; Paraplegia espástica infantil– É uma doença congénita
da primeira infância que surge devido a lesões do córtex cerebral que se
verificaram durante o parto, a hemorragias cerebrais obstétricas ou alterações
no desenvolvimento do cérebro.
Tratamento.
Sintoma de diversas patologias em associação com outros sintomas
neurológicos – O tratamento é aquele da doença que a provocou; Irreversível – O
doente tem que se adaptar a essa condição permanente. A reeducação física e a aprendizagem a um uso correcto dos auxílios à mobilidade,
como a cadeira de rodas, podem melhorar a condições de vida dos paraplégicos,
sobretudo se existe a colaboração constante por parte do paciente; Reversível –
É possível a recuperação parcial ou total, porém esta requer um programa de
intervenções de reabilitação física e recuperação funcional longo e
completo. A paraplegia, tal como
a tetraplegia, é resultante de uma lesão
medular.
Este tipo de lesão classifica-se como completa ou incompleta, dependendo do
fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão medular. A
paraplegia traduz-se na perda de controle e sensibilidade dos membros
inferiores, impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado.
Normalmente as lesões que resultam em paraplegia situam-se ao nível da coluna
dorsal ou coluna
lombar sendo
que quanto mais alta for a lesão maior será a área de impacto, abrangendo o
controle e sensibilidade, uma vez que a medula é afetada. Após uma lesão medular da qual
resulta paraplegia é possível que os membros afetados deixem de receber
permanentemente qualquer tipo de estímulo, tornando os músculos flácidos, o que acarreta uma acentuada
diminuição de massa muscular facilmente visível. Em determinados casos ocorre
um fenômeno denominado espasticidade o qual ainda não é totalmente compreendido
pela comunidade científica. Este fenómeno mantém os músculos ativos através de
movimentos involuntários, os quais no ponto de vista da pessoa afetada
tornam-se incômodos e em determinadas situações limitar a vida ativa, ou até
mesmo impossibilitá-la. Outro tipo de efeito relacionado com a paraplegia
prende-se com o sistema fisiológico da pessoa afectada que sofre um grande
impacto uma vez que a pessoa perde na maioria dos casos o controle das suas
necessidades fisiológicas, este fato leva a que seja necessário, em algumas situações,
proceder a algaliação que têm como objectivo permitir remover a
urina acumulada na bexiga. Muitas vezes este processo gera infecção urinária. A tetraplegia ou quadriplegia é quando uma
paralisia afeta todas as quatro extremidades, superiores e inferiores,
juntamente à musculatura do tronco. À impossibilidade de mover os membros
associam-se, em grau variável, distúrbios da mecânica respiratória, podendo
causar demência leve.
|
Quadriplegia
Classificação
|
|
As tetraplegias são um sintoma entre os tantos de doenças neurológicas
muito graves que compreendem lesões do cérebro ou da medula espinhal, tais como:
- Hemorragias cerebrais – Ocorre tetraplegia quando a ruptura de uma artéria cerebral em seguida a traumatismos, a distúrbios da coagulação ou então a alterações vasculares congênitas ou adquiridas, em que se verifica hemorragia no troco encefálico; é causado também pela invasão de líquido cefalorraquidiano dentro das meninges, alcançando a medula.
- Insuficiência vértebro-basilar – É um ataque isquémico com manifestação aguda derivante de uma insuficiência da irrigação sanguínea improvisa no território da artéria basilar. A sintomatologia é caracterizada por vertigens rotatórias, distúrbios do campo visual, cefaleia, quedas inesperadas e repentinas e a tetraplegia (nos casos mais graves).
- Esclerose lateral amiotrófica – Provoca atrofia progressiva e paralisias dos músculos esqueléticos. Na fase avançada a paralisia afeta todos os quatro membros, propagando-se em seguida também aos músculos do pescoço e da língua.
- Lesões da medula espinhal – Os traumatismos de qualquer natureza que compreendam uma secção parcial ou total da medula espinhal no trato compreendido entre a primeira e a sétima vértebras cervicais podem ter como consequência, se não são mortais, uma tetraplegia.
As tetraplegias são frequentemente consequências
irreversíveis de patologias neurológicas ou neurocirúrgicas graves. O doente
tetraplégico que sobrevive torna-se uma pessoa desprovida de autosuficiência
que terá necessidade de assistência contínua durante toda a vida. Assim,
necessita da intervenção de outras pessoas não só para lhe assegurar uma certa
mobilidade, mas também para realizar os atos cotidianos necessários à
sobrevivência, como comer ou praticar a higiene pessoal, ou vários tipos de
auxílios muito complexos, como por exemplo:
- Cadeiras de rodas especiais que se podem comandar com o queixo (controle mentoniano);
- Aparelhos verticais eletro-hidráulicos para assegurar a posição ereta;
- Respiração assistida.
NOTA DO AUTOR. Tetraplegia se
trata de lesão medular alta(comprometimento dos quatro membros) Quadriplegia se
trata de lesão encefálica(comprometimento dos quatro membros) Plegias (mesmo
que paralisia ou perda total) Paresias (perda parcial).
Como evitar as paralisias
As paralisias podem ser evitadas de diferentes maneiras consoante aquilo
que as provocou, sendo assim:
Para evitar as lesões da medula espinal
- Apertar o cinto de segurança no carro e usar o capacete na moto;
- Usar um equipamento protector quando se praticam desportos violentos;
- Não cometer imprudências quando se mergulha, verificar que a água seja bastante profunda.
Para evitar a transmissão hereditária.
Em caso de precedentes familiares, tais como distrofia muscular ou Coreia
de Huntington, deve-se consultar um geneticista antes da gravidez ou detectar a
presença de doenças genéticas durante esta última.
Para evitar predisposições.
- Levar uma vida saudável para prevenir acidentes vasculares cerebrais e tumores;
- Efectuar uma alimentação equilibrada, pobre de gorduras e colesterol;
- Beber bebidas alcoólicas com moderação;
- Evitar a sobrecarga ponderal;
- Manter-se em exercício físico;
- Não fumar;
- Controlar regularmente a pressão arterial e seguir os conselhos do médico em caso de hipertensão.
**TETRAPLÉGICO.
NEUROCIÊNCIA E CIDADANIA.
As vértebras são os ossos que compõem a
coluna vertebral dos vertebrados. Normalmente existem 33 vértebras no ser
humano, incluíndo as cinco que se encontram fundidas e formam o sacro, e as
quatro coccígeas. As três regiões superiores compreendem as restantes 24
vértebras e são agrupadas em: cervicais (7 vértebras), torácicas (12 vértebras)
e lombares (5 vértebras), de acordo com a zona em que se encontram. Este número
é por vezes aumentado por uma vértebra adicional numa região, ou diminuído numa
região, sendo que esta deficiência é frequentemente compensada por uma vértebra
extra noutra região. O número de vértebras cervicais é, no entanto, muito
raramente aumentado ou diminuído. Cada par de duas vértebras é separado por
duas aberturas chamadas insisuras superior e inferior. A articulação dessas
vertebras forma o forame intervertebral, de onde saem os nervos espinhais.
REFERENCIA ICONOGRÁFICA: Rev. bras. cineantropom. desempenho
hum. vol.12 no.5 Florianópolis 2010 - http://dx.doi.org/10.1590/S1980-00372010000500011
- AUTORES: Fabrício Marinho Bandeira; Fabrício Costa Delfino; Gustavo Azevedo
Carvalho; Renato Valduga - Universidade
Católica de Brasília. Curso de Fisioterapia. Brasília, DF. Brasil

Sâo 7. A primeira chama-se Atlas, fazendo
a articulação com o crânio (processo articular superior do atlas com o côndilo
do occipital), e a segunda, Axis, cujo dente ("Dente do Áxis")
articula-se com a Atlas. Ambas são fundamentais e singulares por permitirem os
movimentos da cabeça. A sétima vértebra ou C7, por ser facilmente notada,
principalmente em pessoas mais magras, é chamada "proeminente".
As vértebras possuem:
·
Forame Transverso.
·
Processo Espinhoso Bifurcado ou Bífido.
·
Corpo reduzido.
Descrição das vértebras.
·
C1 ATLAS: O corpo é em
forma de anel. Tubérculo Anterior e Tubérculo Posterior. Faces Articulares bem
diferentes, acidentadas na parte superior e na parte inferior é lisa. Na parte
superior faz articulação com os Côndilos Occipitais.
·
C2 AXIS: É a única
vértebra que possui saliência que é chamada de DENTE. Esse dente vai se
articular com o Tubérculo Anterior do Atlas na fóvea dentis do atlas, o que
permite o movimento de rotação da cabeça. Possui Processo Espinhoso ascendente
e também essa característica é única dela.
·
C7 PROEMINENTE: Articula com a
primeira vértebra torácica e por isso possui todas as características das
cervicais e uma característica das torácicas: o Processo Espinhoso é
proeminente, comprido e inclinado para baixo.

As curvaturas da coluna
vertebral

Vértebra torácica.

Embora as vértebras de cada uma das porções da
coluna tenham suas características particulares, todas possuem uma estrutura
básica, comum. Cada vértebra é constituída por um anel ósseo que circunda um
forame (forame vertebral), que pode ser considerado como canal vertebral onde
se aloja a medula espinhal. A parte anterior do anel é o corpo da vértebra. A
parte posterior do anel, denominado arco vertebral, consiste de um par de
pedículos e um par de lâminas. Os pedículos projetam-se posteriormente da parte
superior do contorno posterior do corpo da vértebra e se unem com as lâminas
formando o processo espinhoso. No ponto de fusão dos pedículos com as lâminas
projetam-se três processos adicionais com direções diferentes:
Lateralmente:
processo transverso;
Cranialmente:
processo articular superior;
Caudalmente:
processo articular inferior.
Vértebras
cervicais.
A
1ª e a 2ª vértebras cervicais (C1 e C2) são consideradas atípicas e denominadas
respectivamente, atlas e áxis. As quatro seguintes (C3, C4, C5, C6) são
consideradas típicas, com a sétima (C7), embora apresente uma particularidade,
é chamada de vértebra proeminente.
Vértebras torácicas.
Embora as vértebras T1, T9, T10, T11 e T12 possam apresentar alguns acidentes que as distinguem das demais vértebras torácicas, estas diferenças não são de grande importância. É evidente que a primeira vértebra torácica assemelha-se a última cervical, assim como as últimas torácicas podem apresentar alguns aspectos encontrados nas vértebras lombares. Porém, as particularidades das vértebras torácicas em geral são: articula-se com as costelas; os processos espinhosos são mais inclinados e as facetas articulares situam-se principalmente em um plano frontal.
Vértebras lombares.
As vértebras lombares (L1, L2, L3, L4, L5)
são as mais volumosas da coluna vertebral, com corpo reniforme; os processos
espinhosos são mais curtos e quadriláteros situando-se no mesmo plano
horizontal do corpo vertebral, e as facetas articulares estão situadas em plano
anteroposterior.
Vértebras sacrais.
No adulto, ocorre a fusão das cinco vértebras
sacrais que diminuem no sentido craniocaudal, formando o sacro. Deste modo, é
um osso triangular recurvo, de base superior e ápice inferior, com concavidade
anterior. Situa-se em cunha entre os ossos do quadril e fecha posteriormente a
cintura pélvica.
Cóccix.
Deriva-se da fusão de três ou quatro peças
coccígeas, constituindo um osso irregular, afilado, que representa o vestígio
da cauda no extremo inferior da coluna vertebral. Articula-se com o sacro por
meio de um disco intervertebral.
REFERENCIA: Portal Educação. Mediante
licença. O conteúdo público de artigos e notícias do Portal Educação está sob licença
Creative Commons, de Atribuição-Uso Não-Comercial e Vedada a Criação de Obras
Derivadas 3.0 no Brasil.
Paciente recuperou o movimento de pinça dos dedos (Foto: Clark
Bowen/Reprodução)
Um tetraplégico americano
recuperou os movimentos das mãos depois de uma cirurgia pioneira, apresentada
nesta terça-feira (15) de maio de 2012, de acordo com um estudo publicado pela
revista científica “Journal of
Neurosurgery”. A técnica revolucionária, no entanto, só pode ser usada
em casos específicos. O homem de 71 anos ficou tetraplégico em 2008, após um
acidente automobilístico. A lesão da coluna aconteceu na altura da última
vértebra do pescoço, que recebe o nome “C7”, por ser a sétima vértebra. Como os
sinais do cérebro para o corpo são transmitidos pela coluna, ele perdeu os
movimentos abaixo dessa altura.
Ilustração explica a
lógica da transferência nervosa - (Foto: Eric Young/Divulgação).
Para as pessoas que se
machucaram mais acima, ao longo do pescoço, da vértebra C5 até a C1, uma
cirurgia como essa provavelmente não serviria para restaurar a função da mão e
do braço, segundo os atuais entendimentos da medicina. No entanto, alguns
nervos que vão para os braços vêm da coluna acima da C7. Por isso, o paciente conseguia
mover os ombros, os cotovelos e os punhos – com limites. Os pesquisadores da
Universidade Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, conseguiram ligar
esses nervos que chegam até os braços a outros nervos, que vão até os dedos.
Essa cirurgia de ligação entre os nervos, chamada de transferência nervosa,
levou os sinais do cérebro de volta à mão do paciente e, assim, fez com que ele
recuperasse o movimento de pinça. Ainda
nos avanços da Neurociência temos casos reais de:
Paraplégico
dá primeiros passos após transplante pioneiro na Bahia. Em livro,
Nicolelis explica plano de fazer garoto tetraplégico chutar bola.
"Esta não é uma
cirurgia particularmente cara ou complexa demais", disse a autora
principal do estudo, Susan Mackinnon, que fez a cirurgia. "Não é um
transplante de mão ou face, por exemplo. É algo que gostaríamos que outros
cirurgiões no país fizessem”, completou.
Após a cirurgia, foram necessários oito meses de tratamento depois da cirurgia
para que o paciente pudesse movimentar os dedos polegar, indicador e médio da
mão esquerda. Dois meses depois, ele conseguiu mover também a mão direita.
01/06/2011 13h38 -
Atualizado em 01/06/2011 15h05
Paraplégico movimenta pernas após transplante pioneiro na Bahia
No tratamento são usadas células tronco mesenquimais.
Policial passou nove anos na cadeira de rodas.
Neurociência brasileira - 2011
O transplante de célula
tronco na medula óssea realizada em Salvador, traz resultados que animam os
médicos. Um policial militar de 47 anos, que não quis ser identificado,
paraplégico depois de um acidente e passou os últimos nove anos numa cadeira de
rodas. Após se submeter ao tratamento, ele voltou a movimentar as pernas. O policial não fazia nenhum movimento da
cintura para baixo. Ele também teve melhora na musculatura que controla o fluxo
de fezes e urina e não precisa mais de fraldas e outros equipamentos. A
esperança de voltar a ter uma vida normal nunca foi tão grande.
“Antes
eu tinha um tronco que estava vivo e pernas que não respondiam. Agora eu
percebo que elas estão vivas, pertencem a mim e depende de mim para que elas
acordem”, destaca.
Agora, o policial já
consegue mover os joelhos para cima, uma façanha para quem tem a musculatura
atrofiada pela falta de uso. Outra mostra impressionante da recuperação da
força nas pernas está em um exercício, que ainda exige equilíbrio. Para a
equipe de fisioterapia o mais surpreendente na recuperação do paciente é que
ele está pedalando. Para que o paciente fosse submetido a um transplante de
células tronco, uma pesquisa foi feita durante cinco anos e, antes de ser usada
em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais.
(Células usadas no tratamento podem se transformar em
tecido (Foto: Reprodução/TV Globo)
No tratamento, os
médicos usam células tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se
transformar em vários tipos de tecido. Elas são retiradas do osso do quadril do
próprio paciente e injetadas diretamente no local onde a coluna foi atingida. A
técnica pioneira foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz e do
Hospital São Rafael, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular
do país. Os pesquisadores estão espantados com a evolução rápida do
paciente. "Basicamente em uma
semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade,
uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo", observa
Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.
Mas os médicos acham
cedo para dizer se ele e as outras pessoas com o mesmo problema que também irão
receber células tronco vão voltar a andar normalmente Ricardo Ribeiro,
coordenador do programa.
"Esse
paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores,
ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar".
Por enquanto o policial
é entusiasmado pelos primeiros resultados e faz planos. "Eu sempre gostei
de praia, ir à praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue,
né? poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um
futebol, ir a shopping, fazer o que eu sempre fazia", espera.
NEUROCIÊNCIA BRASILEIRA
Após seis meses do
transplante de células-tronco realizado em
Salvador, o major da Polícia Militar, Maurício Ribeiro, deu os primeiros
passos. Ele caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum
movimento da cintura para baixo.
"Eu dei o passo e me senti
estranho, porque nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo
fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito
boa", emociona-se Maurício.
A cirurgia foi
realizada depois de cinco anos de pesquisa. No procedimento, os médicos
retiraram do osso do quadril do próprio paciente, células-tronco mesenquimais,
que têm grande capacidade de se transformar em diversos tipos de tecido, e
injetaram diretamente no local onde a coluna foi atingida. A técnica pioneira
no país foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, no
laboratório do Hospital São Rafael, em Salvador, onde está um dos mais
avançados centros de terapia celular da América Latina. Dois meses depois de
operado, Maurício já se equilibrava
sobre as pernas e até pedalava nas sessões de fisioterapia. Os médicos não
sabem ainda se ele e os outros 19 pacientes que serão submetidos ao mesmo
tratamento vão voltar a andar normalmente, mas já comemoram os resultados.
"É muito gratificante, e não
somente isso, saber que isso é apenas uma ponta de iceberg, que com os
resultados positivos nós podemos expandir essa técnica para um número maior de
pacientes no futuro, além de continuar pesquisando formas de aprimorá-la",
pontua Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.

Em entrevista, o
neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça dá detalhes sobre o tratamento, confira
no vídeo ao lado no link: tvbahia.com. A família do policial militar nunca
perdeu a esperança. "Quando aconteceu essa cirurgia, eu tive certeza de
que Deus estava com a gente e que ele ia conseguir andar", declara Márcia
Ribeiro, esposa de Maurício.
"Para quem não tinha nenhuma
perspectiva, e hoje eu já tenho uma perspectiva de estar no andador, dando os
primeiros passos, já é sinal de que alguma coisa está acontecendo, e daqui para
frente acho que só tende a melhorar", espera Maurício.
Em livro, Nicolelis explica plano de fazer garoto tetraplégico chutar bola Objetivo é fazer jovem dar pontapé inicial na Copa do Mundo.
Neurocientista é um dos pesquisadores mais respeitados do Brasil.

O neurocientista Miguel
Nicolelis, um dos pesquisadores brasileiros de maior renome na comunidade
científica internacional, apresentou nesta quarta-feira (29) 30 de junho
de 2011, ao
público de São Paulo seu primeiro livro: “Muito Além do Nosso Eu”, editado pela
Companhia das Letras. Na obra, Nicolelis
mostra a evolução dos estudos sobre o cérebro e chega a seu principal campo de
atuação, que é a interação das máquinas com o sistema nervoso, ou interface
cérebro-máquina. O cientista conta como pretende realizar o sonho de fazer com
que um garoto tetraplégico brasileiro dê o pontapé inicial da Copa do Mundo de
2014. O sonho combina com o perfil do pesquisador da Universidade de Duke.
Mesmo morando nos EUA há mais de 20 anos, Nicolelis tem projetos sociais para o
desenvolvimento científico no Nordeste, sediados no Rio Grande do Norte. Além
disso, sua paixão pelo futebol fica evidente durante a palestra, com inúmeras
referências ao Palmeiras, clube de coração do paulistano.
Teoria distribucionista.
O neurocientista se
enquadra numa corrente que ele chama de distribucionista – em oposição à
corrente localizacionista. O que Nicolelis quer dizer com isso é que um
neurônio não pode ser analisado de forma isolada, um neurônio sozinho não
produz nenhum comportamento. Para ele, o cérebro funciona como uma democracia,
e é preciso que os neurônios elejam a ação que será tomada. Com
fios metálicos inseridos entre os neurônios, a equipe de seu laboratório
conseguiu captar as correntes dentro do cérebro e detalhar a atividade neural
de macacos. Nicolelis mostrou os resultados de uma experiência
feita com uma espécie de videogame. Com um joystick, sua macaca Aurora deveria
posicionar um cursor dentro de um círculo. Como recompensa, ela ganhava um
pouco de suco de laranha.
Miguel Nicolelis autografa um exemplar de
'Muito Além do Nosso Eu' (Foto: Tadeu Meniconi / G1). Os cientistas registraram o que se passava dentro do cérebro dela.
Em seguida, retiraram o joystick e passaram a controlar um braço mecânico com
os pensamentos de Aurora para fazer a mesma função. Em pouco tempo, a macaca já
fazia a atividade apenas com os pensamentos, sem precisar mexer nenhum músculo.
Experiências com avatares também funcionaram. Numa delas, um braço virtual
controlado pelos pensamentos de um macaco conseguiu até tatear objetos, numa
interface cérebro-máquina-cérebro, capaz de mandar os impulsos nervosos de volta.
Outro experimento com macacos do laboratório de Nicolelis foi capaz de emitir
sinais nervosos pela internet. Um macaco nos EUA andava na esteira e, assim,
controlava um robô humanoide que estava no Japão.
‘The Walk Again Project’.
Baseado no sucesso dos
testes com animais, Nicolelis está confiante em fazer com que os impulsos
nervosos possam fazer que um paraplégico ou um tetraplégico ande novamente –
desde que a lesão seja na medula, e não no cérebro. O programa, chamado “The
Walk Again Project” (projeto andar novamente, em inglês), é uma parceria entre
instituições de Duke (EUA), Lausanne (Suíça), Berlim, Munique (ambas na
Alemanha), Natal e São Paulo. Os cientistas já têm tecnologia
para imitar os sinais nervosos humanos, logo seria possível fazer com que o
cérebro envie esses sinais para algum equipamento. E esse equipamento já está
sendo desenvolvido. É um exoesqueleto, uma veste robótica que reveste o corpo
e, assim, possibilita que uma pessoa mova membros que antes estavam
paralisados. Os primeiros testes com essa veste devem ser feitos
ainda neste ano, com macacos. A previsão é de que o projeto seja concluído no
fim da década. O pontapé inicial sonhado por Nicolelis seria apenas a primeira
apresentação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário